
Sendo apologista, desde sempre, duma prescrição médica “personalizada” à patologia e ao doente, replico aqui o Post do Boticário, sobre a dispensa de medicamentos em unidose, com o qual, nas suas ideias gerais eu estou de acordo.
A principal razão porque detesto os políticos e as políticas do XVII Governo é porque não me parecem ter a honestidade intelectual que os portugueses merecem e deviam exigir. São mentirosos e manhosas, para ser mais directo.
Isto da dispensa dos medicamentos em unidose é um dos muitos bons exemplos disto mesmo: a unidose é um assunto antigo, sobre o qual já se acordou, protocolou e legislou há mais que muito tempo. No entanto, hoje, ninguém sabe o que o Governo entende por unidose (eu nem concordo, por motivos de segurança e higiene, com o retrocesso que representa a unidose "tira do frascão, mete no frasquinho") e ninguém sabe quando estará disponível nas farmácias de Portugal (As farmácias nos hospitais iniciariam uma fase experimental, mas quando é que abre uma, uma que seja, para iniciara a dita experiência?).
Porquê tanta demora, tanta manha, tanta curva e contra-curva? Talvez porque a indústria farmacêutica não deixa. MSP
.
Compreendo a preocupação de MSP ao considerar poder este método de dispensa de medicamentos vir a fomentar ou a permitir uma mais fácil adulteração da qualidade do princípio activo, do seu prazo de validade, ou da sua identificação perante o consumidor (perda de segurança).
Reconheço poder vir a exigir aos profissionais das Farmácias e às suas Direcções Técnicas uma adequada preparação e um maior investimento em equipamentos dispensadores destes medicamentos por forma a minimizarem os riscos de quebra de higiene com o manuseamento dos mesmos.
Mas não restará mais que exigir a essas direcções técnicas o cumprimento rigoroso das normas de segurança e de higiene (haja vontade superior da sua definição) por forma a garantir ao consumidor a qualidade máxima que, no caso particular do medicamento (mais ainda do que em qualquer outro produto), lhe deve ser exigida.
E a ASAE, recentemente criada, que faça o resto que lhe compete…
Ao que o Peliteiro questiona e responde,
"Porquê tanta demora, tanta manha, tanta curva e contra-curva? Talvez porque a indústria farmacêutica não deixa."
eu acrescentaria:
... e porque o nosso Governo (ainda) não quer.
.
Vá-se lá saber porquê.


