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terça-feira, julho 29, 2008

a dedicação exclusiva dos médicos

In Público

"O Governo quer impor aos médicos dedicação exclusiva ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), sem possibilidade de opção por um regime de trabalho parcial com o privado."

"Bastonário considera inviável exclusividade dos médicos no serviço público"
Público

Porque há carência de médicos;
Porque é inconstitucional;
Porque é uma medida destrutiva do SNS;
Porque não é do interesse dos médicos e dos portugueses…

Não será acima de tudo, porque não dá jeito?
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sábado, maio 17, 2008

os aplausos de Pedro Nunes





“Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema (oftalmologia), sem necessidade de recurso a países terceiros, desde que os serviços portugueses sejam devidamente financiados e organizados". Pedro Nunes

Se “Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema” e se os serviços do SNS existem e são financiados para produzirem, porque não aponta Pedro Nunes o dedo para a necessidade da organização desses mesmos serviços públicos (SNS) por forma a produzirem, em tempo laboral normal, um “mínimo exigível” comparável com o que é produzido, pelos mesmos profissionais médicos, quando em serviços de saúde privados?

Porque fala Pedro Nunes no “financiamento devido” dos serviços portugueses e aplaude este programa que financia remuneratoriamente só alguns, quando muitos outros profissionais, não só médicos oftalmologistas mas também outros colegas também médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos e até gestores, que de forma mais ou menos directa, mais ou menos indirecta, dão o seu contributo para que o doente, neste caso denominado de “cirúrgico”, seja tratado?

Porque aplaude Pedro Nunes, uma medida que penaliza os profissionais que cumprem no SNS o “mínimo exigido” e que protege e premeia quem, no mesmo SNS, “nada faz”, ou antes, tudo faz para perpetuar as listas de espera?

Porque Pedro Nunes bem sabe (e eu também) e publicamente o afirma, que medidas como esta (ditas de excepção, mas que tendem a perpetuar-se – ver PPA, PERLE, PECLEC e Produção Adicional-SIGIC), não vão resolver o problema.
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Pois claro.
O pugnar pelo reforço do SNS e pela dignificação das Carreiras Médicas, fica para outro Bastonário.
Para Pedro Nunes não!
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segunda-feira, março 03, 2008

o dedo na ferida


À atenção da futura discussão do diploma das carreira médicas, da Ordem dos Médicos e do Ministério da Saúde:


"...com áreas de tratamento de doentes emergentes (felizmente) cada vez mais organizadas, e com áreas de tratamento de doentes urgentes cada vez mais desorganizadas, com profissionais tantas vezes sem diferenciação, e outras tantas sem vínculo, fazendo o que a maior parte dos médicos não aceita fazer e fazendo muitas vezes menos bem. Na verdade, é neste local (crítico) que se joga o sucesso organizativo de um serviço de Urgência. É aqui, por exemplo, que escapam os diagnósticos menos evidentes ou que se dão as altas que vão condicionar maior número de reinternamentos."


Proposta:


"Por um lado, uma aposta clara no internista como gestor do doente internado, por outro, uma aposta igualmente clara no urgencista como gestor do doente do serviço de Urgência. Seremos, assim, capazes de melhorar os cuidados prestados quer num lado quer no outro, e significa que estamos a pensar a Saúde de uma forma centrada no utente, condição absolutamente necessária para que existam verdadeiros ganhos." link
Dr. Nelson Pereira, Ex-director clínico do INEM in TM
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Poderá ser assim?
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

puxão de orelhas








Alto lá! Senhor Dr.Menezes
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Veja lá o que anda para aí a dizer.
Então onde está a tão apregoada “liberdade de escolha” que diz defender?

Veja que os míseros 1200€ mensais que ganho como oftalmologista num Hospital Público, mal chegam para alimentar a minha família, quanto mais para pagar uma consulta e comprar uns óculos prescritos por um oftalmologista privado?
É que com essa sua ideia “esquerdista” e “demagógica”, por razões financeiras, todos iríamos abandonar o barco do SNS e isso eu não quero fazer.

Pergunta-me porquê?
O senhor Doutor, como médico que também foi (e já não sei se ainda o é), bem o deve saber…

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Mas pelo que me toca, eu não gosto de ir à praia nem ao cinema. Só por isto.
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Serviço de Urgência em "part time" em Fafe?


Perante a inevitabilidade, que se previa, de não vir a dispor o CHAA de médicos de Medicina Interna em número suficiente para assegurar o atendimento diário dos doentes no SU da Unidade de Fafe, pelos motivos que aqui eu descrevi, posso dizer que me enganei redondamente quando afirmei que:

Como uma boa avestruz que se preza, enterra a ARS do Norte e o CA do CHAA, uma vez mais, a cabeça na areia.

Ameaçados com as palavras de José Sócrates, escondem às populações de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto um problema, e criam um ainda maior problema para elas, quando há muito tempo lhe deviam ter dado solução.

O que a ARS do Norte acorda com o CA do CHAA, como solução para o SU de Fafe, é “manter a mesma filosofia anterior, com Médicos Hospitalares e Médicos de Clínica Geral” (…) “até que a ARS do Norte tome a decisão final que contemple a transformação do SU desta Unidade de Fafe num verdadeiro SUB, conforme está estabelecido” desde Março de 2007…

O princípio estaria correcto, não significasse isto, que já a partir do dia 6 de Fevereiro, em dois dos cinco dias úteis da semana e nalguns dias de fim-de-semana, o SU da Unidade de Fafe irá manter a sua actividade sem Médico de Medicina Interna durante as 24 horas e nalguns dias só com um cirurgião ou com um ortopedista e dois clínicos gerais, situação que deverá merecer da Ordem dos Médicos uma posição clara na defesa dos médicos e dos doentes, baseada no estipulado no art.º 6º do seu Estatuto: a) Defender a ética, a deontologia e a qualificação profissional médicas, a fim de assegurar e fazer respeitar o direito dos utentes a uma medicina qualificada.

Mas para que não sejam responsabilizados os mentores de tal “decisão”, se algo anormal porventura ocorrer, nomeia o CA um Médico Hospitalar dos mais graduados (cirurgião ou ortopedista) para exercer as funções de Chefe de Equipa até às 0 horas, já com a certeza de que a partir desta hora (terminado o período de trabalho do cirurgião e/ou do ortopedista), sozinhos irão ficar dois Médicos de Clínica Geral a assegurar o atendimento dos doentes, agora sim, num Serviço de Urgência correctamente definido como Básico (até às 9 horas do dia seguinte) a quem, não se sabe, irá competir a responsabilidade de o “gerir”.

Será esta, outra das “anormalidades” desta “decisão”, ao definir, com esta metodologia, uma nova modalidade de Serviço de Urgência, nunca vista em parte alguma…

Um Serviço de Urgência em “part time”!!!

É que às 9 horas do dia seguinte,lá estará a funcionar, novamente, o Serviço de Urgência (não Básico) “até que esta ARS do Norte tome a decisão final que contemple a transformação do SU desta Unidade num verdadeiro SUB, conforme está estabelecido” há já 10 longos meses.

Porventura, só lá para 2009, a avestruz (se fôr a mesma) desenterre a cabeça da areia...
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domingo, janeiro 20, 2008

para memória futura





Li com atenção a entrevista dada por Pedro Nunes, logo após a sua reeleição como Bastonário da Ordem dos Médicos, publicada pelo jornal Expresso.

Confesso não ter ficado admirado com a sua reeleição nem tão pouco com o teor das respostas que, ao longo da entrevista, foi dando às perguntas do jornalista do Expresso.


Gostei de o ler, sim…
Porque gosta-se sempre de ouvir dizer a um qualquer presidente eleito duma Ordem profissional, ser sua intenção:

i. pugnar pela unidade da classe médica, ultrapassando a já não recente clivagem regionalista fomentada e aprofundada por Miguel Leão durante a recente campanha eleitoral.
ii. saber ouvir e entender as vozes contributivas com novas ideias respeitantes à política de saúde ou à organização e dignificação da classe médica bem como as que mais ou menos frontalmente se mostram discordantes com a sua opinião pessoal que não poderá ser entendida como a opinião maioritária dos médicos, quando esta é desconhecida.
iii. alargar a discussão e análise dos problemas que à classe médica dizem respeito e vigiar internamente pela aplicação das orientações definidas pela própria classe.
iv. exigir ser a OM “consultora” dos órgãos do poder político (sob o ponto de vista técnico/profissional e independente da côr político-partidária) e ao mesmo tempo ser o transmissor “denunciante” perante o Estado e um firme opositor de forma construtiva às políticas de Saúde pelos Governos definidas, quando interpretadas como inconsequentes ou desfasadas da realidade do país.

Mas na política (da saúde), como em tudo na vida, a teoria tem de ser confirmada pela prática.

E a prática dos últimos três anos, falou por ela.

Que a história saiba julgar a memória destas palavras:

Expresso:
Até 2010, carreiras médicas. Há mais objectivos a conquistar?

Pedro Nunes:
Eu não vejo a vida numa lógica de conquistas. Penso que é imprescindível, e as carreiras médicas integram-se nisso, a luta pela defesa do Serviço Nacional Saúde. Há um adquirido social em Portugal que é o de todos os portugueses poderem fazer a sua vida sem estarem preocupados com o que lhes acontece se ficarem doentes. É isto que permite que os portugueses não tenham que pôr dinheiro debaixo do colchão para se um dia tiverem uma doença. É um direito social que não pode ser posto em causa. É uma obrigação da OM em que eu não transigirei em caso algum." Pedro Nunes
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terça-feira, janeiro 15, 2008

a alternativa é possível...



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Movimento da Candidatura
Alternativa para a Ordem dos Médicos
Prof. Doutor Carlos da Silva Santos

a Bastonário da OM

Comunicado de Imprensa

Declaração

Esta campanha da segunda volta é a melhor prova
de que é mesmo necessária uma Alternativa


No momento em que está a aproximar-se do fim a campanha da segunda volta para a eleição do Bastonário da Ordem dos Médicos, cumpre ao Movimento da Alternativa para a OM afirmar publicamente o seguinte:
1. O nosso Movimento não se revê na forma como a campanha tem decorrido nem no modo de estar dos seus protagonistas
2. Os dois candidatos em presença estão a desacreditar a OM perante os jovens médicos que mais alheados se sentem hoje.
3. O estendal público de ataques pessoais, vazio de conteúdo sério e longe do nível do debate que devia ter sido continuado, desacredita os Médicos perante os cidadãos e a classe.
4. Esta situação é a melhor prova de que o Movimento da Alternativa para a Ordem dos Médicos é necessário aos Médicos e à sociedade portuguesa, pelo que é um imperativo que ele continue e se alargue.
5. Assim vai acontecer: o Movimento decide pela sua própria continuidade e aprofundamento, qualquer que seja o resultado das eleições e o que se lhes seguir.

Objectivos imediatos do Movimento
da Alternativa para a OM (MAOM)

Os passos imediatos que o MAOM vai dar passam pelos seguintes objectivos:
1. Reclamar e concretizar o direito de oposição e de pluralidade dentro da Ordem.
2. Promover debates e participar nos trabalhos de revisão do Estatuto.
3. Exigir o debate sobre o Código Deontológico e participar nos trabalhos de revisão.
4. Continuar a defender a renovação em progresso do SNS discutindo e divulgando propostas para o seu aprofundamento e sustentabilidade.
5. Organizar espaços de encontro e de reflexão regulares para mobilizar os médicos em torno dos problemas mais gravosos para a classe nomeadamente das carreiras médicas
6. Criar de imediato um núcleo de trabalho específico para mobilização e esclarecimento dos jovens médicos sobre a sua realidade profissional, a curto e médio prazo.

No dia 18 de Janeiro próximo, pelas 20.30, em Coimbra, em local a anunciar, o Movimento vai realizar um encontro convívio nacional de balanço da campanha e dos seus resultados.

11 de Janeiro de 2008




E para quem quiser estar presente, o Jantar / Reunião Nacional do Movimento Alternativa para a O.M., realiza-se pelas 20:30h do dia 18/01/2008 em Coimbra, no restaurante "Rui dos Leitões".


Contactos até, quarta-feira, 16/01/2008.
Carlos Silva Santos – 964440677

Marlicia Solas - 966056417



Eu vou tentar lá estar.
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sábado, dezembro 15, 2007

o protagonismo na Ordem dos Médicos



Num Universo de 36572 médicos inscritos na Ordem dos Médicos em 31 de Dezembro de 2005, será que a 2ª volta vai desfazer esta pseudo bipolarização entre os dois candidatos mais votados?

Miguel Leão - 5000 votos (13,67%)

Pedro Nunes - 4600 votos (12,58%)

Carlos Santos Silva - 1500 votos (4,10%)
Abstenção /Nulos/Brancos(?) – 25472 (69,65%)


Será que a 2ª volta vai mobilizar mais do que os parcos 30% de votantes da 1ª volta?
Estou mais certo de que não.

Porque se nada já diferenciava os dois candidatos durante a 1ª volta também não será com esta bem recente e aparente diferença, de um que se auto-suspende e de outro que se auto-promove, que mais votantes irá trazer às urnas mostrando assim o interesse dos Médicos pela sua Ordem e o seu apoio aos candidatos que dizem nos seus programas "Defender os Médicos" (um) e também "uni-los" (o outro).
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E porque há já três anos foi assim...
15 de Dezembro de 2004:
"Pedro Nunes foi eleito nesta quarta-feira bastonário da Ordem dos Médicos, conseguindo uma vantagem de cerca de 600 votos em relação ao concorrente directo José Miguel Boquinhas. A abstenção rondou os 70 por cento do total de 34 mil médicos inscritos." DN .

... assim voltará a suceder.

O que vai então mudar?.




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sexta-feira, novembro 23, 2007

alternativa para a Ordem dos Médicos


A Alternativa para a Ordem dos Médicos
"A candidatura alternativa é um imperativo moral, profissional e cívico que responde à necessidade de rotura com a actual situação na Ordem, motivo de descontentamento da generalidade dos médicos."
in candidatura do Prof Dr. Carlos Silva Santos

Tive conhecimento, hoje, da existência desde Maio de 2007, dum blogue de apoio à candidatura do Prof. Dr. Carlos Silva Santos a Bastonário da Ordem dos Médicos.

Porque esta candidatura ainda não tem a divulgação que merece ter, tão só a que os media lhe acham devida.
Porque não se apoia, ilegitimamente, nos órgãos do actual poder instituído da OM, nomeadamente nos seus boletins e revistas oficiais.
Porque o candidato se propõe, como uma “candidatura alternativa”, defender os "legítimos interesses e prestígio dos médicos, a qualidade da medicina no sector público e privado, os princípios e valores éticos e deontológicos, a formação e qualificações profissionais, a independência técnica e científica em coerência com a elevada dimensão humana e social da profissão”, assim como também defender “os superiores interesses dos doentes e da população em geral no respeito pelo direito constitucional à saúde"...

É um sítio, "Alternativa para a Ordem dos Médicos", por onde os que se interessam pelos temas da saúde, particularmente médicos e profissionais da saúde, deverão passar.

E porque estamos a 7 dias duma demonstração que se sente ir ser clara e reveladora da profunda insatisfação dos médicos, como profissionais, como funcionários públicos e como cidadãos, a exemplo do que fiz com a Nota de imprensa da candidatura do Dr.Miguel Leão, aqui fica a opinião do Prof. Dr. Carlos Silva Santos sobre a Greve Nacional do próximo dia 30 de Novembro.


"A greve nacional do próximo dia 30"
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Na perspectiva de candidato a Presidente do Conselho Nacional Executivo da OM encaro as declarações de greve da parte do SIM e da adesão à greve da função pública por parte da FNAM, para o próximo dia 30, como factos relevantes da actividade sindical em defesa dos direitos dos seus associados enquanto funcionários públicos e que merecem a minha total concordância.
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A Ordem dos Médicos deve assumir as suas responsabilidades no acompanhamento da acção sindical respeitando integralmente o campo de acção destes mas naturalmente solidarizando-se: com a luta por melhores condições de trabalho que também são de formação; com a defesa dos serviços públicos de qualidade que também são condição do exercício de uma medicina avançada e eticamente responsável; com a defesa do diálogo e da negociação sobre matérias sindicais que também são garantia de participação dos médicos na definição da política, dos planos e projectos em de saúde para os portugueses; com a defesa de salários e pensões dignas que também são condições para um exercício profissional digno e eticamente responsável.
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As razões de luta específicas dos sindicatos devem merecer o apoio dos médicos na medida em que, nossa opinião, são extremamente válidas e não se desligam das razões e do capital de queixa que compete à OM defender no campo do SNS, na formação dos jovens médicos e no desenvolvimento de carreiras com progresso científico e técnico.
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Só uma mudança significativa da direcção da OM poderá mudar o estado actual das coisas.A candidatura para a Alternativa está convicta que tal será possível.
Assim os médicos o queiram.
Carlos Silva SantosCandidato
Alternativo à Presidência da OM
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quarta-feira, novembro 21, 2007

"inédito" que se apoia


Recebi na minha caixa de correio um e-mail, com o remetente da Candidatura a Bastonário da Ordem dos Médicos protagonizada por Miguel Leão, que pelo seu ineditismo acho conveniente divulgar.

Reza assim, som a forma de Nota de Imprensa, esta tomada de posição:

Candidatura à Presidência da Ordem dos Médicos
Defender e Unir os Médicos
LISTA A
Secção Regional Sul – Manuel Carvalho Rodrigues
Secção Regional Norte – José Pedro Moreira da Silva
Secção Regional Centro – Carlos Maia Teixeira

NOTA DE IMPRENSA


ASSUNTO: APOIO À GREVE MÉDICA DO DIA 30 DE NOVEMBRO E CONGRATULÇÃO PELA ADESÃO CONJUNTA DA FNAM E DO SIM


1-Esta candidatura analisou os motivos da adesão conjunta da FNAM e do SIM à greve marcada para o dia 30 de Novembro.

2- Os motivos invocados por ambos os sindicatos e a situação no sector da Saúde (destruição progressiva das carreiras médicas, ausência de negociação efectiva que permita a realização de acordos colectivos de trabalho, degradação da qualidade técnica dos serviços de urgência determinada por restrições financeiras que tem originado a redução de efectivos médicos, pressões implícitas ou explicitas sobre os médicos com vista a restringir a utilização de meios de diagnóstico e terapêutica, medidas absolutamente inadequadas de controlo de assiduidade, congelamento mais ou menos disfarçado de concursos de provimento e habilitação, interferência de profissionais não médicos na actividade clínica, desorganização repetida nos concursos do internato médico etc., etc.) levam-nos a apoiar firmemente a adesão da FNAM e do SIM a esta greve.

3-Em nome dos colegas que lideram as LISTAS A candidatas aos órgãos regionais da Ordem dos Médicos e que integram a candidatura nacional de MUDANÇA “DEFENDER E UNIR OS MÉDICOS (Manuel Carvalho Rodrigues – Secção Regional do Sul, José Pedro Moreira da Silva – Secção Regional do Norte, Carlos Maia Teixeira – Secção Regional do Centro) e no meu próprio, congratulamo-nos com esta posição conjunta dos dois Sindicatos Médicos e, de acordo com o nosso projecto para a Ordem dos Médicos, esperamos que este clima de convergência possa ser cultivado no futuro por uma nova equipa de governo da Ordem que não tenha medo de apoiar os Sindicatos Médicos.

4-Saudamos particularmente a posição do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos de se solidarizar com a posição do SIM e da FNAM e esperamos que o Poder Político não só se aperceba do clima de descontentamento existente no Sector da Saúde como também se abstenha de intervenções legislativas e atitudes que atentam contra a dignidade dos médicos.

Miguel Leão
Candidato a Presidente da Ordem dos Médicos
Porto, 16 de Novembro de 2007

Aqui fica, para memória futura.
... e depois não se desdiga o que aqui foi dito.

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