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quinta-feira, junho 05, 2008

não estraguem o que de bem se faz!


Algo vai mal nos Hospitais do Minho.
A esta mediocridade, não escapa também o recentemente criado Centro Hospitalar do Alto Ave, que bem pior poderia estar colocado no ranking dos hospitais do Norte, não fosse o tampão que representa ainda hoje (contra tudo e contra todos) a actividade cirúrgica produzida pela sua Unidade de Fafe, que resistentemente se continua a orgulhar dos seus insignificantes tempos de espera para cirurgia geral e ortopédica, consequência duma produtividade cirúrgica por cirurgião, invejável.

terça-feira, junho 03, 2008

listas de espera para cirurgia

Com e sem SIGIC
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As projecções aqui graficamente desenhadas e apresentadas pela equipa de Pedro Gomes, não mais comprovam o que gráficos idênticos (aparentemente representativos da realidade actual) nos pretendem a todos mostrar o que de bem está a ser feito pela saúde dos nossos doentes cirúrgicos e simultaneamente enaltecer "o empenho das instituições e seus profissionais em melhor servir a população”. Ver aqui
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Mas, talvez porque difícil poderá ser defender que profissionais do SNS e de instituições convencionadas possam auferir tão chorudos honorários, as contas deste programa (válido sem dúvida nos seus objectivos e aparentes resultados), ainda não foram publicamente apresentadas.
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Para que se saiba (e porque nalgumas instituições a "metro" se vendem estes serviços de saúde, solicitados e não menos apetecíveis...) só um exemplo já por mim aqui apresentado em 2006 e que actual ainda se mantem:
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Façam e apresentem as contas...

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quinta-feira, fevereiro 14, 2008

cirurgia estética e SIGIC


Rendo-me à minha falta de capacidade para diferenciar o que é importante do acessório…

É que desde a importância dada às USF e agora reforçada por Ana Jorge, em declarações aquando das suas várias “inaugurações” já realizadas no norte e centro do país, aos “conflitos” que se avizinham com a discussão do projecto de CC relativo aos incentivos para os profissionais destas unidades, até parece que a revelação da imoralidade que tem existido com o contemplar as cirurgias de estética no “programa de resolução das listas de espera”, parece ser acessório.

Mas quando se ouve dizer ao coordenador do SIGIG, Pedro Gomes, que «Não há qualquer imposição da parte do SIGIC sobre o que se inscreve ou não no sistema»…

e porque isto, aparentemente não me parece ser acessório, apetece-me dizer:

Se não há… deveria haver !!!

Que me desculpem os homens que se começam a preocupar com as questões de estética, particularmente do nariz, assim como as mulheres portuguesas que querem contrariar a “tendência para as coxas largas e barriga grande” bem como a moda (que já passou), de terem seios pequenos.

E que me desculpem também, os colegas cirurgiões plásticos que, com a “imposição que deveria haver” por parte do SIGIC, possam vir a perder a oportunidade de nas “suas” clínicas privadas poderem ”fazer a mão” e arrecadar uns Euros mais em cirurgias estéticas, inscritas no SIGIC através das suas próprias consultas hospitalares públicas.

Mas também todo o direito têm, depois, de exigir desculpas a algumas Administrações Hospitalares, por se verem coarctados de poderem realizar cirurgia reconstrutiva (não estética) nos “seus” Hospitais Públicos para corrigir “esteticamente” uma mastectomia realizada por razões oncológicas, só porque existe uma “imposição” administrativa para não serem adquiridos implantes mamários para essa, nem nenhuma outra finalidade…
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sábado, novembro 17, 2007

vales para cirurgia rejeitados




Mais de 35 mil doentes recusaram vales para cirurgia


O Ministério da Saúde vai mandar averiguar as razões que levaram mais de 35 mil doentes que receberam vales para cirurgia a recusar a operação na unidade de saúde que lhes foi indicada.RTP
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As variadas razões que conduzem a tais recusas já são por demais conhecidas dos profissionais que com os doentes contactam. Nada impede que Carmen Pignatelli as venha a conhecer nem tão pouco que elas sejam estatisticamente apresentadas, se tal estudo tiver por finalidade a melhoria do sistema.

Mas mais importante que tornar públicas essas razões que adulteram os resultados oficiais dos números relativos à resolução das listas de espera para cirurgia, importa acima de tudo interiorizar essas razões e reconhecer o que representa este ou qualquer outro SIGIC como um programa “cego”, “informático” e desumanizado, economicamente lucrativo para quem nele participa como prestador de serviços “a mando de outros” e como tal algo efectivo nos seus propósitos, mas que pode ser fortemente penalizador para o doente se vier a ser alvo de complicações pós-operatórias imediatas (infecção, recidiva, má indicação ou má técnica cirúrgica) ou se necessitar de intervenção de outras especialidades que, por não fazerem parte do contratualizado (tratamentos fisiátricos, rádio/quimioterapia), tardia e/ou ineficazmente é iniciada.
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Um programa que trata o doente como um número quando o "obriga", com a oferta dum “vale”, a encontrar-se com um médico desconhecido dum qualquer Hospital Público ou Clínica Privada (quantas vezes longe da sua residência) que em troca dum papel que “vale dinheiro” o submete à cirurgia tão esperada (por outro proposta) sabendo que trinta dias depois, o seu futuro como doente a outros (que não a quem o operou ou ao serviço onde esteve internado) compete assegurar.

Um programa que considera o doente como cliente dum qualquer hipermercado, em que o “vendedor”, como ser humano e personalizado, não existe e em que o cliente é visto como mais um entre os milhares que fica satisfeito com a rapidez do serviço e a oferta variada de produtos que lhe é apresentada em termos de quantidade sem se preocupar com a qualidade.

E isto muitos dos doentes vão sabendo…

Se nisto Carmen Pignatelli tivesse pensado ou se se colocasse no papel de doente, por certo já saberia algumas das razões justificativas de tão elevado número dos “salvadores” vales para cirurgia, até à data emitidos, terem sido rejeitados.
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quinta-feira, outubro 25, 2007

as listas de espera para cirurgia

Fonte: SIGIC - 1ºsemestre 2007
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No jornal Público de hoje e já também publicado (sem demora) no Portal da Saúde, num artigo de opinião, divulgou o cidadão Correia de Campos, assinado Ministro da Saúde, agora por escrito, a sua opinião sobre a Auditoria ao Acesso aos Cuidados de Saúde do SNS – Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia SIGIC - Relatório n.º 25/07 - 2ª. S - Processo n.º 50 /05 – AUDIT, recentemente apresentado pelo Tribunal de Contas.

E é bonito ver o Ministro da Saúde considerar tratar-se este documento dum “bom relatório”.
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Não interessa se o Tribunal de Contas o elaborou fundamentado em “comparações nem sempre escorreitas” e se apresentou uma “fotografia trémula” da actividade do SIGIC durante o ano de 2006.

O Relatório é bom!

Isto porque o Relatório, segundo Correia de Campos, conclui que:
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“diminuíram a média e a mediana dos tempos de espera dos inscritos para cirurgia, face às da data da sua implementação, em quatro regiões, tendo apenas aumentado em Lisboa e Vale do Tejo (a maior e a menos operacionalizável) “ “o peso do número de utentes com mais tempo de espera diminuiu no período analisado”

“o efeito de diminuição nos tempos médios de espera é mais pronunciado nos hospitais que funcionam com o SIGIC há mais tempo”

“a produtividade cirúrgica por médico melhorou nos hospitais de referência, face ao grupo de controlo”.


Mas o que o Relatório também diz é que se conseguiram alcançar estes resultados positivos, não à custa dum aumento de produtividade normal e duma melhor utilização da capacidade instalada, mas à custa da produtividade acrescida, produtividade esta que contribuiu para a diminuição dos tempos médios de espera nos Hospitais que a praticaram (mais que natural) e para o aumento apurado do número de cirurgias por cirurgião (ou não fosse o acto cirúrgico desta actividade acrescida “pago à peça”).

“Razão espúria” (qual avestruz) considera Correia de Campos colocar esta hipótese justificativa de tal acréscimo. Mas sobre isto, mais não digo.

Que o diga, quem os números tem e com eles faça comparações “escorreitas”.

E mais não digo também, para além do que já disse aqui, há um ano atrás, quando me referia ao tão falado na altura “combate ao desperdício no SNS”. É que nem nos Relatórios do SIGIC (não se entendendo porquê) nem no desta Auditoria do TC (por má contabilidade da actividade hospitalar, segundo nos é afirmado no relatório), nos são dados a conhecer os gastos e os orçamentos (extra Orçamento de Estado) atribuídos e já consumidos por este e outros programas, desde a sua implementação.

Vá-se lá saber porquê.

Talvez pela mesma razão que faz com que Correia de Campos não realce neste seu artigo, a importância que teve o enorme investimento em meios humanos, em acções de formação, em material informático e de software que o sistema recebeu e que, em percentagem também significativa, contribui para a “limpeza “das listas de espera, limpeza que outrora não existia tão apurada (por óbito, situação já resolvida, mudança ou desconhecimento da residência, contra-indicação clínica, etc.) e que ainda continua a “limpar” ao obrigar ao regresso à “estaca zero” na contagem do tempo de espera, quando doente por razões pessoais recusa a data da cirurgia proposta assim como o seu encaminhamento (com um “vale de cirurgia”) para uma unidade de saúde distante do seu local de residência.

E este “como” não deve ser escondido para que possamos conscientemente poder concluir se o “copo está meio cheio” ou “meio vazio”, já que todos (e Correia de Campos também) sabemos que “cheio” ainda não está mas, verdade seja dita, “vazio” também não.



sexta-feira, outubro 19, 2007

para além dos resultados mais visíveis do SIGIC



Pelas declarações públicas hoje prestadas pelo Ministro da Saúde, Correia de Campos, e pelo coordenador do SIGIC, Pedro Gomes, parece que o programa de gestão das listas de espera para cirurgia se resume ao cumprimento dum único objectivo consubstanciado já numa boa notícia, profusamente explorada desde Agosto deste ano:

“a redução da mediana do tempo de espera dos inscritos para cirurgia”.

Mesmo considerando que o publicado no Relatório do Tribunal de Contas relativo à "Auditoria ao Acesso aos Cuidados de Saúde do SNS - Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia SIGIC" se reporte, com efeito, à actividade desenvolvida num período de tempo que não entrou em linha de conta com a actividade referente ao 1º semestre deste ano (que segundo o coordenador do SIGIC -Pedro Gomes - terá sido o período de maior produtividade no âmbito do SIGIC) e sem querer agora questionar como esta redução do tempo de espera foi alcançada (o que criticamente também neste relatório do Tribunal de Contas é referenciado), algumas das conclusões e chamadas de atenção a que o TC se reporta de forma bem fundamentada, deveriam também pelo Sr. Ministro da Saúde e pelo coordenador do SIGIC ser reconhecidas como ainda não “ultrapassadas” pelo tempo e como tal plenas de actualidade, exigindo deles atenção e autocrítica e não ocultação e autismo político quando sobre elas nada referenciam (com excepção deste primeiro reparo, pretensamente resolúvel com a “consulta na hora” que mais fará aumentar a lista de espera para cirurgia).

"O acesso aos cuidados de saúde cirúrgicos encontra-se dificultado pela morosidade na marcação quer de consulta no centro de saúde quer da 1ª consulta hospitalar, pressupostos que condicionam a dimensão da LIC e os tempos de espera para cirurgia. "

"O SIGIC não conseguiu atingir, em pleno, os objectivos de universalidade e de equidade no tratamento de utentes e de rentabilização da capacidade instalada dos hospitais, não tendo influenciado, no horizonte de tempo analisado, a produção, a produtividade ou a eficiência financeira."

"Conclui-se, assim, não existir um tempo máximo de espera formalmente definido."

"Não foi, ainda, cumprida a determinação constante do Manual do de notificar os hospitais, a UCGIC e o IGIF, das desconformidades existentes nos processos de gestão dos doentes, para efeitos de aplicação de penalizações."

"A implementação do SIGIC não se traduziu numa melhor utilização da capacidade instalada, atendendo a que a “taxa de utilização do bloco” e a “taxa de ocupação de camas” diminuiu."

"Em 2005 e 2006 não foram atingidas as metas estabelecidas nos contratos programa para o internamento cirúrgico e para as cirurgias em ambulatório, pelo que não existiram limitações, por esta via, à actividade cirúrgica que impedissem a rentabilização da capacidade instalada dos hospitais."

"Não existe evidência de que o SIGIC tenha originado custos mais baixos, para idênticos níveis de actividade, qualidade e complexidade dos casos tratados, pelo que não foram detectados ganhos de eficiência financeira que possam ser associados à implementação do SIGIC."

"Verificou-se não ser possível apurar o encargo financeiro da actividade cirúrgica desenvolvida no âmbito do SIGIC pelos hospitais do SNS (SPA e EPE), em virtude de os valores facturados corresponderem a toda a actividade cirúrgica.”

"Considerando o princípio que esteve patente na criação do SIGIC, como um sistema universal que tem por objectivos, entre outros, introduzir maior controlo e transparência no processo de inscrição de todos os doentes com indicação para cirurgia, conclui-se que os utentes referenciados e intervencionados no âmbito dos acordos ou protocolos com IPSS, Misericórdias ou Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa deveriam estar inscritos na LIC."
Fonte: Relatório TC

Não chega saber o que se alcança. É necessário também saber como se alcança.
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