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terça-feira, agosto 05, 2008

The last but not the least




Pois…

Se quanto às vagas carenciadas estamos conversados, quanto à gestão dos recursos humanos, muito teríamos que dizer.

É que hoje, precisamente no dia em que o Serviço de Ortopedia do Hospital de S.José de Fafe completa 18 anos e 7 meses de existência e decorridos que foram 17 meses de integração no Centro Hospitalar do Alto Ave, o Conselho de Administração do CHAA aceitou o pedido de demissão do seu Director de Serviço apresentado a 26 de Junho deste ano link.

Com a comunicação da aceitação pura e simples deste pedido de demissão (decorridas que foram 6 semanas da sua apresentação) e sem ter esboçado um mínimo interesse em com o DS demissionário analisar as razões por ele invocadas para tal pedido de demissão, o CA do CHAA indigita o actual Director do Serviço de Ortopedia da Unidade de Guimarães (que aceita incondicionalmente tal indigitação) para substituir “temporariamente” o Director demitido da Unidade de Fafe, aliás, metodologia já adoptada pelo mesmo CA com a nomeação recente de um único DS para os dois Serviços de Medicina Física e Reabilitação do Centro Hospitalar.

Dá-se assim, paulatinamente, continuidade ao processo não consignado no Regulamento Interno do CH mas desde sempre desejado. O da extinção pura e simples dos serviços comprovadamente mais produtivos do Centro Hospitalar.

Veremos se com esta mudança, as populações de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto (a quem os profissionais do Hospital de Fafe, desde sempre deram particular atenção) e em última instância os órgãos de gestão do recém-constituído CHAA, vão notar a diferença…

Mas se alguém vier ajuizar as diferenças que o faça bem depressa para que não subsistam prejudicados por muito tempo, no caso de elas serem negativas.

E se algum benefício, porventura, com esta mudança, vier a existir que seja dito, bem claro, a quem ele diz respeito…

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quarta-feira, julho 02, 2008

aviso ao CHAA


"O sistema de saúde deve ser orientado para o cidadão, e não para os profissionais de saúde. Mas, a falta de atenção pelos profissionais, leva necessariamente à ineficiência, à baixa produção, à desmotivação e à inequidade. Se este tipo de distracção pelo essencial se mantiver, daqui a poucos anos não haverá recursos humanos para manter o serviço público de saúde.
Será que é isso que se pretende?"
Relatório de Primavera 2008

Parece ser isso o que pretende o CA do Centro Hospitalar do Alto Ave, quando, por repetidas vezes, se ouve o Presidente do seu CA dizer:

“Quem não estiver bem no Centro Hospitalar… que saia dele” .

Com este tipo de avisos e com a sua pratica de gestão, fundamentada numa reduzida ou nula preocupação com o cidadão, não daqui a poucos anos, mas já nos dias de hoje, tem e terá o CH muitas dificuldades em manter os seus actuais profissionais competentes e dedicados e de encontrar “guerrilheiros” que consigam equilibrar os já muitos amorfos que detém nos seus quadros.
Uns que assim se mostram por interesse pessoal, outros, porque realmente o são.

E quando os “amorfos” detêm a maioria… não há “empresa” que consiga sobreviver.

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quinta-feira, junho 26, 2008

fiquem as paredes para memória futura


Quando eu na terça-feira questionava:

Agora eu posso revelar que sim. Que acreditava.

Porque era já insustentável, para o Conselho de Administração CHAA, aguentar mais tempo em manter no segredo os verdadeiros desígnios subjacentes à criação do Centro Hospitalar, já na altura evidenciados pelos negociadores do Business Plan para a sua constituição - os Presidentes do CA dos então Hospitais Senhora da Oliveira e S.José de Fafe – que actualmente exercem funções de Presidente do CA e de Director Clínico do CHAA, respectivamente - sempre coadjuvados e orientados pelos ainda actuais membros da ARS do Norte.

E se alguma dúvida existia… ela hoje desapareceu.
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A implosão do velhinho Hospital de Fafe começou.
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Começou hoje, com o Serviço de Ortopedia e "amanhã" continuará com os de Cirurgia Geral, de Medicina Interna e de Medicina Física e Reabilitação.

... mas as paredes, neste caso, irão ficar... para poderem servir de testemunho numa futura avaliação da gestão deste CA do CHAA.

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domingo, junho 22, 2008

assim vai ser...


“O Hospital da Luz, da Espírito Santo Saúde (ESS), tem pouco mais de um ano, mas já tem listas de espera para todas as consultas. A demora é irrelevante para alguns doentes, mas pode ultrapassar seis meses para os funcionários públicos. DN


Alguém duvidava que para os serviços de saúde privados, com acordos e convenções, continuarão sempre a existir clientes de “primeira” e de “segunda”?


Não!

Mas para Isabel Vaz o seu Hospital da Luz não discrimina doentes.

O que faz é definir quotas a nível global para cada cliente. E não será o Ministro das Finanças que o poderá impedir...


Afinal a Ministra da Saúde sempre teria uma ponta de razão ao manifestar na Assembleia da República (há um mês atrás) a sua discordância com a autorização dada pelo seu homologo das Finanças, para a ADSE poder comprar serviços de saúde ao Hospital da Luz, para a assistência médica aos funcionários públicos.



quarta-feira, junho 11, 2008

alívio pós-part(o)ida





Diário Económico:Quando saiu do Governo sentiu alívio ou vazio?
Correia de Campos:Alívio biológico, físico e mental enorme. Mas tive surpresas. Quando esperava que os ataques violentos continuassem, isso cessou passados poucos dias. As crianças continuam a nascer nas ambulâncias mas não vê notícias nos jornais.DE 06.06.08
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Esclarecimento do Correio da Manhã:

"Os Bombeiros Voluntários da Murtosa e uma equipa médica do INEM do Hospital de Aveiro ajudaram ontem duas jovens mães a dar à luz. Um dos bebés nasceu mesmo dentro da ambulância, à porta da maternidade." CM 10.06.08


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quarta-feira, maio 28, 2008

propaganda mentirosa...




Notícias, levam-nas o vento.


Mas um esclarecimento impõe-se aos leitores do jornal Público já que, em pouco mais de meia dúzia de linhas de notícia, muitas mentiras são ditas.
Defeito do jornalista ou premeditação do informador?

Nada, do que foi inaugurado em Fafe, no dia 26 deste mês pelo Sr.Secretário de Estado da Saúde, veio alterar em termos de diversidade a capacidade assistencial desta Unidade de Fafe do Centro Hospitalar, no âmbito dos meios complementares de diagnóstico prestados pelos Serviços de Imagiologia e de Patologia Clínica.

Serviços que desde sempre existiram nesta Unidade.

E porque nada a mais, nem de diferente, se oferece aos doentes que destes exames necessitam, não se irá assim “poupar à população local algumas viagens para Guimarães”, porque, como até agora tem sucedido, a Guimarães os doentes continuarão a ter necessidade de se deslocar para a realização dos exames necessários, que não os de radiologia e ecografia convencionais que sempre em Fafe se fizeram.

E se com a radiologia é assim, com a fusão dos Serviços de Patologia Clínica de ambas as Unidades, para além de ter aumentado o tempo de espera para o fornecimento dos resultados analíticos de alguns exames complementares, assim também (ao contrário do que o jornalista afirma), o doente este sim, passou a ter que se deslocar, por meios próprios, a um qualquer posto de colheita dum qualquer laboratório privado (bem distante da cidade de Guimarães) para a realização de exames analíticos, quando antes tal não sucedia, já que competia ao Hospital de S.José de Fafe a colheita e o envio dessas amostras para esses mesmos laboratórios do exterior, para ulterior tratamento e análise das mesmas.


Mas como o nome de “Serviço de Urgência Básico” (SUB) oficialmente, com estas inaugurações, parece ter sido dado ao Serviço de Urgência de Fafe, que não se esqueça a ARS do Norte de fazer sentir ao CA do CHAA da necessidade de manter aberto 24 horas o laboratório de patologia clínica (que ainda permanece a funcionar só até às 00:00 ou 01:00 horas) porque assim, “completo”, não poderá ser considerado este SUB… e a “necessidade de transferir" doentes (que utentes são considerados) “para o centro hospitalar sedeado em Guimarães” não será uma realidade, como parece ser assim o desejo de quem estas informações ao Sr.jornalista terá dado.


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segunda-feira, maio 26, 2008

melhoramentos em Fafe?



O anunciado, aconteceu. link

Altos dignitários do Estado e da Autarquia (Secretário de Estado da Saúde e Presidente da Câmara de Fafe) a que não faltaram também dignos dirigentes da ARS do Norte (Presidente e Vice-Presidente) marcaram presença em Fafe para Inaugurar, com “pompa e circunstância” , as obras de beneficiação de dois serviços (Patologia Clínica e Imagiologia) que provas já tinham dado, ao longo dos anos da sua existência, de bem servir o Hospital de S.José de Fafe e a sua população, agora Unidade do Centro Hospitalar do Alto Ave.

E era tanta gente que acompanhava esta comitiva “inauguracional “ que até dava a entender que a Unidade de Guimarães estaria em serviços mínimos, tantos eram os funcionários desta Unidade que a Fafe se deslocaram para em tal “festa” estarem presentes.

Para todos os forasteiros, os mais distraídos ou menos informados e para os que nunca ao Hospital de Fafe se deslocaram ou até à data desconheciam o que em termos assistenciais é a actividade deste Hospital, até passou bem a ideia de que a partir de hoje tudo irá ser bem diferente.
Diferente, para melhor, ficaram assim convencidos.

Assim de Fafe terão saído.
Não por terem ouvido do Sr.Director Clínico, mais do que do Sr.Presidente do CA, falar sobre o realizado no passado e sobre o que os vários serviços clínicos da Unidade têm realizado e se propõem vir a realizar, enquadrados que foram no CHAA desde 1 de Março de 2007, porque nada o Sr. Director Clínico disse.

Mas da mesma forma como entrou, terá saído o Sr.Presidente da Câmara de Fafe, quando do Sr.Secretário de Estado da Saúde terá ouvido declarações sobre o empenho que o MS continua a ter na construção dum novo Hospital em Fafe.

Terrenos já existem (valha-nos o Sr.Presidente da Câmara).
O plano funcional é de fácil e rápida elaboração (mostrem assim interesse o CA do CHAA e a ARS do Norte).
O financiamento? Esse é outro problema, difícil sim. Mas tudo se resolve…

Mas que se ficasse a saber que a política de Correia de Campos contra os pequenos Hospitais como é o de Fafe, é para manter. Condenados estão estes, quando se tentam equiparar aos grandes Hospitais como é o de Guimarães.

E que ninguém ouse contrapor (comparativamente com os serviços homólogos das duas Unidades) os índices de produtividade e de a rentabilidade assistencial em termos de gastos por doente tratado (avaliado o índice de Case Mix), a inexistência de listas de espera em cirurgia geral e ortopedia e de tempos de espera para uma primeira consulta de especialidade para a população abrangida, nem tão pouco os padrões de qualidade em termos de taxas de reinternamento, demora média, taxas de ocupação, infecções, relação profissional/doente e de humanização praticados, para não falar do grau de satisfação dos doentes (este de difícil quantificação).

É que tudo isto não faz qualquer inveja a nenhum Administrador Hospitalar, Presidente ou Vice-Presidente da ARS ou Secretário de Estado da Saúde...
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Isto não interessa.
O que interessa é que o CHAA é o Hospital de Guimarães.

Tudo o mais é provincianismo, projectos caducos, inoperantes, condenados ao insucesso…
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domingo, maio 25, 2008

"a better way" para o SNS?


Na defesa de Manuela Ferreira Leite link, retirei do Boticário esta opinião que bem gostaria (do mal o menos) que fosse a opinião de quem se propõe liderar uma importante força partidária e quem sabe (se os portugueses assim o entenderem), poder vir a ser Primeiro Ministro...
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Pobre SNS para pobres

Não vi o debate da TVI em que Manuela Ferreira Leite terá defendido o fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e gratuito e pelo que li depois,
aqui por exemplo, não terá sido exactamente isso que ela afirmou.

Seja como for, embora sendo apoiante de Manuela Ferreira Leite, eu defendo um SNS financiado pelos impostos de todos os portugueses e ao serviço de todos os portugueses e acredito - com as políticas adequadas, com o estímulo da concorrência entre os prestadores - que é possível o seu financiamento sustentado num país como Portugal.

Defendo um SNS universal e gratuito porque um SNS apenas para os mais desfavorecidos, um SNS para pobres, será sempre um sistema de saúde fraco, um SNS pobre e porque a igualdade de acesso a cuidados de saúde de qualidade deve ser uma das, poucas, funções essenciais do Estado.
Claro que «a política da saúde vai ter muito dificuldade em ser financiada da forma como é» e que tal como está o «SNS gratuito ou tendencialmente gratuito para todos é um aspecto que provavelmente vai ter que ser revisto» porque «
é pesado, pouco ágil, desarticulado, gastador e relutante em acolher a inovação, presa fácil de interesses particulares». E é claro que - sobretudo durante o tempo em que Correia de Campos, o coveiro do SNS, governou - «aqueles que têm muitos recursos não usam esse mau serviço, pagam impostos para manter esse serviço e simultaneamente tornam a pagar o serviço porque vão aos serviços privado», abrindo espaço para que grandes - apenas grandes! - investimentos privados na saúde surjam como cogumelos e que os seguros de saúde sejam a regra e não a excepção.

Portanto, não adianta assobiar para o lado e fingir que tudo vai bem no reino da Dinamarca - porque todos sabemos muito bem que não vai! Há que fazer mudanças profundas, há que ter coragem e determinação para as fazer, mas não podemos simplesmente desistir e aceitar o fim do SNS como solução ideal para os problemas do SNS.
MSP

que SNS?


É isto que eles também querem?
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Há que defender “aqueles que têm muitos recursos e não usam esse mau serviço (o Serviço Nacional de Saúde), que pagam impostos para manter esse serviço e simultaneamente tornam a pagar o serviço porque vão aos serviços privados” Manuela Ferreira Leite



... para tal, “bastará desligar da máquina o moribundo SNS, desviando-lhe os recursos humanos e deixando-o entregue a uma dúzia de utopistas dispostos a tratar indigentes” João Paulo Guerra.
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sexta-feira, maio 23, 2008

regresso às origens?

ALTO COMISSARIADO PARA A SAÚDE


O fantasma ou o saudosismo de Correia de Campos?
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23 de Maio de 2008:

P: O País tem assistido, nos últimos tempos, ao encerramento de maternidades, requalificação das urgências... Têm os portugueses razão, quando dizem que a Saúde se está a afastar dos utentes?

R: Essas alterações têm como objectivo melhorar a qualidade dos serviços prestados, o que nem sempre significa proximidade de cuidados a nível hospitalar. O que deve estar próximo de toda a população são os cuidados de saúde primários.
Maria do Céu Machado
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quarta-feira, maio 21, 2008

teoria e prática



A teoria:

"É importante que possamos desenvolver os serviços do Serviço Nacional de Saúde para que eles possam reter os seus profissionais"
"Não temos nada contra o privado, temos é que desenvolver o público para que ele possa ser forte e competir com o privado"
Ana Jorge
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A prática:

"As críticas não me surpreenderam, tenho sensibilidade para elas e procuro encontrar respostas, mas a verdade é que não se pode responder de um dia para o outro." Ana Jorge

3 meses e meio (em quase meia legislatura) ainda, de facto, não se pode considerar muito tempo…

Continuemos à espera...
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sábado, maio 17, 2008

os aplausos de Pedro Nunes





“Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema (oftalmologia), sem necessidade de recurso a países terceiros, desde que os serviços portugueses sejam devidamente financiados e organizados". Pedro Nunes

Se “Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema” e se os serviços do SNS existem e são financiados para produzirem, porque não aponta Pedro Nunes o dedo para a necessidade da organização desses mesmos serviços públicos (SNS) por forma a produzirem, em tempo laboral normal, um “mínimo exigível” comparável com o que é produzido, pelos mesmos profissionais médicos, quando em serviços de saúde privados?

Porque fala Pedro Nunes no “financiamento devido” dos serviços portugueses e aplaude este programa que financia remuneratoriamente só alguns, quando muitos outros profissionais, não só médicos oftalmologistas mas também outros colegas também médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos e até gestores, que de forma mais ou menos directa, mais ou menos indirecta, dão o seu contributo para que o doente, neste caso denominado de “cirúrgico”, seja tratado?

Porque aplaude Pedro Nunes, uma medida que penaliza os profissionais que cumprem no SNS o “mínimo exigido” e que protege e premeia quem, no mesmo SNS, “nada faz”, ou antes, tudo faz para perpetuar as listas de espera?

Porque Pedro Nunes bem sabe (e eu também) e publicamente o afirma, que medidas como esta (ditas de excepção, mas que tendem a perpetuar-se – ver PPA, PERLE, PECLEC e Produção Adicional-SIGIC), não vão resolver o problema.
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Pois claro.
O pugnar pelo reforço do SNS e pela dignificação das Carreiras Médicas, fica para outro Bastonário.
Para Pedro Nunes não!
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quinta-feira, maio 08, 2008

a explicação...


Afinal os privilegiados não eram aqueles lá para o lado da Luz, nem o Ministro das Finanças tem a ver, o que quer que seja, com o assunto… link


"O que a senhora ministra [da Saúde] quis dizer é que seria escandaloso que também os serviços públicos não aderissem a essa convenção com a ADSE" José Sócrates
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quarta-feira, maio 07, 2008

as asas de Ana Jorge


Critério do número de partos não pode ser único para encerrar.link

Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde link

A ministra da Saúde anunciou, esta quarta-feira, que Constantino Sakellarides irá presidir ao conselho consultivo da missão dos cuidados primários. link

Ana Jorge surpreendeu a comissão de saúde ao admitir a sua discordância do ministro das Finanças que autorizou a ADSE a comprar serviços de saúde a um hospital privado (Hospital da Luz), em detrimento dos hospitais públicos. «Discordo», referiu a ministra. «É uma questão que devem colocar ao senhor ministro das Finanças que tomou essa decisão» link

Concordo, desde que às opiniões formuladas ou às medidas propostas pela Ministra da Saúde não apareçam “outros ministros” que lhes cortem as “asas” de que elas precisam para “voar”...
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terça-feira, maio 06, 2008

delapidação do SNS


Gostava de ter escrito isto... .

"o que se tem vindo a passar nalguns hospitais-empresa é que, em vez de manterem os bons profissionais, os mais experientes e sabedores, estimulando-os a fazer mais e melhor trabalho, parece antes fazerem um esforço (voluntário ou por inépcia) para os afastar, para os empurrar para fora do hospital, para a actividade privada, seja por reforma antecipada ou licença sem vencimento, seja simplesmente por desmotivação e desinteresse em relação a uma administração hospitalar que se mostra incapaz. Quando médicos muito diferenciados, líderes de opinião, que durante várias dezenas de anos trabalharam com afinco na instituição e contribuíram para a sua qualidade clínica, se vão embora dela muito antes do tempo, algo está mal. E será de inquirir o conselho de administração sobre o que se passou, e saber o quanto é ele próprio responsável por essas saídas - eis um factor de avaliação da sua actividade."
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... porque o que o Dr. Carlos Costa Almeida neste artigo descreve (a exemplo do que se passa numa grande maioria dos nossos Hospitais, agora quase todos EPE), é o retrato do que se passa no Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA).
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E no CHAA, já não só o sector médico, com estas políticas está a ser penalizado.
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Também com elas, os melhores entre os melhores enfermeiros vão respondendo a ofertas exteriores ao SNS com as quais, a motivação e a valorização profissional e económica aparentemente se mostram mais atrativas.
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Até quando?

Até que a Saúde deixe de ser considerado um "bem social" e passe preferencialmente a ser considerada um negócio verdadeiramente empresarial, que na procura dum lucro fácil irá submeter os "prestadores" (assalariados) e os "clientes" (doentes assim considerados) às leis do mercado, da oferta e da procura.
Nesta altura, a maioria destes, em particular os doentes, estarão a perder, enquanto que alguns (poucos) estarão, à custa deles, a enriquecer...
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terça-feira, abril 29, 2008

mudança na saúde em Fafe?


De quem terá partido este “diferente” conceito, constante no Despacho n.º 11960/2008 do Gabinete da Senhora Ministra da Saúde, que aponta para uma exigência de um “planeamento de novas infra-estruturas de saúde onde as populações mais delas necessitam, capazes de prestar cuidados de saúde modernos, flexíveis e de modo adequado às carências existentes”?

Porque dum despacho ministerial se trata, parte da actual equipa do Ministério da Saúde, aparentando alicerçar com ele, uma orientação estratégica diferente da seguida pela equipa do anterior Ministro da Saúde, quando refere querer dar atenção às zonas do país mais carenciadas de cuidados Hospitalares.

Mas logo de seguida, o mesmo “redactor”, por certo o mesmo “pensador”, afirma que simultaneamente, deverá ser realizado um “estudo” para serem tomadas “decisões sobre a racionalização da rede já existente, nalguns casos com oferta excessiva ou prestando cuidados de forma desajustada às exigências modernas da gestão clínica, e da inovação médica e organizacional”.

Isto faz-me lembrar qualquer coisa…

E porque este Despacho à região Norte se refere e eu reconheço os actuais membros do CA da ARS do Norte como os mesmos que seguiram escrupulosamente as orientações políticas do anterior Ministro da Saúde e que tanta desestabilização criou ao nível das instituições hospitalares e dos cuidados de saúde primários, difícil será prognosticar qualquer mudança de estratégia…

Mas pelo menos uma mudança parece já estar a ser equacionada por esta ARS do Norte com a velada concordância de alguns membros do CA do Centro Hospitalar do Alto Ave e de interesses instalados de chefias da Unidade de Guimarães. A de transformar este ainda imberbe Centro Hospitalar, num Centro só com uma Unidade – a de Guimarães, relegando a Unidade de Fafe para um plano secundário e porque não até, paulatinamente, condená-la ao encerramento.

É que nem com a promessa (eleitoralista ou para calar vozes discordantes) de um projecto para a construção dum novo Hospital em Fafe, que tanto parece ter empenhado o Presidente da Autarquia, consegue esta ARS do Norte esconder os seus já velhos e persistentes desígnios, de alguns há muito conhecidos.

Em breve teremos mais notícias…

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domingo, abril 27, 2008

só eu sei ver ?

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Desfaz-se o tempo em rotinas e vontades.
em projectos e verdades,

em desgostos que se alastram,
em vestígios distorcidos
de nascentes que encontramos.
E é sempre quando seca que
tudo tem que se agarrar,
tudo o que faz fugir.
E a verdade passa a estar
No fundo dum copo cheio do que se quer ser...
(...)

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sábado, abril 19, 2008

palhaços e música



Ministra da Saúde está preocupada com a falta de médicos


Como legenda da foto que acompanha a
notícia, o jornalista escreveu:
“A ministra esteve presente na assinatura de um protocolo que nos próximos três anos vai permitir manter palhaços e músicos a animar os doentes nos hospitais”.



… mas a notícia desenvolve-se em torno das conhecidas e repetidas declarações de “preocupação” pela falta de médicos nos Hospitais Públicos.
Não se estranha tal preocupação porque duma realidade se trata, perspectivada que o era há já umas boas dezenas de anos.
O que é estranho é que tantos estudos já realizados, tantos grupos de trabalho e comissões já constituídas, tantos pareceres técnicos já emitidos sobre outros tantos temas ou assuntos referentes à saúde, ainda nenhum grupo de trabalho tenha sido constituído nem nenhum estudo tenha sido realizado por forma a que este ou qualquer outro Ministro da Saúde, à pergunta de quantos médicos faltam em Portugal, não continue repetidamente a responder “ser difícil de o dizer”.
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terça-feira, abril 15, 2008

ilusão ou realidade?


Transformação hospitais públicos em EPE melhorou eficiência
Os hospitais públicos que foram transformados em hospitais-empresa, no âmbito da reforma da saúde de 2002, viram a sua eficiência aumentar após essa alteração.DD


A realidade, perante estudos como este, mesmo quando se diz só terem sido avaliados critérios de eficiência técnica (sem terem em conta a qualidade dos serviços prestados), não passa duma ilusão porque não só a qualidade aqui é questionada...


"Os chefes de equipa das urgências do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, pediram a demissão, alegando falta de elementos para um funcionamento eficaz do serviço." JP
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