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sexta-feira, maio 23, 2008

regresso às origens?

ALTO COMISSARIADO PARA A SAÚDE


O fantasma ou o saudosismo de Correia de Campos?
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23 de Maio de 2008:

P: O País tem assistido, nos últimos tempos, ao encerramento de maternidades, requalificação das urgências... Têm os portugueses razão, quando dizem que a Saúde se está a afastar dos utentes?

R: Essas alterações têm como objectivo melhorar a qualidade dos serviços prestados, o que nem sempre significa proximidade de cuidados a nível hospitalar. O que deve estar próximo de toda a população são os cuidados de saúde primários.
Maria do Céu Machado
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sexta-feira, maio 09, 2008

a eficiência da democracia portuguesa


A Assembleia da República analisou ontem – 8 de Maio de 2008 – uma petição ali entregue em Janeiro de 2007, assinada por milhares de cidadãos fafenses, através da qual manifestaram a sua discordância com o proposto encerramento do Serviço de Urgência do Hospital de Fafe.

Claro que deste agendamento nada pôde ser retirado, já que 15 meses decorridos, com eles a oportunidade se passou e
porque efectivamente, também nada mudou:
O encerramento do Serviço de Urgência não veio a acontecer, nem tão pouco a proposta alternativa dum SUB se veio a concretizar.

Tudo como dantes continua.
Como dantes, não… Pior!!!

Pior, porque as ameaças que agora pairam sob a forma de intenções por parte da ARS do Norte, em desvirtuar o que foi e ainda é o Hospital de S.José de Fafe (hoje Unidade do Centro Hospitalar do Alto Ave), a consumarem-se, irão conduzir a uma perca bem mais penosa para as populações de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, do que a decorrente da "aparente esquecida" e “isolada vontade” de encerrar o Serviço de Urgência, por parte da mesma ARS do Norte.

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sábado, março 22, 2008

14 dias depois...




Duas semanas passaram.
14 dias de repouso aqui no Raio.


Mas o alheamento não existiu, assim como não deixou de existir a preocupação por esta aparente acalmia da política do actual Ministério da Saúde.
Porque, nos bastidores se pressente que tudo na mesma continua, pela forma como aqui é dito. Dito duma forma genérica, mas também como um retrato fiel do que se passa no Centro Hospitalar do Alto Ave.

Um Centro Hospitalar com um CA que persiste, um ano decorrido da sua constituição, numa atitude não dialogante, reveladora dum profundo desinteresse pela resolução dos principais problemas assistenciais, já velhos alguns e novos outros, existentes nas duas Unidades do Centro Hospitalar (Fafe e Guimarães);

Que, com o êxodo dos seus profissionais, aceita que a degradação da qualidade e quantidade assistencial se instale, quando propostas alternativas existem por forma a não serem questionáveis, quanto o estão a ser, a segurança dos profissionais que nele laboram e dos doentes internados, bem como as reais necessidades assistenciais das populações desta extensa área geográfica que atende.

Que orienta a política de contratação de profissionais médicos (para áreas notoriamente carenciadas) baseada em conceitos rígidos de contenção de custos, inviabilizando qualquer tentativa negocial com os candidatos e a consequente resolução dos problemas;

Que com dois pesos e duas medidas “satisfaz” e promove (sem uma correcta avaliação das necessidades) a contratação de profissionais para as áreas de gestão e de serviços clínicos por valores contratuais desconhecidos para alguns e bem diferentes (pela positiva) dos “oficialmente” praticados para outros;

Que contratualiza a actividade assistencial sem antecipadamente ouvir os responsáveis dos serviços ou com eles discutir e analisar os planos de actividade;

Que sub-repticiamente vai preparando (pela condenação à exaustão) a extinção de serviços clínicos imprescindiveis e que muito têm contribuído para a prestação de cuidados assistenciais à população de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto, Guimarães, Vizela e Felgueiras, sem que demonstre qualquer preocupação pela limitada resposta da capacidade física e humana instalada para atender uma população de mais de 350.000 habitantes;

Que ostensivamente oculta e não permite clarificar “passados entendimentos” que perpetuam (ainda nos dias de hoje) a sempre criticável promiscuidade entre os sectores público e privado no interior do CHAA;

E tudo isto (e muito mais) se vai “cozinhando”, se vai gerindo, se vai permitindo, por forma a contribuir, com esta pequena/grande fatia, para que o nosso SNS, em tempos considerado como dos melhores Serviços Nacionais de Saúde da OMS, permaneça ameaçado de morte.
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segunda-feira, março 03, 2008

o dedo na ferida


À atenção da futura discussão do diploma das carreira médicas, da Ordem dos Médicos e do Ministério da Saúde:


"...com áreas de tratamento de doentes emergentes (felizmente) cada vez mais organizadas, e com áreas de tratamento de doentes urgentes cada vez mais desorganizadas, com profissionais tantas vezes sem diferenciação, e outras tantas sem vínculo, fazendo o que a maior parte dos médicos não aceita fazer e fazendo muitas vezes menos bem. Na verdade, é neste local (crítico) que se joga o sucesso organizativo de um serviço de Urgência. É aqui, por exemplo, que escapam os diagnósticos menos evidentes ou que se dão as altas que vão condicionar maior número de reinternamentos."


Proposta:


"Por um lado, uma aposta clara no internista como gestor do doente internado, por outro, uma aposta igualmente clara no urgencista como gestor do doente do serviço de Urgência. Seremos, assim, capazes de melhorar os cuidados prestados quer num lado quer no outro, e significa que estamos a pensar a Saúde de uma forma centrada no utente, condição absolutamente necessária para que existam verdadeiros ganhos." link
Dr. Nelson Pereira, Ex-director clínico do INEM in TM
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Poderá ser assim?
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segunda-feira, janeiro 28, 2008

apelo às Câmaras de Fafe, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros



Se a Câmara de S.Pedro do Sul, de maioria PSD, decidiu agraciar Correia de Campos com tal distinção, por ter aceite a proposta da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) em contemplar esta cidade com um SUB, é altura de outras edilidades fazerem o mesmo, particularmente as que não tendo sido contempladas pela mesma CTAPRU, em Janeiro de 2007, com tais Serviços de Urgência , têm já assegurada a sua instalação, nestes casos sim, fruto de “elevada postura institucional” do Sr. Ministro Correia de Campos.

Sendo assim, apelo à região Norte, particularmente às Câmaras de Fafe, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros, para que tal "postura institucional", da mesma forma seja reconhecida condignamente.
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É que de mal agradecidos está o inferno cheio…
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sábado, novembro 03, 2007

encerramento da maternidade da Figueira da Foz



Três dias depois do dia 1 de Novembro (dia que para mim muito representou) comemora-se um ano do encerramento da Maternidade do Hospital da Figueira da Foz.
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Um ano também, da inauguração da “maternidade A14" que já sete partos assistiu nestes doze meses de existência.
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Não digo “só sete partos”, mas sim “sete partos”, que juntamente com os outros que por variadas razões ainda continuam a suceder fora das instituições de saúde, contribuem para que a taxa de nascimentos sem apoio médico, no concelho da Figueira da Foz, tivesse passado a ser a mais alta da Europa em que estamos integrados.
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E se a ironia muitas vezes não é levada a sério, esta, que aqui está escrita, é para levar muito a sério…
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terça-feira, outubro 23, 2007

mais encerramentos de serviços de saúde

Acidentes de trabalho mortais por sector de actividade - Ano de 2005
Fonte: Inspecção Geral do Trabalho
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Nem a Câmara Socialista de Lisboa escapa aos encerramentos dos Serviços de Saúde:

Isto, quando no Plano Nacional de Saúde - Orientações Estratégicas para 2004-2010 (que o governo promete cumprir ao longo da legislatura) a páginas 78 e seguintes é dito:
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Que têm a dizer sobre isto, António Costa, Correia de Campos e José Socrates, respectivamente Presidente da Câmara, Ministro da Saúde e Primeiro Ministro socialistas?
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terça-feira, outubro 17, 2006

"encerramento de Urgências hospitalares - passo decisivo na implosão do SNS?"

Parabéns Armando Caldas...
Por me parecer uma análise correcta sobre o problema do encerramento dos Serviços de Urgência, exponho aqui a opinião dum leitor do JN, publicada na Secção do Leitor "Desabafe connosco".


Mensagem:
Encerramento de Urgências hospitalares - passo decisivo na implosão do SNS?
Autor: Armando Caldas <aecaldas@kanguru.pt> Data: 04-10-2006

"O plano proposto publicamente pelo Ministério da Saúde - se for aplicado como proposto e de uma forma literal -é o fermento para se conseguir a breve prazo a implosão do SNS. A eliminação de uma parte significativa de urgências hospitalares e a conversão de muitas outras a postos de atendimento com apenas 2 médicos e 2 enfermeiros vai ter sérias implicações na actividade cirúrgica e internamento dessas mesmas Instituições, pois não é aconselhável deixar durante a noite pura e simplesmente os doentes abandonados sem vigilância médica por parte das especialidades que os internaram, o que me parece particularmente assustador no caso das especialidades cirúrgicas.A decisão de encerrar urgências hospitalares implica ou o encerramento de serviços inteiros ou a manutenção de especialistas apenas a fazer consultas, chegando a uma situação que nem nos países do dito 3° mundo existe, que é ter serviços com cirurgiões que não podem operar, ou em alternativa operar os doentes e depois deixa-los à sua sorte. Podendo parecer exagerado esta afirmação, basta consultar os requisitos obrigatórios para a realização da chamada Cirurgia de Ambulatório - que implicam a existência de atendimento urgente durante as 24 horas para dar resposta a possíveis complicações de cirurgias tidas como menos complicadas - para se confirmar que por maioria de razão não é aceitável realizar cirurgias diferenciadas em hospitais que nem sequer reúnem os requisitos para actos cirúrgicos menos agressivos.Poder-se-ia de uma forma ligeira supor que tal afectará apenas as populações que vêm os seus serviços de urgência encerrados e posteriormente os seus serviços hospitalares, mas tal vai traduzir-se numa avalanche de procura dos Serviços de Urgência que os passarão a servir, correndo o risco de asfixiar urgências já perto do colapso. Tal premissa é igualmente válida para a actividade cirúrgica e internamento. Estarão os hospitais destinados a recolher os utentes repatriados das urgências encerradas com condições de os receber e prestar um serviço com um mínimo de qualidade aceitável?Um dos critérios utilizados para definir o encerramento de urgências é a distância medida em tempo... Mas por quem, a que horas e em que condições: não será certamente o mesmo o tempo de uma deslocação de um veículo do INEM em emergência e o de um particular a tentar vencer o congestionamento de trânsito com os piscas ligados em hora de ponta.Concordo ser necessária uma redefinição da rede hospitalar e que o sistema actual não é eficaz, mas – por uma questão de honestidade e respeito pela população, nomeadamente os mais carenciados que não têm posses para recorrer à medicina privada - talvez fosse correcto fazer o percurso ao contrário, ou seja primeiro criar as condições e só depois encerrar os serviços. É o mínimo que se pode esperar de quem se afirma preocupado com a saúde das populações.Se bem que indevidamente, os Serviços de Urgência representam o único acesso eficaz que os utentes têm para resolver os seus problemas de saúde, pois que o acesso a uma consulta atempada e a realização de exames complementares necessários esbarra nos horários de funcionamentos, limitações de funcionários, nomeadamente médicos, enquanto as prometidas USF ainda não passam de uma miragem. Sem querer duvidar da competência técnica da comissão, observo que mais uma vez se atropelam os direitos dos cidadãos e só em segundo plano se pensa na funcionalidade do sistema, o qual deveria ser prioritário; só assim se consegue corrigir de facto e com justiça as disfunções do modelo actual. Faltam ainda alguns meses, oxalá o bom senso prevaleça e sem evitem danos irreversíveis, nomeadamente para os mais desfavorecidos, tradicionalmente ludibriados na altura de pedir o seu voto."