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quarta-feira, agosto 13, 2008

a "silly season" do CHAA


E mais não é dito no Relatório e Contas de 2007 do CHAA quanto à integração das duas unidades ao nível da gestão clínica porque nada foi feito neste sector, ao longo dos mais de 12 meses da sua existência.

Mas só na época de férias é que o CA achou oportuno dar início à tão desejada integração dos serviços clínicos das duas Unidades do Centro Hospitalar alicerçada na decisão de fundir o Serviço de Ortopedia de Fafe com o seu homologo de Guimarães.

De forma harmoniosa e segura não terá começado esta tão desejada fusão, ao mesmo tempo de tão difícil argumentação e que tão pouco se fundamentou no que o seu Presidente, no RC 2007, afirma serem Valores do CHAA em relação aos seus profissionais:


in RC 2007 CHAA


Arrependimento já terá sido veladamente confessado.

Mas a modéstia de reconhecer os erros será que ainda existe nos nossos gestores?
O regresso de férias o dirá.


terça-feira, agosto 05, 2008

The last but not the least




Pois…

Se quanto às vagas carenciadas estamos conversados, quanto à gestão dos recursos humanos, muito teríamos que dizer.

É que hoje, precisamente no dia em que o Serviço de Ortopedia do Hospital de S.José de Fafe completa 18 anos e 7 meses de existência e decorridos que foram 17 meses de integração no Centro Hospitalar do Alto Ave, o Conselho de Administração do CHAA aceitou o pedido de demissão do seu Director de Serviço apresentado a 26 de Junho deste ano link.

Com a comunicação da aceitação pura e simples deste pedido de demissão (decorridas que foram 6 semanas da sua apresentação) e sem ter esboçado um mínimo interesse em com o DS demissionário analisar as razões por ele invocadas para tal pedido de demissão, o CA do CHAA indigita o actual Director do Serviço de Ortopedia da Unidade de Guimarães (que aceita incondicionalmente tal indigitação) para substituir “temporariamente” o Director demitido da Unidade de Fafe, aliás, metodologia já adoptada pelo mesmo CA com a nomeação recente de um único DS para os dois Serviços de Medicina Física e Reabilitação do Centro Hospitalar.

Dá-se assim, paulatinamente, continuidade ao processo não consignado no Regulamento Interno do CH mas desde sempre desejado. O da extinção pura e simples dos serviços comprovadamente mais produtivos do Centro Hospitalar.

Veremos se com esta mudança, as populações de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto (a quem os profissionais do Hospital de Fafe, desde sempre deram particular atenção) e em última instância os órgãos de gestão do recém-constituído CHAA, vão notar a diferença…

Mas se alguém vier ajuizar as diferenças que o faça bem depressa para que não subsistam prejudicados por muito tempo, no caso de elas serem negativas.

E se algum benefício, porventura, com esta mudança, vier a existir que seja dito, bem claro, a quem ele diz respeito…

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segunda-feira, julho 07, 2008

números para quê?

Meus amigos:
Pediram-me aqui para “dar as cartas“ apresentando os “números”.


Mas “será que é mesmo preciso apresentar os números”, quando, a ARS do Norte e o CA do Centro Hospitalar do Alto Ave, definidores e executores da política de saúde regional e local (Fafe e Guimarães), desde há muito os conhecem através dos Relatórios de Actividade que lhes chegam às mãos, como fiéis reveladores que devem ser, do que produzem os serviços clínicos da Unidade de Fafe (TODOS ELES)?

Penso não ser necessário...
Porque há muito sabem (e publicamente o reconhecem) que per capitae, o que a Unidade de Fafe produz (em termos de quantidade e qualidade assistencial), faz “inveja” a qualquer serviço homólogo da Unidade de Guimarães e de muitos HH públicos.

Porque sabem (e o SIGIC o comprova) que nenhum doente da área de influência do Hospital de Fafe teve até à data necessidade de recorrer a “vales de cirurgia”, emitidos pelo SIGIC, para verem o seu problema cirúrgico ou ortopédico resolvido em tempo útil, ao contrário dos muitos que se encontram à espera, meses e meses a fio, por pertencerem à área do Hospital de Guimarães.

Porque sabem que o índice “case mix” da Unidade de Fafe, até ao ano da integração no CHAA (2007), sempre foi superior ao da Unidade de Guimarães e que os números de aumento de produtividade (nº doentes tratados, nº de CE, nº cirurgias, taxa de ocupação, demora média, nº de doentes observados em SU), revelam que idêntica superioridade continua a ser expectável já que não houve alteração nos GDH tratados na Unidade de Fafe.

Sabem também que este aumento de produtividade, que não seria de prever em virtude da sangria de profissionais médicos que se verificou nos últimos 12 meses (acrescida da instabilidade criada e da desmotivação sentida a todos os níveis nos seus profissionais), se deveu e deve ao profissionalismo, a uma boa gestão e à competência de todos grupos profissionais intervenientes no tratamento dos doentes na Unidade de Fafe.

Sabem que limitações locais que condicionaram uma redução significativa dos dias de actividade do Bloco Operatório (paralisação por obras, falta de apoio de Internistas no pós-operatório) não impediram que a produção cirúrgica fosse, no primeiro semestre de 2008, superior à do semestre homólogo de 2007.

E quando o CA do CHAA da mesma forma sabe que face à proposta da criação de uma Unidade de Cirurgia de Ambulatório na Unidade de Fafe (apresentada pelos Serviços de Cirurgia, Ortopedia e Anestesiologia já em Junho de 2007) nunca lhe quis dar luz verde e que igual ausência de concordância existiu perante a disponibilidade apresentada pelo Serviço de Ortopedia, para a realização de cirurgia ortopédica adicional (SIGIC) na Unidade de Fafe…

Então “números” para quê se com estas e muitas mais evidências que aqui poderiam ser apresentadas se pode inferir estarmos perante uma gestão que numa aparente prossecução dos princípio de rentabilização de meios e de capital humano (subjacente à criação dos Centros Hospitalares), sem contraponto algum, cegamente destrói o que de melhor existe no Centro Hospitalar ao tentar alterar a autonomia dos Serviços clínicos da Unidade de Fafe (que o Regulamento Interno do CHAA prevê existirem como tal), anexando-os a serviços que cheios de conflitos internos e de interesses individuais ou de grupo, têm dado prova de não quererem alterar o status quo a que há muito estão habituados e do qual não se querem afastar nem que ninguém os afaste.

Tudo isto com a conivência do CA do CHAA, e aparentemente, e à distância, com a concordância (e conivência também), da ARS do Norte.
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Mas uma vez mais:

Enquanto houver estrada p´ra andar a gente não vai parar !!!
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quarta-feira, julho 02, 2008

aviso ao CHAA


"O sistema de saúde deve ser orientado para o cidadão, e não para os profissionais de saúde. Mas, a falta de atenção pelos profissionais, leva necessariamente à ineficiência, à baixa produção, à desmotivação e à inequidade. Se este tipo de distracção pelo essencial se mantiver, daqui a poucos anos não haverá recursos humanos para manter o serviço público de saúde.
Será que é isso que se pretende?"
Relatório de Primavera 2008

Parece ser isso o que pretende o CA do Centro Hospitalar do Alto Ave, quando, por repetidas vezes, se ouve o Presidente do seu CA dizer:

“Quem não estiver bem no Centro Hospitalar… que saia dele” .

Com este tipo de avisos e com a sua pratica de gestão, fundamentada numa reduzida ou nula preocupação com o cidadão, não daqui a poucos anos, mas já nos dias de hoje, tem e terá o CH muitas dificuldades em manter os seus actuais profissionais competentes e dedicados e de encontrar “guerrilheiros” que consigam equilibrar os já muitos amorfos que detém nos seus quadros.
Uns que assim se mostram por interesse pessoal, outros, porque realmente o são.

E quando os “amorfos” detêm a maioria… não há “empresa” que consiga sobreviver.

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segunda-feira, junho 30, 2008

métodos bem diferentes

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE






Enquanto o CA do Centro Hospitalar do Alto Ave permite que durante o mês de Julho a assistência ortopédica e traumatológica na Unidade de Fafe fique reduzida à actividade de um único ortopedista (actividade extremamente limitada como fácil é de se compreender), o CA do Centro Hospitalar do Tâmega e Vale do Sousa “devido a uma maior disponibilidade dos médicos do quadro e à contratação do novos pediatras” consegue garantir a assistência pediátrica na Urgência e no Internamento da Unidade de Amarante, assistência esta que esteve ameaçada pela escassez de recursos humanos na especialidade. Link


Este CA terá feito um pequeno esforço para resolver o problema, porque aparenta ter uma visão diferente, do princípio de equidade e de bem servir as populações, da que tem o seu homólogo do Centro Hospitalar do Alto Ave.


Para aquele CA, os termos “servir a população”, “equidade no acolhimento”, “atenção permanente às necessidades dos doentes” e o “respeito pela dignidade e direitos da pessoa humana” apanágio também do CA do CHAA link, aparentemente não são só para ficarem exarados no papel no pressuposto de que “noblesse oblige” a que no papel lá constem estes princípios.


E como ao CA do CHAA a “noblesse oblige” também a fazer cumprir os desígnios da ARS do Norte em extinguir serviços clínicos que, embora produtivos, não se enquadrem na sua estratégia concentracionista, sob a capa do fiel cumprimento desta estratégia, consegue o CA do CHAA também os seus desígnios:
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Os de manter ou ocultar o “status quo” de interesses instalados, fora e dentro da Unidade de Guimarães, aniquilando os serviços da Unidade de Fafe que com a sua excelente produtividade, em quantidade e qualidade, desde o início da sua existência lhes vêm fazendo, com naturalidade e sem qualquer interesse, oposição...






segunda-feira, maio 26, 2008

melhoramentos em Fafe?



O anunciado, aconteceu. link

Altos dignitários do Estado e da Autarquia (Secretário de Estado da Saúde e Presidente da Câmara de Fafe) a que não faltaram também dignos dirigentes da ARS do Norte (Presidente e Vice-Presidente) marcaram presença em Fafe para Inaugurar, com “pompa e circunstância” , as obras de beneficiação de dois serviços (Patologia Clínica e Imagiologia) que provas já tinham dado, ao longo dos anos da sua existência, de bem servir o Hospital de S.José de Fafe e a sua população, agora Unidade do Centro Hospitalar do Alto Ave.

E era tanta gente que acompanhava esta comitiva “inauguracional “ que até dava a entender que a Unidade de Guimarães estaria em serviços mínimos, tantos eram os funcionários desta Unidade que a Fafe se deslocaram para em tal “festa” estarem presentes.

Para todos os forasteiros, os mais distraídos ou menos informados e para os que nunca ao Hospital de Fafe se deslocaram ou até à data desconheciam o que em termos assistenciais é a actividade deste Hospital, até passou bem a ideia de que a partir de hoje tudo irá ser bem diferente.
Diferente, para melhor, ficaram assim convencidos.

Assim de Fafe terão saído.
Não por terem ouvido do Sr.Director Clínico, mais do que do Sr.Presidente do CA, falar sobre o realizado no passado e sobre o que os vários serviços clínicos da Unidade têm realizado e se propõem vir a realizar, enquadrados que foram no CHAA desde 1 de Março de 2007, porque nada o Sr. Director Clínico disse.

Mas da mesma forma como entrou, terá saído o Sr.Presidente da Câmara de Fafe, quando do Sr.Secretário de Estado da Saúde terá ouvido declarações sobre o empenho que o MS continua a ter na construção dum novo Hospital em Fafe.

Terrenos já existem (valha-nos o Sr.Presidente da Câmara).
O plano funcional é de fácil e rápida elaboração (mostrem assim interesse o CA do CHAA e a ARS do Norte).
O financiamento? Esse é outro problema, difícil sim. Mas tudo se resolve…

Mas que se ficasse a saber que a política de Correia de Campos contra os pequenos Hospitais como é o de Fafe, é para manter. Condenados estão estes, quando se tentam equiparar aos grandes Hospitais como é o de Guimarães.

E que ninguém ouse contrapor (comparativamente com os serviços homólogos das duas Unidades) os índices de produtividade e de a rentabilidade assistencial em termos de gastos por doente tratado (avaliado o índice de Case Mix), a inexistência de listas de espera em cirurgia geral e ortopedia e de tempos de espera para uma primeira consulta de especialidade para a população abrangida, nem tão pouco os padrões de qualidade em termos de taxas de reinternamento, demora média, taxas de ocupação, infecções, relação profissional/doente e de humanização praticados, para não falar do grau de satisfação dos doentes (este de difícil quantificação).

É que tudo isto não faz qualquer inveja a nenhum Administrador Hospitalar, Presidente ou Vice-Presidente da ARS ou Secretário de Estado da Saúde...
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Isto não interessa.
O que interessa é que o CHAA é o Hospital de Guimarães.

Tudo o mais é provincianismo, projectos caducos, inoperantes, condenados ao insucesso…
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sábado, março 22, 2008

14 dias depois...




Duas semanas passaram.
14 dias de repouso aqui no Raio.


Mas o alheamento não existiu, assim como não deixou de existir a preocupação por esta aparente acalmia da política do actual Ministério da Saúde.
Porque, nos bastidores se pressente que tudo na mesma continua, pela forma como aqui é dito. Dito duma forma genérica, mas também como um retrato fiel do que se passa no Centro Hospitalar do Alto Ave.

Um Centro Hospitalar com um CA que persiste, um ano decorrido da sua constituição, numa atitude não dialogante, reveladora dum profundo desinteresse pela resolução dos principais problemas assistenciais, já velhos alguns e novos outros, existentes nas duas Unidades do Centro Hospitalar (Fafe e Guimarães);

Que, com o êxodo dos seus profissionais, aceita que a degradação da qualidade e quantidade assistencial se instale, quando propostas alternativas existem por forma a não serem questionáveis, quanto o estão a ser, a segurança dos profissionais que nele laboram e dos doentes internados, bem como as reais necessidades assistenciais das populações desta extensa área geográfica que atende.

Que orienta a política de contratação de profissionais médicos (para áreas notoriamente carenciadas) baseada em conceitos rígidos de contenção de custos, inviabilizando qualquer tentativa negocial com os candidatos e a consequente resolução dos problemas;

Que com dois pesos e duas medidas “satisfaz” e promove (sem uma correcta avaliação das necessidades) a contratação de profissionais para as áreas de gestão e de serviços clínicos por valores contratuais desconhecidos para alguns e bem diferentes (pela positiva) dos “oficialmente” praticados para outros;

Que contratualiza a actividade assistencial sem antecipadamente ouvir os responsáveis dos serviços ou com eles discutir e analisar os planos de actividade;

Que sub-repticiamente vai preparando (pela condenação à exaustão) a extinção de serviços clínicos imprescindiveis e que muito têm contribuído para a prestação de cuidados assistenciais à população de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto, Guimarães, Vizela e Felgueiras, sem que demonstre qualquer preocupação pela limitada resposta da capacidade física e humana instalada para atender uma população de mais de 350.000 habitantes;

Que ostensivamente oculta e não permite clarificar “passados entendimentos” que perpetuam (ainda nos dias de hoje) a sempre criticável promiscuidade entre os sectores público e privado no interior do CHAA;

E tudo isto (e muito mais) se vai “cozinhando”, se vai gerindo, se vai permitindo, por forma a contribuir, com esta pequena/grande fatia, para que o nosso SNS, em tempos considerado como dos melhores Serviços Nacionais de Saúde da OMS, permaneça ameaçado de morte.
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