domingo, junho 22, 2008

assim vai ser...


“O Hospital da Luz, da Espírito Santo Saúde (ESS), tem pouco mais de um ano, mas já tem listas de espera para todas as consultas. A demora é irrelevante para alguns doentes, mas pode ultrapassar seis meses para os funcionários públicos. DN


Alguém duvidava que para os serviços de saúde privados, com acordos e convenções, continuarão sempre a existir clientes de “primeira” e de “segunda”?


Não!

Mas para Isabel Vaz o seu Hospital da Luz não discrimina doentes.

O que faz é definir quotas a nível global para cada cliente. E não será o Ministro das Finanças que o poderá impedir...


Afinal a Ministra da Saúde sempre teria uma ponta de razão ao manifestar na Assembleia da República (há um mês atrás) a sua discordância com a autorização dada pelo seu homologo das Finanças, para a ADSE poder comprar serviços de saúde ao Hospital da Luz, para a assistência médica aos funcionários públicos.



quarta-feira, junho 11, 2008

alívio pós-part(o)ida





Diário Económico:Quando saiu do Governo sentiu alívio ou vazio?
Correia de Campos:Alívio biológico, físico e mental enorme. Mas tive surpresas. Quando esperava que os ataques violentos continuassem, isso cessou passados poucos dias. As crianças continuam a nascer nas ambulâncias mas não vê notícias nos jornais.DE 06.06.08
.

Esclarecimento do Correio da Manhã:

"Os Bombeiros Voluntários da Murtosa e uma equipa médica do INEM do Hospital de Aveiro ajudaram ontem duas jovens mães a dar à luz. Um dos bebés nasceu mesmo dentro da ambulância, à porta da maternidade." CM 10.06.08


.


.


.

terça-feira, junho 10, 2008

10 de Junho

Cavaco Silva garantia estar par da situação, alegando não querer acrescentar qualquer outra reacção por estar a presidir ao “dia da raça”.Público

Portugal!
Quem és tu de novo?



... pela música e pelas palavras.

.

.

sexta-feira, junho 06, 2008

200 mil

foto retirada do Contramestre

«Não é a primeira vez que existe este tipo de manifestação e não será a última» Vieira da Silva
.
Será que a maioria absoluta dá imunidade para sempre?
.
.
.

quinta-feira, junho 05, 2008

não estraguem o que de bem se faz!


Algo vai mal nos Hospitais do Minho.
A esta mediocridade, não escapa também o recentemente criado Centro Hospitalar do Alto Ave, que bem pior poderia estar colocado no ranking dos hospitais do Norte, não fosse o tampão que representa ainda hoje (contra tudo e contra todos) a actividade cirúrgica produzida pela sua Unidade de Fafe, que resistentemente se continua a orgulhar dos seus insignificantes tempos de espera para cirurgia geral e ortopédica, consequência duma produtividade cirúrgica por cirurgião, invejável.

terça-feira, junho 03, 2008

listas de espera para cirurgia

Com e sem SIGIC
.
As projecções aqui graficamente desenhadas e apresentadas pela equipa de Pedro Gomes, não mais comprovam o que gráficos idênticos (aparentemente representativos da realidade actual) nos pretendem a todos mostrar o que de bem está a ser feito pela saúde dos nossos doentes cirúrgicos e simultaneamente enaltecer "o empenho das instituições e seus profissionais em melhor servir a população”. Ver aqui
.
Mas, talvez porque difícil poderá ser defender que profissionais do SNS e de instituições convencionadas possam auferir tão chorudos honorários, as contas deste programa (válido sem dúvida nos seus objectivos e aparentes resultados), ainda não foram publicamente apresentadas.
.
Para que se saiba (e porque nalgumas instituições a "metro" se vendem estes serviços de saúde, solicitados e não menos apetecíveis...) só um exemplo já por mim aqui apresentado em 2006 e que actual ainda se mantem:
.
.
Façam e apresentem as contas...

.
.

segunda-feira, junho 02, 2008

agradecimento




A todos.
Aos sempre presentes e a dois que foram, mas que sempre connosco estarão, o meu particular (e o nosso) obrigado...


A culpa é da vontade, que todos temos, em continuar a ser quem somos!!!


e que não se calem as nossas vozes

.

.

domingo, junho 01, 2008

chega!!!

Enquanto que...


Cerca de dez mil pessoas marcharam este domingo contra a fome em Lisboa, Porto, Coimbra e Angra do Heroísmo, um projecto promovido pelo Programa Alimentar das Nações Unidas e a empresa logística TNT, escreve a Lusa.
A iniciativa permitiu, assim, angariar cerca de 100.000 euros, o que representa educar e alimentar 3.703 crianças durante um ano.link
.
(...)


Cristiano Ronaldo poderá custar ao Real Madrid 140 milhões de euros. link

Os jogadores chegaram pouco antes das 15h00 ao Palácio de Belém e à espera do autocarro da selecção estava perto de um milhar de adeptos – número que foi aumentando à medida que a curiosidade atraía os que passeavam pelas imediações. link


Numa recepção pomposa, digna de um chefe de Estado, os “Viriatos” foram ao Palácio de Belém receber a “bênção” do Presidente da Republica Aníbal Cavaco Silva. link

.

.


sexta-feira, maio 30, 2008

quarta-feira, maio 28, 2008

propaganda mentirosa...




Notícias, levam-nas o vento.


Mas um esclarecimento impõe-se aos leitores do jornal Público já que, em pouco mais de meia dúzia de linhas de notícia, muitas mentiras são ditas.
Defeito do jornalista ou premeditação do informador?

Nada, do que foi inaugurado em Fafe, no dia 26 deste mês pelo Sr.Secretário de Estado da Saúde, veio alterar em termos de diversidade a capacidade assistencial desta Unidade de Fafe do Centro Hospitalar, no âmbito dos meios complementares de diagnóstico prestados pelos Serviços de Imagiologia e de Patologia Clínica.

Serviços que desde sempre existiram nesta Unidade.

E porque nada a mais, nem de diferente, se oferece aos doentes que destes exames necessitam, não se irá assim “poupar à população local algumas viagens para Guimarães”, porque, como até agora tem sucedido, a Guimarães os doentes continuarão a ter necessidade de se deslocar para a realização dos exames necessários, que não os de radiologia e ecografia convencionais que sempre em Fafe se fizeram.

E se com a radiologia é assim, com a fusão dos Serviços de Patologia Clínica de ambas as Unidades, para além de ter aumentado o tempo de espera para o fornecimento dos resultados analíticos de alguns exames complementares, assim também (ao contrário do que o jornalista afirma), o doente este sim, passou a ter que se deslocar, por meios próprios, a um qualquer posto de colheita dum qualquer laboratório privado (bem distante da cidade de Guimarães) para a realização de exames analíticos, quando antes tal não sucedia, já que competia ao Hospital de S.José de Fafe a colheita e o envio dessas amostras para esses mesmos laboratórios do exterior, para ulterior tratamento e análise das mesmas.


Mas como o nome de “Serviço de Urgência Básico” (SUB) oficialmente, com estas inaugurações, parece ter sido dado ao Serviço de Urgência de Fafe, que não se esqueça a ARS do Norte de fazer sentir ao CA do CHAA da necessidade de manter aberto 24 horas o laboratório de patologia clínica (que ainda permanece a funcionar só até às 00:00 ou 01:00 horas) porque assim, “completo”, não poderá ser considerado este SUB… e a “necessidade de transferir" doentes (que utentes são considerados) “para o centro hospitalar sedeado em Guimarães” não será uma realidade, como parece ser assim o desejo de quem estas informações ao Sr.jornalista terá dado.


.


.


.

segunda-feira, maio 26, 2008

melhoramentos em Fafe?



O anunciado, aconteceu. link

Altos dignitários do Estado e da Autarquia (Secretário de Estado da Saúde e Presidente da Câmara de Fafe) a que não faltaram também dignos dirigentes da ARS do Norte (Presidente e Vice-Presidente) marcaram presença em Fafe para Inaugurar, com “pompa e circunstância” , as obras de beneficiação de dois serviços (Patologia Clínica e Imagiologia) que provas já tinham dado, ao longo dos anos da sua existência, de bem servir o Hospital de S.José de Fafe e a sua população, agora Unidade do Centro Hospitalar do Alto Ave.

E era tanta gente que acompanhava esta comitiva “inauguracional “ que até dava a entender que a Unidade de Guimarães estaria em serviços mínimos, tantos eram os funcionários desta Unidade que a Fafe se deslocaram para em tal “festa” estarem presentes.

Para todos os forasteiros, os mais distraídos ou menos informados e para os que nunca ao Hospital de Fafe se deslocaram ou até à data desconheciam o que em termos assistenciais é a actividade deste Hospital, até passou bem a ideia de que a partir de hoje tudo irá ser bem diferente.
Diferente, para melhor, ficaram assim convencidos.

Assim de Fafe terão saído.
Não por terem ouvido do Sr.Director Clínico, mais do que do Sr.Presidente do CA, falar sobre o realizado no passado e sobre o que os vários serviços clínicos da Unidade têm realizado e se propõem vir a realizar, enquadrados que foram no CHAA desde 1 de Março de 2007, porque nada o Sr. Director Clínico disse.

Mas da mesma forma como entrou, terá saído o Sr.Presidente da Câmara de Fafe, quando do Sr.Secretário de Estado da Saúde terá ouvido declarações sobre o empenho que o MS continua a ter na construção dum novo Hospital em Fafe.

Terrenos já existem (valha-nos o Sr.Presidente da Câmara).
O plano funcional é de fácil e rápida elaboração (mostrem assim interesse o CA do CHAA e a ARS do Norte).
O financiamento? Esse é outro problema, difícil sim. Mas tudo se resolve…

Mas que se ficasse a saber que a política de Correia de Campos contra os pequenos Hospitais como é o de Fafe, é para manter. Condenados estão estes, quando se tentam equiparar aos grandes Hospitais como é o de Guimarães.

E que ninguém ouse contrapor (comparativamente com os serviços homólogos das duas Unidades) os índices de produtividade e de a rentabilidade assistencial em termos de gastos por doente tratado (avaliado o índice de Case Mix), a inexistência de listas de espera em cirurgia geral e ortopedia e de tempos de espera para uma primeira consulta de especialidade para a população abrangida, nem tão pouco os padrões de qualidade em termos de taxas de reinternamento, demora média, taxas de ocupação, infecções, relação profissional/doente e de humanização praticados, para não falar do grau de satisfação dos doentes (este de difícil quantificação).

É que tudo isto não faz qualquer inveja a nenhum Administrador Hospitalar, Presidente ou Vice-Presidente da ARS ou Secretário de Estado da Saúde...
.
Isto não interessa.
O que interessa é que o CHAA é o Hospital de Guimarães.

Tudo o mais é provincianismo, projectos caducos, inoperantes, condenados ao insucesso…
.
.
.

domingo, maio 25, 2008

"a better way" para o SNS?


Na defesa de Manuela Ferreira Leite link, retirei do Boticário esta opinião que bem gostaria (do mal o menos) que fosse a opinião de quem se propõe liderar uma importante força partidária e quem sabe (se os portugueses assim o entenderem), poder vir a ser Primeiro Ministro...
.
Pobre SNS para pobres

Não vi o debate da TVI em que Manuela Ferreira Leite terá defendido o fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e gratuito e pelo que li depois,
aqui por exemplo, não terá sido exactamente isso que ela afirmou.

Seja como for, embora sendo apoiante de Manuela Ferreira Leite, eu defendo um SNS financiado pelos impostos de todos os portugueses e ao serviço de todos os portugueses e acredito - com as políticas adequadas, com o estímulo da concorrência entre os prestadores - que é possível o seu financiamento sustentado num país como Portugal.

Defendo um SNS universal e gratuito porque um SNS apenas para os mais desfavorecidos, um SNS para pobres, será sempre um sistema de saúde fraco, um SNS pobre e porque a igualdade de acesso a cuidados de saúde de qualidade deve ser uma das, poucas, funções essenciais do Estado.
Claro que «a política da saúde vai ter muito dificuldade em ser financiada da forma como é» e que tal como está o «SNS gratuito ou tendencialmente gratuito para todos é um aspecto que provavelmente vai ter que ser revisto» porque «
é pesado, pouco ágil, desarticulado, gastador e relutante em acolher a inovação, presa fácil de interesses particulares». E é claro que - sobretudo durante o tempo em que Correia de Campos, o coveiro do SNS, governou - «aqueles que têm muitos recursos não usam esse mau serviço, pagam impostos para manter esse serviço e simultaneamente tornam a pagar o serviço porque vão aos serviços privado», abrindo espaço para que grandes - apenas grandes! - investimentos privados na saúde surjam como cogumelos e que os seguros de saúde sejam a regra e não a excepção.

Portanto, não adianta assobiar para o lado e fingir que tudo vai bem no reino da Dinamarca - porque todos sabemos muito bem que não vai! Há que fazer mudanças profundas, há que ter coragem e determinação para as fazer, mas não podemos simplesmente desistir e aceitar o fim do SNS como solução ideal para os problemas do SNS.
MSP

que SNS?


É isto que eles também querem?
.
Há que defender “aqueles que têm muitos recursos e não usam esse mau serviço (o Serviço Nacional de Saúde), que pagam impostos para manter esse serviço e simultaneamente tornam a pagar o serviço porque vão aos serviços privados” Manuela Ferreira Leite



... para tal, “bastará desligar da máquina o moribundo SNS, desviando-lhe os recursos humanos e deixando-o entregue a uma dúzia de utopistas dispostos a tratar indigentes” João Paulo Guerra.
.
.
.

sexta-feira, maio 23, 2008

regresso às origens?

ALTO COMISSARIADO PARA A SAÚDE


O fantasma ou o saudosismo de Correia de Campos?
.

23 de Maio de 2008:

P: O País tem assistido, nos últimos tempos, ao encerramento de maternidades, requalificação das urgências... Têm os portugueses razão, quando dizem que a Saúde se está a afastar dos utentes?

R: Essas alterações têm como objectivo melhorar a qualidade dos serviços prestados, o que nem sempre significa proximidade de cuidados a nível hospitalar. O que deve estar próximo de toda a população são os cuidados de saúde primários.
Maria do Céu Machado
.
.
.

quinta-feira, maio 22, 2008

inauguração com pompa e...


Notícia do Portal do CENTRO HOSPITALAR DO ALTO AVE ao qual se chega (decorrido mais de um ano após a sua constituição) através deste endereço: http://www.hguimaraes.min-saude.pt/


"Secretário de Estado da Saúde visita Unidade de Fafe

26 Maio próximo, pelas 10h00

O Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro, visitará a Unidade de Fafe do CHAA, no próximo dia 26 Maio pelas 10h00, para inaugurar as novas instalações de Imagiologia e do Laboratório de Análises Clínicas que reforçam o apoio ao Serviço de Urgência.
Ambos os Serviços foram alvo de obras que melhoraram significativamente a sua qualidade. Estas são duas unidades que apoiam de forma intensa o Serviço de Urgência daquela Unidade do Centro Hospitalar.
Como tal, prevê-se uma melhoria no tipo de atendimento aos doentes. Do projecto de remodelação constam obras e equipamentos que no total terão um investimento na ordem dos 800.000 Euros. O projecto estará totalmente implementado até meados de 2009."


O que o redactor desta notícia (do portal do CHAA e não do Hospital de Guimarães) deveria ter dito, por forma a que todos (assim como o recém-chegado Secretário de Estado da Saúde, Dr.Manuel Pizarro) sejam bem e completamente informados, é que o investimento que agora se vê concretizado e pronto para ser inaugurado com pompa e circunstância, resulta dum financiamento obtido pela candidatura ao Programa Operacional - Saúde XXI, apresentada, pelo então Hospital de S.José de Fafe, no ano de 2005, a qual foi reconhecida e aceite ainda muito antes da constituição do Centro Hospitalar.

Ao contrário do que é dado a entender (porque se oculta), esta “melhoria no tipo de atendimento aos doentes” (não só dos que ao SU recorrem mas também das centenas que anualmente são internados no Hospital) não foi alcançada com a integração do Hospital de S.José de Fafe no CHAA.

Foi-o, pela necessidade e pelo reconhecimento do trabalho que estava a ser desenvolvido pelos profissionais do Hospital de S.José de Fafe, ao longo de quase 20 anos ao serviço das populações de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto.

Foi-o pela dedicação e empenho que muitos tiveram pelo Hospital que viram nascer.

Foi-o pelo sentir, que os órgãos directivos e consultivos do Hospital de Fafe tinham, da necessidade duma contínua melhoria da actividade assistencial alicerçada no fomento duma valorização profissional indutora de motivação e dedicação à instituição.

Foi-o porque o Hospital de S.José de Fafe, MERECEU!!

Continue o CHAA a merecer tudo o que desde 1989 a pequena mas produtiva agora Unidade de Fafe, deu e tem ainda muito para dar.

.

.

.

quarta-feira, maio 21, 2008

teoria e prática



A teoria:

"É importante que possamos desenvolver os serviços do Serviço Nacional de Saúde para que eles possam reter os seus profissionais"
"Não temos nada contra o privado, temos é que desenvolver o público para que ele possa ser forte e competir com o privado"
Ana Jorge
.
A prática:

"As críticas não me surpreenderam, tenho sensibilidade para elas e procuro encontrar respostas, mas a verdade é que não se pode responder de um dia para o outro." Ana Jorge

3 meses e meio (em quase meia legislatura) ainda, de facto, não se pode considerar muito tempo…

Continuemos à espera...
.



.

segunda-feira, maio 19, 2008

verde


Verde
Depois de ter pago a correspondente taxa moderadora, foi assim que o PM foi triado no Serviço de Urgência Polivalente do Hospital de Santo António.
Não terá sido aconselhado a recorrer ao seu Médico de Família, porque se encontrava muito distante da USF onde está inscrito, mas terá esperado cerca de 6 horas para ser atendido por um médico indiferenciado que perante um síndrome gripal o medicou com um antibiótico (?).
Terá chegado, mesmo assim, bem a horas de participar num encontro partidário em Braga. em perfeita forma física, não fosse o antibiótico que lhe foi prescrito.
.
.
.

sábado, maio 17, 2008

os aplausos de Pedro Nunes





“Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema (oftalmologia), sem necessidade de recurso a países terceiros, desde que os serviços portugueses sejam devidamente financiados e organizados". Pedro Nunes

Se “Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema” e se os serviços do SNS existem e são financiados para produzirem, porque não aponta Pedro Nunes o dedo para a necessidade da organização desses mesmos serviços públicos (SNS) por forma a produzirem, em tempo laboral normal, um “mínimo exigível” comparável com o que é produzido, pelos mesmos profissionais médicos, quando em serviços de saúde privados?

Porque fala Pedro Nunes no “financiamento devido” dos serviços portugueses e aplaude este programa que financia remuneratoriamente só alguns, quando muitos outros profissionais, não só médicos oftalmologistas mas também outros colegas também médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos e até gestores, que de forma mais ou menos directa, mais ou menos indirecta, dão o seu contributo para que o doente, neste caso denominado de “cirúrgico”, seja tratado?

Porque aplaude Pedro Nunes, uma medida que penaliza os profissionais que cumprem no SNS o “mínimo exigido” e que protege e premeia quem, no mesmo SNS, “nada faz”, ou antes, tudo faz para perpetuar as listas de espera?

Porque Pedro Nunes bem sabe (e eu também) e publicamente o afirma, que medidas como esta (ditas de excepção, mas que tendem a perpetuar-se – ver PPA, PERLE, PECLEC e Produção Adicional-SIGIC), não vão resolver o problema.
.
.
Pois claro.
O pugnar pelo reforço do SNS e pela dignificação das Carreiras Médicas, fica para outro Bastonário.
Para Pedro Nunes não!
.
.
.

sexta-feira, maio 16, 2008

contradições




… e a ARS do Norte pensa no encerramento/fusão de serviços cirúrgicos que não são detentores de lista de espera… (Cirurgia e Ortopedia da Unidade de Fafe do CHAA) link link
.
.
.