Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Jorge. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Jorge. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 22, 2008

assim vai ser...


“O Hospital da Luz, da Espírito Santo Saúde (ESS), tem pouco mais de um ano, mas já tem listas de espera para todas as consultas. A demora é irrelevante para alguns doentes, mas pode ultrapassar seis meses para os funcionários públicos. DN


Alguém duvidava que para os serviços de saúde privados, com acordos e convenções, continuarão sempre a existir clientes de “primeira” e de “segunda”?


Não!

Mas para Isabel Vaz o seu Hospital da Luz não discrimina doentes.

O que faz é definir quotas a nível global para cada cliente. E não será o Ministro das Finanças que o poderá impedir...


Afinal a Ministra da Saúde sempre teria uma ponta de razão ao manifestar na Assembleia da República (há um mês atrás) a sua discordância com a autorização dada pelo seu homologo das Finanças, para a ADSE poder comprar serviços de saúde ao Hospital da Luz, para a assistência médica aos funcionários públicos.



quarta-feira, maio 21, 2008

teoria e prática



A teoria:

"É importante que possamos desenvolver os serviços do Serviço Nacional de Saúde para que eles possam reter os seus profissionais"
"Não temos nada contra o privado, temos é que desenvolver o público para que ele possa ser forte e competir com o privado"
Ana Jorge
.
A prática:

"As críticas não me surpreenderam, tenho sensibilidade para elas e procuro encontrar respostas, mas a verdade é que não se pode responder de um dia para o outro." Ana Jorge

3 meses e meio (em quase meia legislatura) ainda, de facto, não se pode considerar muito tempo…

Continuemos à espera...
.



.

quinta-feira, maio 08, 2008

a explicação...


Afinal os privilegiados não eram aqueles lá para o lado da Luz, nem o Ministro das Finanças tem a ver, o que quer que seja, com o assunto… link


"O que a senhora ministra [da Saúde] quis dizer é que seria escandaloso que também os serviços públicos não aderissem a essa convenção com a ADSE" José Sócrates
.
.
.

quarta-feira, maio 07, 2008

as asas de Ana Jorge


Critério do número de partos não pode ser único para encerrar.link

Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde link

A ministra da Saúde anunciou, esta quarta-feira, que Constantino Sakellarides irá presidir ao conselho consultivo da missão dos cuidados primários. link

Ana Jorge surpreendeu a comissão de saúde ao admitir a sua discordância do ministro das Finanças que autorizou a ADSE a comprar serviços de saúde a um hospital privado (Hospital da Luz), em detrimento dos hospitais públicos. «Discordo», referiu a ministra. «É uma questão que devem colocar ao senhor ministro das Finanças que tomou essa decisão» link

Concordo, desde que às opiniões formuladas ou às medidas propostas pela Ministra da Saúde não apareçam “outros ministros” que lhes cortem as “asas” de que elas precisam para “voar”...
.
.
.

domingo, março 30, 2008

à atenção de Ana Jorge


A ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu hoje que o mapa da rede de urgências hospitalares «é para cumprir». DD

E bem a propósito deste tema recorrente, retirei daqui, este texto escrito pelo Dr. Jaime Teixeira Mendes.

A revolta da Maria da Fonte, seguida da revolução da Patuleia ou Pata ao Léu, começou na Povoa do Lanhoso com uma contestação às primeiras leis de saúde pública publicadas em Portugal pelo governo de Costa Cabral.

Visto à distância de 200 anos, as leis eram correctas e progressistas para o avanço necessário de um país atrasado pela monarquia absolutista.

Quais eram essas leis?
Cito o conto jocoso atribuído a António Feliciano de Castilho, cabralista nesses tempos: “Crónica Certa e muito verdadeira de Maria da Fonte escrevida por mim que sou seu tio O Mestre Manuel da Fonte Sapateiro no Peso da Régua dada à Luz por um cidadão demitido que tem tempo para tudo”. Escrito em linguajar do Norte da época.
Cito: “… chamada a lei de saúde púbrica, que no principio cudavam alguns vezinhos meus, que seria pra mandar que todos tevessem sempre saúde* mas eu logo le disse que non podia ser, e non era. Parece que dizia a lei de saúde púbrica, que os defuntos se non haverem de interrar senon nos cavadelos (cemitérios) por non ser bonito fazer-se de egreja monturo, que às vezes cheiram elas a carniça podre que nem o açougue cá da vila, que tem por dezer que são cousas munto ruins para a saúde corporal dos corpos da gente, que dali se jaressem muntos germos de infermedades e maleitas, que non têm cura."
Mas a lei ia mais longe: “… non poderem os boticairos ** vender um bocado de resgalgar (veneno) prós ratos sem receita, nem os vendeiros vender vinho sem ser aprovado e as casas de comer non poderem cozinhar em coisas que fezessem azenhabre (azebre) e os comestiveles das tendas serem inzeminados, a ver se eram sãos, e oitas mais que nunca se viram em parte nenhuma*** Mas contudo o que mais alanzoação causou, foi dezer a desanvergonhada da lei, que as mulheres do fado seriam muito bem revistadas toda-las semanas pólo porvedor da saúde, e que ainda em riba le haveram de pagar ****."

O que é facto é que foram estas as causas próximas da revolta popular da Maria da Fonte que, apoiada numa santa aliança que vinha dos setembristas (liberais radicais), dos jesuítas e dos miguelistas, derrubaram o governo de Costa Cabral.

Não é preciso muita imaginação para se ver uma certa semelhança entre a reforma das urgências e o encerramento das Maternidades, nas terras do interior, e as medidas de saúde pública impostas por Costa Cabral há 200 anos. A História diz-nos que o governo cabralista era ditatorial e prepotente, e para o progresso do país agravava os impostos e criava novos, enquanto os jornais escreviam que os Cabrais já tinham 8 milhões contados. Claro que aqui não existe nenhuma semelhança com o governo de Sócrates.

Estes são exemplos que os governantes não podem esquecer.
As medidas, mesmo parecendo boas e tendo o aval dos Srs. “excelentes técnicos”, não se podem fazer contra o povo nem, acrescento eu, a mau grado dos seus executantes.
O governo, contudo, parece não aprender e do alto da sua arrogância de maioria absoluta insiste no erro. Já lá vai um ministro, atenção que se podem seguir outros.

----------
Notas
*Ontem como hoje nunca se explicam as reformas ao bom povo
**Sempre os farmacêuticos a quererem vender sem receita médica
***Acção da ASAE
**** Esta o Correia de Campos esqueceu

.
.
.

sexta-feira, março 07, 2008

38 dias de governação do Ministério da Saúde


"Aquilo que mais se faz no Ministério é correr o país de Norte a Sul, andar sempre de um lado para o outro". JN
.
Por muito importantes que sejam os Cuidados de Saúde Primários, os Cuidados Continuados e a Rede de Serviços de Urgência, para esta nova equipa ministerial, parece que tudo no SNS gira em torno destes sectores de actividade.
Mas mesmo sobre estes sectores, as “palavras” abundam e as decisões, com efeitos práticos, tardam em aparecer.
.
.
.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

tachos e panelas


”A ministra da Saúde defendeu, esta terça-feira, o envolvimento dos profissionais do sector nas reformas que estão a ser desenvolvidas, alertando para a necessidade de reter no Serviço Nacional de Saúde «os melhores entre os melhores». (…) Os profissionais devem ter satisfação para trabalhar em estruturas como as do Serviço Nacional de Saúde”. TSF


Palavras bem diferentes das ouvidas nos últimos três anos, mas que não passam (ainda) de declarações de intenção, ainda sem quaisquer indicações de como pretende, a actual Ministra da Saúde, implementar tal “envolvimento” por forma a alterar a notória insatisfação e desmotivação dos profissionais da saúde bem como o rumo estratégico definido pelo seu antecessor.

Continua a ser preciso “mais qualquer coisa”.


Entretanto, movimentações por parte de quem sente a apreensão de poder vir a ser espoliado de poderes, de regalias e de mordomias adquiridas, vão-se fazendo sentir…
Mas enquanto durar esta indefinição, alguns por cá vão ficando à espera de melhores oportunidades ou de alguém que se lembre de os compensar, através de indemnizações “chorudas”, pelos “exemplares” serviços prestados e que tão mal têm feito, nalguns sectores, ao SNS.
.
Mas destes, que fiquem só os necessários e "os melhores" entre os piores que se vão.
.

.

.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Correia de Campos e Ana Jorge



"Tanto elogio. Tanta obra. Mais pela forma...
Compreende-se mal que a TM classifique CC personalidade negativa do ano 2007."


Terá sido assim, que o autor do SaudeSA comentou este artigo de opinião publicado no TM:

Personalidade negativa do ano

Foi a forma — mais que o conteúdo — da actuação de António Correia de Campos que o colocou na posição de figura negativa de 2007.
Reconhecido unanimemente como uma das personalidades que mais sabe sobre gestão de Saúde em Portugal levou a cabo a tarefa hercúlea de reformar o SNS.
A determinação com que o fez foi louvável, e a pertinência da actuação quase sempre inquestionável. Disso foram exemplos a reorganização dos cuidados de saúde primários, o encerramento de blocos de parto e a criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, esta última, uma área quase utópica nos cuidados prestados em Portugal até há pouco tempo.
Mas Correia de Campos padeceu de uma pecha grave em política: a comunicação.
Não justificou cabalmente as decisões que tomou, não assumiu uma postura dialogante.
Em suma, não comunicou, apenas informou.
E essa é uma atitude facilmente conotada com arrogância e sobranceria, atributos pouco adequados a quem pretendia impor a todo um País mudanças culturais, cortes, encerramentos e contenções numa área tão sensível como a Saúde.
Provavelmente foi esta conduta que lhe custou a exoneração, tendo sido substituído, no final de Janeiro, por Ana Jorge.
Lamentavelmente, a forma ofuscou o conteúdo e a razão perdeu-se em polémicas e manifestações.
TM, retrospectiva 25.02.08

Será que a arrogância e a sobranceria, utilizadas para a prossecução de objectivos correctos, são aceitáveis a um governante, dum governo dito democrático?
Será que os fins justificam todos meios?
Será que há lugar a “guerras” ou “sacrifícios extremos” por razões justas?

Acho que não… e da mesma forma que a TM, também acho que Correia de Campos pode ser considerado a personalidade negativa do ano de 2007.

Mas o passado de Correia de Campos é passado e o presente de Ana Jorge, que indicadores já nos deu?

Desde a escolha dum novo Secretário de Estado à nomeação dum novo Presidente do INEM, inaugurações ou visitas de ocasião (quem sabe se tudo isto não já previamente programado pelo staff de marketing do seu antecessor) a palavras ditas, já sobejamente gastas, sobre temas reconhecidos como importantes (Cuidados de Saúde Primários ou Continuados), é pouco… muito pouco…

É preciso mais qualquer coisa.
E essa qualquer “coisa”, tarda em chegar…
.
.
.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

cirurgia estética e SIGIC


Rendo-me à minha falta de capacidade para diferenciar o que é importante do acessório…

É que desde a importância dada às USF e agora reforçada por Ana Jorge, em declarações aquando das suas várias “inaugurações” já realizadas no norte e centro do país, aos “conflitos” que se avizinham com a discussão do projecto de CC relativo aos incentivos para os profissionais destas unidades, até parece que a revelação da imoralidade que tem existido com o contemplar as cirurgias de estética no “programa de resolução das listas de espera”, parece ser acessório.

Mas quando se ouve dizer ao coordenador do SIGIG, Pedro Gomes, que «Não há qualquer imposição da parte do SIGIC sobre o que se inscreve ou não no sistema»…

e porque isto, aparentemente não me parece ser acessório, apetece-me dizer:

Se não há… deveria haver !!!

Que me desculpem os homens que se começam a preocupar com as questões de estética, particularmente do nariz, assim como as mulheres portuguesas que querem contrariar a “tendência para as coxas largas e barriga grande” bem como a moda (que já passou), de terem seios pequenos.

E que me desculpem também, os colegas cirurgiões plásticos que, com a “imposição que deveria haver” por parte do SIGIC, possam vir a perder a oportunidade de nas “suas” clínicas privadas poderem ”fazer a mão” e arrecadar uns Euros mais em cirurgias estéticas, inscritas no SIGIC através das suas próprias consultas hospitalares públicas.

Mas também todo o direito têm, depois, de exigir desculpas a algumas Administrações Hospitalares, por se verem coarctados de poderem realizar cirurgia reconstrutiva (não estética) nos “seus” Hospitais Públicos para corrigir “esteticamente” uma mastectomia realizada por razões oncológicas, só porque existe uma “imposição” administrativa para não serem adquiridos implantes mamários para essa, nem nenhuma outra finalidade…
.
.
.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

comfortably numb

2 semanas já se passaram...