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quarta-feira, junho 11, 2008

alívio pós-part(o)ida





Diário Económico:Quando saiu do Governo sentiu alívio ou vazio?
Correia de Campos:Alívio biológico, físico e mental enorme. Mas tive surpresas. Quando esperava que os ataques violentos continuassem, isso cessou passados poucos dias. As crianças continuam a nascer nas ambulâncias mas não vê notícias nos jornais.DE 06.06.08
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Esclarecimento do Correio da Manhã:

"Os Bombeiros Voluntários da Murtosa e uma equipa médica do INEM do Hospital de Aveiro ajudaram ontem duas jovens mães a dar à luz. Um dos bebés nasceu mesmo dentro da ambulância, à porta da maternidade." CM 10.06.08


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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

tachos e panelas


”A ministra da Saúde defendeu, esta terça-feira, o envolvimento dos profissionais do sector nas reformas que estão a ser desenvolvidas, alertando para a necessidade de reter no Serviço Nacional de Saúde «os melhores entre os melhores». (…) Os profissionais devem ter satisfação para trabalhar em estruturas como as do Serviço Nacional de Saúde”. TSF


Palavras bem diferentes das ouvidas nos últimos três anos, mas que não passam (ainda) de declarações de intenção, ainda sem quaisquer indicações de como pretende, a actual Ministra da Saúde, implementar tal “envolvimento” por forma a alterar a notória insatisfação e desmotivação dos profissionais da saúde bem como o rumo estratégico definido pelo seu antecessor.

Continua a ser preciso “mais qualquer coisa”.


Entretanto, movimentações por parte de quem sente a apreensão de poder vir a ser espoliado de poderes, de regalias e de mordomias adquiridas, vão-se fazendo sentir…
Mas enquanto durar esta indefinição, alguns por cá vão ficando à espera de melhores oportunidades ou de alguém que se lembre de os compensar, através de indemnizações “chorudas”, pelos “exemplares” serviços prestados e que tão mal têm feito, nalguns sectores, ao SNS.
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Mas destes, que fiquem só os necessários e "os melhores" entre os piores que se vão.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Correia de Campos e Ana Jorge



"Tanto elogio. Tanta obra. Mais pela forma...
Compreende-se mal que a TM classifique CC personalidade negativa do ano 2007."


Terá sido assim, que o autor do SaudeSA comentou este artigo de opinião publicado no TM:

Personalidade negativa do ano

Foi a forma — mais que o conteúdo — da actuação de António Correia de Campos que o colocou na posição de figura negativa de 2007.
Reconhecido unanimemente como uma das personalidades que mais sabe sobre gestão de Saúde em Portugal levou a cabo a tarefa hercúlea de reformar o SNS.
A determinação com que o fez foi louvável, e a pertinência da actuação quase sempre inquestionável. Disso foram exemplos a reorganização dos cuidados de saúde primários, o encerramento de blocos de parto e a criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, esta última, uma área quase utópica nos cuidados prestados em Portugal até há pouco tempo.
Mas Correia de Campos padeceu de uma pecha grave em política: a comunicação.
Não justificou cabalmente as decisões que tomou, não assumiu uma postura dialogante.
Em suma, não comunicou, apenas informou.
E essa é uma atitude facilmente conotada com arrogância e sobranceria, atributos pouco adequados a quem pretendia impor a todo um País mudanças culturais, cortes, encerramentos e contenções numa área tão sensível como a Saúde.
Provavelmente foi esta conduta que lhe custou a exoneração, tendo sido substituído, no final de Janeiro, por Ana Jorge.
Lamentavelmente, a forma ofuscou o conteúdo e a razão perdeu-se em polémicas e manifestações.
TM, retrospectiva 25.02.08

Será que a arrogância e a sobranceria, utilizadas para a prossecução de objectivos correctos, são aceitáveis a um governante, dum governo dito democrático?
Será que os fins justificam todos meios?
Será que há lugar a “guerras” ou “sacrifícios extremos” por razões justas?

Acho que não… e da mesma forma que a TM, também acho que Correia de Campos pode ser considerado a personalidade negativa do ano de 2007.

Mas o passado de Correia de Campos é passado e o presente de Ana Jorge, que indicadores já nos deu?

Desde a escolha dum novo Secretário de Estado à nomeação dum novo Presidente do INEM, inaugurações ou visitas de ocasião (quem sabe se tudo isto não já previamente programado pelo staff de marketing do seu antecessor) a palavras ditas, já sobejamente gastas, sobre temas reconhecidos como importantes (Cuidados de Saúde Primários ou Continuados), é pouco… muito pouco…

É preciso mais qualquer coisa.
E essa qualquer “coisa”, tarda em chegar…
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sexta-feira, janeiro 18, 2008

dificuldades na comunicação


"ó sr jornalista, se as suas avózinhas ainda não tivessem morrido, estavam vivas" Correia de Campos - RTP1
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segunda-feira, outubro 29, 2007

o discurso e a governação


"Não temos a veleidade de agradar a todos por igual. O interesse público é o do público, dos portugueses todos e não apenas dos actores directamente envolvidos no processo. Mas interessamo-nos pelos actores enquanto executantes das políticas.
Por isso, celebrámos um protocolo com a indústria e um compromisso com as farmácias. Estamos abertos a um acordo amplo e de muito interesse com os farmacêuticos, representados pela respectiva Ordem. A natureza especificamente qualitativa da sua representação e a variedade da sua representação ocupacional fazem-nos falta neste edifício. Os nossos esforços acompanharão a disponibilidade para o diálogo. "
Correia de Campos na sessão de abertura do colóquio “Enquadramento da Actividade Farmacêutica”, Sala do Senado da Assembleia da República - 23 de Outubro de 2007

"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente.
País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência? "
(Eça de Queirós, 1867 in “O Distrito de Évora”)
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