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segunda-feira, junho 30, 2008

métodos bem diferentes

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE






Enquanto o CA do Centro Hospitalar do Alto Ave permite que durante o mês de Julho a assistência ortopédica e traumatológica na Unidade de Fafe fique reduzida à actividade de um único ortopedista (actividade extremamente limitada como fácil é de se compreender), o CA do Centro Hospitalar do Tâmega e Vale do Sousa “devido a uma maior disponibilidade dos médicos do quadro e à contratação do novos pediatras” consegue garantir a assistência pediátrica na Urgência e no Internamento da Unidade de Amarante, assistência esta que esteve ameaçada pela escassez de recursos humanos na especialidade. Link


Este CA terá feito um pequeno esforço para resolver o problema, porque aparenta ter uma visão diferente, do princípio de equidade e de bem servir as populações, da que tem o seu homólogo do Centro Hospitalar do Alto Ave.


Para aquele CA, os termos “servir a população”, “equidade no acolhimento”, “atenção permanente às necessidades dos doentes” e o “respeito pela dignidade e direitos da pessoa humana” apanágio também do CA do CHAA link, aparentemente não são só para ficarem exarados no papel no pressuposto de que “noblesse oblige” a que no papel lá constem estes princípios.


E como ao CA do CHAA a “noblesse oblige” também a fazer cumprir os desígnios da ARS do Norte em extinguir serviços clínicos que, embora produtivos, não se enquadrem na sua estratégia concentracionista, sob a capa do fiel cumprimento desta estratégia, consegue o CA do CHAA também os seus desígnios:
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Os de manter ou ocultar o “status quo” de interesses instalados, fora e dentro da Unidade de Guimarães, aniquilando os serviços da Unidade de Fafe que com a sua excelente produtividade, em quantidade e qualidade, desde o início da sua existência lhes vêm fazendo, com naturalidade e sem qualquer interesse, oposição...






sexta-feira, maio 16, 2008

contradições




… e a ARS do Norte pensa no encerramento/fusão de serviços cirúrgicos que não são detentores de lista de espera… (Cirurgia e Ortopedia da Unidade de Fafe do CHAA) link link
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terça-feira, abril 29, 2008

mudança na saúde em Fafe?


De quem terá partido este “diferente” conceito, constante no Despacho n.º 11960/2008 do Gabinete da Senhora Ministra da Saúde, que aponta para uma exigência de um “planeamento de novas infra-estruturas de saúde onde as populações mais delas necessitam, capazes de prestar cuidados de saúde modernos, flexíveis e de modo adequado às carências existentes”?

Porque dum despacho ministerial se trata, parte da actual equipa do Ministério da Saúde, aparentando alicerçar com ele, uma orientação estratégica diferente da seguida pela equipa do anterior Ministro da Saúde, quando refere querer dar atenção às zonas do país mais carenciadas de cuidados Hospitalares.

Mas logo de seguida, o mesmo “redactor”, por certo o mesmo “pensador”, afirma que simultaneamente, deverá ser realizado um “estudo” para serem tomadas “decisões sobre a racionalização da rede já existente, nalguns casos com oferta excessiva ou prestando cuidados de forma desajustada às exigências modernas da gestão clínica, e da inovação médica e organizacional”.

Isto faz-me lembrar qualquer coisa…

E porque este Despacho à região Norte se refere e eu reconheço os actuais membros do CA da ARS do Norte como os mesmos que seguiram escrupulosamente as orientações políticas do anterior Ministro da Saúde e que tanta desestabilização criou ao nível das instituições hospitalares e dos cuidados de saúde primários, difícil será prognosticar qualquer mudança de estratégia…

Mas pelo menos uma mudança parece já estar a ser equacionada por esta ARS do Norte com a velada concordância de alguns membros do CA do Centro Hospitalar do Alto Ave e de interesses instalados de chefias da Unidade de Guimarães. A de transformar este ainda imberbe Centro Hospitalar, num Centro só com uma Unidade – a de Guimarães, relegando a Unidade de Fafe para um plano secundário e porque não até, paulatinamente, condená-la ao encerramento.

É que nem com a promessa (eleitoralista ou para calar vozes discordantes) de um projecto para a construção dum novo Hospital em Fafe, que tanto parece ter empenhado o Presidente da Autarquia, consegue esta ARS do Norte esconder os seus já velhos e persistentes desígnios, de alguns há muito conhecidos.

Em breve teremos mais notícias…

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segunda-feira, fevereiro 11, 2008

o CHAA e as "vagas carenciadas"


Eu ouvi dizer a alguém (e confirmo, porque sei), durante a visita ao Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA) dum grupo de deputados parlamentares do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Braga (em finais de Dezembro de 2007), estar o CHAA deficitário em médicos de muitas áreas clínicas como as de Medicina Interna, Oftalmologia, ORL, Urologia, Imuno-hemoterapia, Ortopedia, Anestesiologia, Oncologia…

Sei também, porque a Unidade de Fafe deste Centro Hospitalar o sente também, que a abertura à contratação de profissionais médicos deficitários é feita tendo por base contratos com vencimentos substancialmente inferiores aos oferecidos pelos HH EPE vizinhos (Vale de Sousa, Barcelos e CH do Médio Ave) o que afasta decididamente qualquer candidato.

Sei que as listas de espera para primeiras consultas e cirurgias se avolumam e que a abertura de importantes “novas” valências, como as de “Dor pré-cordial”, AVC e de Cuidados Intermédios ficam em “standby”, porque os profissionais não chegam para as encomendas.

Sei que o processo de acreditação pela Joint Comission International, sucessiva e repetidamente, está a ser adiado na sua aprovação final também por falta de resposta a exigências no que à qualidade assistencial diz respeito (inexistência de visitas médicas aos fins de semana e feriados e de médicos residentes).

Sei que opta o CHAA por contratualizar serviços ao exterior no âmbito de MCDT, por falta de resposta atempada dos Serviços do seu Centro porque os profissionais médicos dizem não ter capacidade de resposta para o avolumar de pedidos.

E porque sei também que o CA do CHAA sabe de tudo isto, não posso entender qual a razão por que, das 100 vagas disponibilizadas para serem preenchidas (no âmbito daquilo a que se vulgarizou chamar de “vagas carenciadas” - ver aqui), não tenha sido o Centro Hospitalar do Alto Ave contemplado com nenhuma delas, em nenhuma das muitas especialidades de que este Centro tem carência comprovada.

Terá havido uma fundamentação correcta, por parte da ARS do Norte, ao propor à ACSS que contemplasse a sua região norte com este tipo de vagas para contratações de médicos (13 vagas “oferecidas” para a região Norte das 100 vagas Hospitalares nacionais disponibilizadas) ou terá havido esquecimento ou mesmo desinteresse, por parte do CA do CHAA, em solicitar de forma bem fundamentada a necessidade do seu Centro Hospitalar delas poder usufruir (só o seu vizinho Hospital de S.Marcos – futuro Hospital com SU Polivalente – arrecadou 7 das 13 vagas da região Norte)?

Bem gostaria eu de saber….
Mas isso, ainda eu não sei.
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