sábado, janeiro 05, 2008

Pedro Nunes ou Miguel Leão?


Com o conhecimento do passado e a constação do presente link, confesso ter muitas dúvidas do que fazer:
Não votar em A

ou …
Não votar em B


quarta-feira, janeiro 02, 2008

"os impunes"


“00.31 do dia 1 de Janeiro e os cinzeiros do Salão Preto e Prata do Casino Estoril continuaram nas mesas. E as pessoas continuaram a fumar. E na mesa onde estavam os responsáveis da Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) - inspector e sub-inspector - acenderam-se cigarros, cigarrilhas e charutos ao longo da noite. O dirigente da ASAE, António Nunes, entende que não violou a lei porque esta não inclui os casinos e salas de jogo. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) diz que sim e pergunta: É preciso o diploma voltar à Assembleia da República devido à interpretação?”DN

"Não sou eu que tenho que assegurar o cumprimento da lei do tabaco, são os portugueses e não tenho dúvidas nenhumas de que, à semelhança do que acontece noutros países, os portugueses vão ter uma posição de grande civismo e de grande qualidade na aplicação dessa lei." Correia de Campos

Seremos todos Portugueses?

segunda-feira, dezembro 31, 2007

by asmey145

UM BOM ANO 2008

(...)

a primeira das doze passas do Ministério da Saúde

Bem antes da meia noite...

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Portaria n.º 1637/2007
de 31 de Dezembro
O n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de
1 de Agosto, determina que o valor das taxas moderadoras
é aprovado por portaria do Ministro da Saúde, sendo revisto
e actualizado anualmente tendo em conta, nomeadamente,
o índice de inflação.
De acordo com o estatuído, as taxas moderadoras aprovadas
pela Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março, são actualizadas
em 2,1 % valor previsto da taxa de inflação média
anual, medida pelo índice de preços no consumidor, em 2007.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 1.º do
Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto:
Manda o Governo, pelo Ministro da Saúde, o seguinte:
1.º As taxas moderadoras constantes da tabela anexa à
Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março,
são actualizadas
em 2,1 %
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sábado, dezembro 29, 2007

encerramentos de serviços de saúde/maior qualidade?


Perante os encerramentos de Serviços de Urgência (SU) e de Atendimento Permanente (SAP), manifestaram os Bombeiros de Trás-os-Montes preocupação por sentirem não poder dar resposta atempada às solicitações já que grande parte do tempo de serviço irá ser passado na estrada, com o transporte de doentes para locais de atendimento bem mais distantes dos que agora foram ou vão ser encerrados, bem como pelo facto de se verem forçados a cobrar 40 cêntimos por km aos utentes, se as suas ambulâncias não forem activadas pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes…DN

Entretanto, para minimizar estas preocupações dos Bombeiros, terá o Sr. Ministro da Saúde avisado:

"Insistam junto das populações para que liguem para o 112 e não para os bombeiros. Aí serão accionados os cuidados mais adaptados”.JN

Com este aviso reconhece o nosso Ministro o previsível aumento da utilização de ambulâncias da responsabilidade do INEM e em última instância as das corporações de Bombeiros, pelo INEM accionadas.

Assim se perspectiva a necessidade de nos irmos familiarizaando, a pouco e pouco, de Norte a Sul do país, com a existência de muitas ambulâncias a calcorrearem estradas acima e abaixo com as suas sirenes e luzes de emergência sinalizando-nos que algo na saúde ou na doença, dos portugueses, está a mudar.

Isto porque, no entender de Correia de Campos, “a população não quer fazer poucos quilómetros para ser mal atendida”, no pressuposto de que com os encerramentos um melhor atendimento está garantido noutros locais, a muitos quilómetros de distância…

E porque não fala no desconforto sentido por um doente com um longo transporte de ambulância? Nos também já longos tempos de espera para atendimento e tratamento observados nesses novos/antigos locais? Na actual qualidade das instalações e equipamentos em termos de conforto e segurança? Na qualidade das equipes de profissionais em regime de “outsourcing” nelas a trabalhar? Na motivação dos profissionais perante o acréscimo significativo de doentes sem o exigido reforço de meios humanos? Na preocupante desumanização progressiva dos cuidados? Na inexistência ainda das alternativas previstas, com profissionais preparados e equipamentos exigidos?

Ter-se-á apercebido, ontem, de tudo isto o grupo de deputados do PS do distrito de Braga que decidiu tomar o pulso à Saúde durante 24 horas nos concelhos da área de influência do Centro Hospitalar do Alto Ave, quando pelas 23 horas, terminou este périplo com a visita à Unidade de Guimarães e ao seu Serviço de Urgência Médico Cirúrgico.

Terão tido, estes políticos, dificuldades em entender o optimismo permanentemente manifestado pelo seu Ministro da Saúde, se lhes foi dada a oportunidade de presenciarem a qualidade da assistência médica aos doentes no SU daquela Unidade, se receberam informações do elevado número de doentes atendidos no ainda Serviço de Urgência da Unidade de Fafe (que se pretende transformar em SUB), sobre as volumosas listas de espera para Cirurgia e para primeiras Consultas Externas Hospitalares, sobre a falta de profissionais médicos em ambas as Unidades do CHAA, sobre o clima de desmotivação e de diminuição da produtividade que reina entre os profissionais de ambas as Unidades do Centro.

Talvez não se tenham apercebido disto porque nada disto também lhes tenha sido dito.

Mas nada melhor do que ouvir dizer pela voz de António José Seguro, deputado PS pelo círculo de Braga:
"Vamos ver se as coisas podem vir a funcionar melhor. Sabemos os esforços que estão a ser feitos para ser construído um novo hospital em Fafe".
Desejo igualmente formulado pelo Presidente PS da autarquia que até, há já um ano, diz ter o terreno “guardado” para tal construção.

Com estas parcas palavras, de desejos e promessas, alguns fafenses insatisfeitos poder-se-ão calar, enquanto o que de mal vai na saúde da região, na organização, integração e gestão do jovem mas muito enfermo CHAA, com o progressivo esvaziamento de serviços da Unidade de Fafe e o seu também progressivo abandono, em termos de investimento, em profissionais médicos, isso, para o caso pouco interessa, a julgar pelas palavras do Presidente do seu Conselho de Administração que reforça ainda mais a ideia, quando diz que a integração do Hospital de Fafe no Centro Hospitalar "veio viabilizar as instalações por mais algum tempo, porque elas estão em ruptura e já não correspondem à medicina de qualidade que o Ministério pretende".

E o resto?
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sexta-feira, dezembro 28, 2007

para o bem das populações


Porque Correia de Campos disse que o encerramento das urgências do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, e do Serviço de Atendimento Permanente de Alijó durante o período nocturno é "para o bem das populações" … e como tem "a certeza que dentro de dois, três meses, ou menos até, elas compreenderão"…

...ajudar-nos há a todos melhor compreender (se dúvidas algumas ainda existiam) se se disser o que consta do Programa de Estabilidade e Crescimento 2007/2011, enviado pelo Governo à Comissão Europeia na revisão feita este mês, como é dito pelo CM:

"Entram nos cofres do Estado entre 25 a 30 milhões de euros com o fecho dos 56 SAP, uma quantia avançada pelo próprio ministro Correia de Campos quando em Maio se pronunciou sobre os custos estimados dessas unidades de saúde em funcionamento, dando esse valor como exemplo do desperdício de verbas.
A somar a essa verba juntam-se 150 milhões de euros – correspondem a 0,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) – que não vão ser canalizados para a comparticipação de medicamentos e outros 150 milhões de euros – 0,1 por cento do PIB – que não serão destinados à comparticipação dos meios de diagnóstico e terapêutico, como análises clínicas, Raios X, TAC (tomografia axial computorizada) e electrocardiogramas."
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Sim todos já tinhamos compreendido, que em 2008 iremos ter a saúde ainda bem mais cara que em 2007 e com uma acessibilidade bem mais reduzida.

Para o “bem das populações”, sim!
... e do Programa de Estabilidade e Crescimento também...
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quarta-feira, dezembro 26, 2007

Miguel Leão/Pedro Nunes e Gentil Martins





Não gosto desta maneira de actuar dum candidato a Presidente da Ordem dos Médicos que vai participar na 2ª volta da eleição para o cargo de bastonário e que se assume como ganhador da mesma.

É que recebi (com data de 24 de Dezembro - pasme-se) na minha caixa de correio electrónico, com remetente de "miguelleaoapresidentedaordem", uma Carta Aberta link atribuída a António Gentil Martins, na qual este manifesta a retirada do seu apoio à candidatura de Pedro Nunes e o transfere para o outro candidato, Miguel Leão.

Independentemente das razões que fundamentaram esta tomada de posição por parte do Dr.Gentil Martins e sem querer aqui comentar a decisão de Pedro Nunes de se afastar do cargo para que foi eleito há 3 anos (e muito menos também comentar os considerandos expressos por Gentil Martins que fundamentam uma segunda tomada de posição sobre o assunto), não fica bem à Candidatura de Miguel Leão ocultar o que o TM de 24 de Dezembro publicou e que até à data não vi ainda ter sido desmentido pelo Dr.Gentil Martins:

(…) No entanto, pouco tempo depois de essa carta ser tornada pública, Gentil Martins escreveu uma outra a contrariar a anterior posição, em que afirma que «de forma definitiva» vai apoiar a candidatura de Pedro Nunes. Ao «Tempo Medicina», o antigo bastonário esclareceu, em conversa telefónica ocorrida a 19 de Dezembro, que mudou de opinião «depois de ter falado pessoalmente» com Pedro Nunes e de este lhe ter explicado as «motivações para certas atitudes» (…) link
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antes pelo contrário, hoje mesmo reafirmado por ele, aqui.
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Não me parece ser deste modo que se "une" e se "defende" a classe médica, objectivos proclamados de campanha de ambas as candidaturas.
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terça-feira, dezembro 25, 2007

a tradição, o mito ou a realidade na defesa de direitos elementares



O Menino Jesus de Trás-os-Montes
Com cartola, traje de oficial de cavalaria e espada a tiracolo, o povo «baptizou-o» como Menino Jesus da Cartolinha
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Ainda hoje o mistério perdura.
Quem é, de onde veio e onde se meteu depois esse menino, desinquieto, irritado e enigmático, que comandou o povo de Miranda do Douro contra os invasores espanhóis nas guerras da Restauração? Que existiu, existiu - assegura a memória do povo ao longo das gerações. Mas quem era ele afinal?
Seria mesmo o Menino Jesus?

A tradição popular diz que sim. E hoje o "Menino Jesus da Cartolinha" impõe-se como um desses símbolos inapagáveis do imaginário transmontano. Um autêntico mito para os mirandeses.
Quem o quiser ver pode encontrá-lo na catedral de Miranda do Douro. Ali continua, imponente, com a sua elegante cartola, vestes de oficial de cavalaria, espada a tiracolo e uma condecoração ao peito. E com ele também um guarda-roupa invulgar, consoante as "modas" no rolar dos tempos: desde uma capa-de-honras mirandesa, fardas, coletes, chapéus de todos os estilos, meias e meiotes de lã, camisas de finos bordados, até um variado conjunto de botas e tamancos de pau. Tudo promessas de devotos que ali vão num ritual secular.

Quanto à cartola, ou "cartolinha" no uso do povo, poucos hoje saberão que se trata, afinal, de um adereço artificial. O menino, que começou por ser conhecido como o "Menino do Chapeuzinho", o que usava na origem era nada mais que um simples chapéu de palha. Ainda hoje é possível ver na cabeça - assegurou-nos fonte credível - umas minúsculas perfurações que demonstram que outrora o menino usou cabeleira, entretanto arrancada para lhe assentar a cartola.

Na verdade, segundo a lenda - e que vale o que todas as lendas valem -, no tempo das guerras da Restauração, Miranda do Douro esteve dias e dias cercada pelas tropas espanholas, ao ponto de, sem mantimentos nem munições para resistir, nada mais restar do que render-se definitivamente ao domínio invasor. E eis senão quando um menino de chapéu de palha, desconhecido, irrompeu pelas ruas gritando contra os espanhóis e apelando à revolta dos populares. Tal foi o bastante para que o povo ganhasse o alento que lhe faltava. Num ápice todos saíram à rua - uns com enxadas, ancinhos e forquilhas, outros com paus, cutelos e machados - unindo-se às tropas fragilizadas da restauração. E assim conseguiram afugentar e vencer os invasores. No final, o povo procurou o tal menino, travesso, refilão, o do chapeuzinho de palha. Queria louvá-lo. Vitoriá-lo. Mas quê? Onde estava? Quem era ele? Ninguém sabia. Tinha, pura e simplesmente, desaparecido.

O povo acreditou então que havia sido o Menino Jesus que ali caíra, por milagre, para salvar a cidade. E logo mandou esculpir a imagem que passou a ser venerada na catedral. Entretanto, uma jovem que, na mesma batalha, havia perdido o noivo, um oficial das tropas portuguesas, resolveu oferecer o traje militar ao menino. E daí nasceu a tradição da dádiva de roupas. Muitos anos depois, porque alguém achou que o chapéu de palha não condizia com a nobreza do traje, e tão-pouco com o "estatuto" de um comandante, colocaram-lhe então a cartolinha. E que bem que lhe fica!

(Artigo publicado no Jornal de Notícias, edição de 24 de Dezembro de 2000, transcrito de BragancaNet)

domingo, dezembro 23, 2007

Festas Felizes

Once in Royal David’s City stood a lowly cattle shed,where a mother laid her baby.
You’d do well to remember the things He later said.
When you’re stuffing yourselves at the Christmas parties,you’ll laugh when I tell you to take a running jump.

You’re missing the point I’m sure does not need making;that Christmas spirit is not what you drink.
So how can you laugh when your own mother’s hungryand how can you smile when the reasons for smiling are wrong?
And if I messed up your thoughtless pleasures,remember, if you wish, this is just a Christmas song.

Hey, Santa: pass us that bottle, will you?




sábado, dezembro 22, 2007

prendinha de Natal para Correia de Campos


O Estado devia mais de dois mil milhões de euros aos seus fornecedores em 2006. O grande devedor continua a ser, tal como em 2005, o Ministério da Saúde, responsável por 72,4 % do total das dívidas, de acordo com o parecer do Tribunal de Contas (TC) sobre a Conta Geral do Estado, entregue ontem por Guilherme d’Oliveira Martins ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. CM
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Os TOP 5:


Administração Regional de Saúde do Norte / 177,5 milhões
Estradas de Portugal / 109,3 milhões
Hospital de Santa Maria / 100,4 milhões
Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo / 98,1 milhões
Centro Hospitalar de Lisboa / 93,5 milhões


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é demais...

Outra vez?
As justificações aparecerão:
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"Tivemos acesso na fase de contraditório a esse parecer e preparamos a nossa defesa, que está publicada com o parecer" Correia de Campos

Divulguem ao menos os manuais...


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solstício de Inverno

Na noite mais longa do ano, com um dia de nove horas e 28 minutos, entre o nascer e o pôr do Sol...



Maria João Pires - Nocturne No. 1 - Chopin

quinta-feira, dezembro 20, 2007

o "inverno frio" do Ministério da Saúde


18 de Dezembro de 2007:


"Vila Real: IP4 e A24 cortadas ao trânsito devido à neve
O Itinerário Principal 4 (IP4), entre Vila Real e o Alto de Espinho, e a auto-estrada 24 (A24), entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, estão cortados ao trânsito devido à queda de neve, disse fonte da Brigada de Trânsito.
A fonte referiu que a situação nestas estradas se complicou a partir das 17:00 devido à queda de neve com bastante intensidade e à visibilidade reduzida por causa do nevoeiro." DD

e dois dias depois:
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ARS: Bloco de partos de Chaves vai encerrar em breve
O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte disse hoje que o bloco de partos de Chaves vai encerrar a «muito curto prazo», já que "estão reunidas todas as condições, nomeadamente de acessibilidades e serviços pré-hospitalares. Temos todos os meios que necessitamos para assegurar um verdadeiro apoio nas situações de emergência.", já que A A24 abriu em toda a sua extensão em Junho, passando a viagem entre o hospital de Chaves e de Vila Real a demorar cerca de 30 a 40 minutos.DD

Notória incapacidade do Presidente da ARS do Norte em alterar o seu discurso (antecipadamente pensado ou escrito) perante tão despropositada atitude de S.Pedro, reveladora de uma falta de sensibilidade gritante perante os desígnios da Primavera airosa do Ministério da Saúde.
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quarta-feira, dezembro 19, 2007

a outra face de Pai Natal

por: WEHAVEKAOSINTHEGARDEN


"É concedida tolerância de ponto aos funcionários e agentes do Estados, dos institutos públicos e dos serviços desconcentrados da administração central nos próximos dias 24 e 31 de Dezembro", poder-se-á ler no despacho assinado por José Sócrates.

E não só é concedida tolerância simultanea nestes dois dias (não me lembro de tanta benevolência), como também é facultada a possibilidade de os funcionários, que tenham por obrigação de estar ao serviço nos dias de tolerância de ponto, poderem beneficiar, mais tarde, de uma "equivalente dispensa do dever de assiduidade (...) em dia ou dias a fixar oportunamente" pelos respectivos dirigentes máximos de serviço ou organismo.

Pai Natal bom, não... excelente!
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Mas há a outra face...
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"Os funcionários públicos vão ter o privilégio de pagar mais 1 por cento dos seus vencimentos faustosos para terem o direito, que todos têm sem pagar mais por isso, à protecção social em situação de desemprego. Se somarmos a nova contribuição aos 0,5 por cento de aumento na contribuição para a ADSE, introduzida no final do ano passado, obtemos os 1,5% em contribuições sociais que os funcionários públicos pagam a mais relativamente aos trabalhadores do privado: 12,5 no público e 11% no privado.Próximo passo: acabar com a Caixa Geral de Aposentações." O País do Burro

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terça-feira, dezembro 18, 2007

para que se fique a ver bem melhor...


Porque a situação actual das listas de espera para consultas e cirurgias oftalmológicas é incompatível com um aceitável serviço público e porque a esperançosa contratação de médicos oftalmologistas estrangeiros, prevista por Correia de Campos, não se veio a concretizar, então…


Chegou a vez agora da Oftalmologia…


E como vem sendo hábito, mais uma medida avulsa da política deste Ministério da Saúde, no âmbito da medicina Hospitalar foi avançada com a nomeação de mais uma comissão com a missão de elaborar um relatório sobre os actuais recursos humanos e materiais na área da oftalmologia no Serviço Nacional de Saúde e que escolha, de entre estas quatro hipóteses, a/as que melhor lhe aprouver para resolver esta actual inaceitável situação:

1. Criação de Centros de Responsabilidade dentro dos Hospitais, com incentivos profissionais e remuneratórios ao melhor desempenho tanto em quantidade, como em qualidade;
2. Criação de sociedades anónimas (SA) nos principais hospitais E.P.E., ao abrigo do Decreto-Lei n.º 233/2005, de 29 de Dezembro, onde o hospital detivesse pelo menos 51% do capital e os médicos, enfermeiros e demais técnicos detivessem, no máximo, os restantes 49%, com recurso aos mecanismos legais que permitem a ausência prolongada do serviço;
3. Contratualização de serviços de oftalmologia entre o hospital e unidades exteriores, como sociedades externas prestadoras de serviços;
4. Reforço do modelo convencional de serviço com aproveitamento de todos os actuais mecanismos de incentivos, já previstos na lei, a saber; dedicação exclusiva, horas extraordinárias e mobilidade remuneratória alternativa (MRA) prevista para o SIGIC.

Desde a criação de injustiças e de torrentes de insatisfação por parte de quem, com dedicação e profissionalismo, noutras áreas médicas das várias instituições hospitalares do SNS, vai desenvolvendo a sua actividade assistencial, até à progressiva entrega a privados ou privatização de serviços, tudo é possível com este Ministro da Saúde…

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segunda-feira, dezembro 17, 2007

muda a música e toca o mesmo

"Os médicos dos hospitais públicos vão começar a ser remunerados em função da produtividade já durante o próximo ano, confirmou hoje à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Saúde." DD

Onde ouvi eu já esta música?





Av. João Crisóstomo, 9, 6º andar -1049-062 Lisboa

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sábado, dezembro 15, 2007

o protagonismo na Ordem dos Médicos



Num Universo de 36572 médicos inscritos na Ordem dos Médicos em 31 de Dezembro de 2005, será que a 2ª volta vai desfazer esta pseudo bipolarização entre os dois candidatos mais votados?

Miguel Leão - 5000 votos (13,67%)

Pedro Nunes - 4600 votos (12,58%)

Carlos Santos Silva - 1500 votos (4,10%)
Abstenção /Nulos/Brancos(?) – 25472 (69,65%)


Será que a 2ª volta vai mobilizar mais do que os parcos 30% de votantes da 1ª volta?
Estou mais certo de que não.

Porque se nada já diferenciava os dois candidatos durante a 1ª volta também não será com esta bem recente e aparente diferença, de um que se auto-suspende e de outro que se auto-promove, que mais votantes irá trazer às urnas mostrando assim o interesse dos Médicos pela sua Ordem e o seu apoio aos candidatos que dizem nos seus programas "Defender os Médicos" (um) e também "uni-los" (o outro).
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E porque há já três anos foi assim...
15 de Dezembro de 2004:
"Pedro Nunes foi eleito nesta quarta-feira bastonário da Ordem dos Médicos, conseguindo uma vantagem de cerca de 600 votos em relação ao concorrente directo José Miguel Boquinhas. A abstenção rondou os 70 por cento do total de 34 mil médicos inscritos." DN .

... assim voltará a suceder.

O que vai então mudar?.




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sexta-feira, dezembro 14, 2007

o Pai Natal bom





Depois do Relatório do Tribunal de Contas sobre a situação económico financeira do SNS, ter criticado as contas do SNS referentes ao ano de 2006, não há como “corrigir os critérios contabilísticos usados” e apresentar já antes do Natal, números que contrariam a tão criticada mas também a tão defendida actual gestão do SNS.







Não há como ter um bom Pai Natal...
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Segundo a ACSS, porque:
“os prejuízos dos hospitais de estatuto público administrativo (SPA) aumentaram 5000% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2006”, e enquanto “o número de hospitais de gestão empresarial com resultados líquidos positivos mais do que duplicou (de quatro para nove) neste período, embora apenas mais um tenha conseguido esse resultado em relação ao último semestre.” DN
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os EPE(s) são o futuro !!!

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terça-feira, dezembro 11, 2007


A 2 de Maio de 2007, em cartas para Bastonário da Ordem dos Médicos, escrevi:

(…)Miguel Leão diz:
"Sou um defensor do Serviço Nacional de Saúde nas suas vertentes pública, solidária, humanista, que não discrimine doentes, com uma estrutura de carreiras que defenda uma diferenciação técnica dos médicos.""Acho que o estilo e a forma de intervenção do senhor ministro não têm contribuído para a paz e serenidade do sistema. E em algumas matérias o Ministério da Saúde não tem demonstrado uma estratégia coerente. E, sobretudo, o que tem acontecido é que se fala muito antes de se fazer e muitas vezes dizer-se que se vai fazer antes de tempo. E para lhe falar em muitas áreas médicas, o senhor ministro tem andado mal."

Pedro Nunes, diz:
"Mais uma machadada no nosso Serviço Nacional de Saúde, que tem vindo a ser, aos poucos, desarticulado, apesar de funcionar muito acima do que se esperaria, com as condições existentes"."Os médicos não aceitarão ver encerrar um serviço útil e insubstituível para uma população abandonada no interior, pelo único critério de só realizar três ou quatro atendimentos numa noite".
"Encerrar um desses serviços pode ter um violento significado para as populações que dele se servem. E os médicos não o aceitam, porque um desses atendimentos pode ser o filho único de alguém que fica sozinho, pode ser o velho que não consegue ir mais longe"."Os médicos estão preocupados porque temem a desarticulação do SNS que, mais que a ninguém, a esta geração de médicos se deve".
"Queremos uma nova visão, semelhante à que deu origem ao SNS, ao serviço médico à periferia, aos centros de saúde ou aos hospitais distritais".

E porque se tratam de cartas iguais dentro dum mesmo baralho já usado, baralhadas estas cartas, ganha quem melhor souber jogá-las.
Será que um novo baralho, não viciado, ainda vai aparecer?


Porque a candidatura do Prof. Dr. Carlos Silva Santos apareceu, sem vícios, sem vontade de protagonismo, com clareza de posições e de ideias.


Porque os seus dois opositores (Pedro Nunes e Miguel Leão) "devem ser responsabilizados pelos fracassos, conflitos neutralizantes, guerras de pequenos poderes e pela ausência de trabalho sério e qualificado em matéria de política de saúde e de defesa da boa prática e da imagem da classe médica."


Porque não quero também, como muitos outros colegas, que esta situação se repita caso vença um dos dois...


Eu vou amanhã votar no colega Carlos Silva Santos para Bastonário da Ordem dos Médicos.

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

será poupar ou só cortar na saúde?


"Ao contrário das organizações internacionais, que esperam uma manutenção do ritmo de crescimento da economia portuguesa, o Governo projecta para 2009, ano de eleições, uma acentuada aceleração da actividade económica.
As novas projecções, que integram a actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para o período 2007-2011, assumem que a economia nacional vai pôr o pé no acelerador, e passar de uma taxa de crescimento de 1,8% neste ano, para 2,2% em 2008 e para 2,8% em 2009."
Jornal de Negócios

E porque a OCDE e a Comissão Europeia consideram que em 2009 a taxa de crescimento vai ficar só pelos 2,2% ou até pelos 2,1%, respectivamente, mais sacrifícios o nosso governo aos portugueses irá impor na área da saúde, com mais poupança e mais cortes no SNS, para poupar 396 milhões de Euros até 2011.

"Esta poupança reparte-se igualmente entre os produtos vendidos em farmácia e os meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica. No entanto, os cálculos incluem medidas como a revisão dos medicamentos comparticipados, as convenções celebradas pelo Serviço Nacional de Saúde, a redução dos preços máximos nas compras de produtos farmacêuticos e de materiais clínicos e os ganhos de eficiência associadas à empresarialização dos hospitais." RTP.

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