
sábado, fevereiro 09, 2008
os incentivos, os Hospitais Públicos e as Carreiras Médicas

sexta-feira, fevereiro 08, 2008
surpresas da "sustentabilidade" do Serviço Nacional de Saúde

E mais "surpresas" poderiam aparecer, com a actual…
Política de encerramento de Serviços.
Política de Parcerias Público Privadas
Política do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).
Política de privatização de Serviços Hospitalares.
Política de fornecimento de serviços ("outsourcing”).
Política do Medicamento e Farmácias.
Política de fornecimento de equipamentos e consumíveis.
Política de contratação de Quadros de Gestão Intermédia.
Política de gestão de pessoal.
Etc., etc., etc..
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
o que parece não é...


quarta-feira, fevereiro 06, 2008
o mundo às avessas

Há vícios que custam a perder...
Odete João
Habilitações académicas:
Mestrado em Sistemas e tecnologias da Informação pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Licenciada em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, concluído em 29 de Junho de 1981
terça-feira, fevereiro 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Serviço de Urgência em "part time" em Fafe?

Como uma boa avestruz que se preza, enterra a ARS do Norte e o CA do CHAA, uma vez mais, a cabeça na areia.
Ameaçados com as palavras de José Sócrates, escondem às populações de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto um problema, e criam um ainda maior problema para elas, quando há muito tempo lhe deviam ter dado solução.
O que a ARS do Norte acorda com o CA do CHAA, como solução para o SU de Fafe, é “manter a mesma filosofia anterior, com Médicos Hospitalares e Médicos de Clínica Geral” (…) “até que a ARS do Norte tome a decisão final que contemple a transformação do SU desta Unidade de Fafe num verdadeiro SUB, conforme está estabelecido” desde Março de 2007…
O princípio estaria correcto, não significasse isto, que já a partir do dia 6 de Fevereiro, em dois dos cinco dias úteis da semana e nalguns dias de fim-de-semana, o SU da Unidade de Fafe irá manter a sua actividade sem Médico de Medicina Interna durante as 24 horas e nalguns dias só com um cirurgião ou com um ortopedista e dois clínicos gerais, situação que deverá merecer da Ordem dos Médicos uma posição clara na defesa dos médicos e dos doentes, baseada no estipulado no art.º 6º do seu Estatuto: a) Defender a ética, a deontologia e a qualificação profissional médicas, a fim de assegurar e fazer respeitar o direito dos utentes a uma medicina qualificada.
Mas para que não sejam responsabilizados os mentores de tal “decisão”, se algo anormal porventura ocorrer, nomeia o CA um Médico Hospitalar dos mais graduados (cirurgião ou ortopedista) para exercer as funções de Chefe de Equipa até às 0 horas, já com a certeza de que a partir desta hora (terminado o período de trabalho do cirurgião e/ou do ortopedista), sozinhos irão ficar dois Médicos de Clínica Geral a assegurar o atendimento dos doentes, agora sim, num Serviço de Urgência correctamente definido como Básico (até às 9 horas do dia seguinte) a quem, não se sabe, irá competir a responsabilidade de o “gerir”.
Será esta, outra das “anormalidades” desta “decisão”, ao definir, com esta metodologia, uma nova modalidade de Serviço de Urgência, nunca vista em parte alguma…
Um Serviço de Urgência em “part time”!!!
É que às 9 horas do dia seguinte,lá estará a funcionar, novamente, o Serviço de Urgência (não Básico) “até que esta ARS do Norte tome a decisão final que contemple a transformação do SU desta Unidade num verdadeiro SUB, conforme está estabelecido” há já 10 longos meses.
domingo, fevereiro 03, 2008
downside up
... e upside down
Será assim que vamos ficar até 2009?
Wont you please talk to me?
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sábado, fevereiro 02, 2008
contradições do ainda "nosso" SNS

A notícia parece ser de facto (porque a tal não estamos habituados) respeitante a uma qualquer clínica privada recentemente inaugurada, dedicada à saúde/negócio materno-infantil.
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Mas não é, como (e bem) alguém já o disse.
Refere-se ao novo/renovado Serviço de Obstetrícia do Hospital de S.João do Porto, EPE, que assim também não esquece, entre as centenas de grávidas que assistiu, as 15 que no ano passado queriam ter um parto natural.
15 grávidas que tiveram oportunidade de ter uma preparação prévia durante a gravidez no sentido de “aprender primeiro a lidar com a dor e a vê-la como auxiliar na altura de ter o bebé” e que, se fosse hoje, poderiam usufruir de tais técnicas para amenizar a dor durante o trabalho de parto e assim terem o seu “parto natural”.
15 grávidas que tiveram um parto natural, na altura, infelizmente sem todas as condições para o ter, só porque tudo o que de bom esta "nova/ancestral" concepção de preparação para o parto ainda não estava nem está contemplada nos planos do nosso sistema de saúde.
15 grávidas que ironicamente poderão ser equiparadas às mais de 15 grávidas que por variadas razões, embora ansiando por ter os seus filhos em segurança, num clássico ambiente hospitalar, se viram e ainda podem vir a ser forçadas a ter, como ajuda para o seu parto, não uma hidromassagem, um ambiente calmo, umas lindas fotografias nas paredes e muitos médicos e enfermeiros dedicados e solícitos, mas uma “trepido-massagem”, um ruído de motor a gasóleo, umas pequenas janelas duma pequeníssima cabine de aço e uns preocupados, dedicados mas impotentes bombeiros de uma qualquer ambulância, duma qualquer corporação do país, para de forma bem diferente, acabarem por virem a ter também um parto dito “natural”.
E ainda há quem diga que isto, do Hospital de S.João do Porto, foi e é obra de alguém que se preocupou com a saúde dos portugueses…
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
"a política de saúde mantém-se"
quinta-feira, janeiro 31, 2008
o Serviço de Urgência de Fafe

Mas, assim como “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”, também (não digo “nunca”), “difícil” será de endireitar muitas das coisas que foram “entortadas” pela política do exonerado Ministro da Saúde e sua equipa…
Refiro-me em particular ao Serviço de Urgência da Unidade de Fafe do Centro Hospitalar do Alto Ave, condenado a ser encerrado pela Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) em Janeiro de 2007 e posteriormente proposto para ser reconvertido em SUB através de um protocolo assinado com a autarquia de Fafe, em Março de 2007.
Até a sua inauguração como SUB, esteve já prevista para o dia 25 de Abril de 2007…!!!
Mas não terá havido coragem política para tal fazer.
Por um lado, pelo excelente trabalho que os profissionais de todos os sectores, desde 1990, oferecem aos doentes que recorrem a este Serviço de Urgência nas especialidades de Medicina Interna, Ortopedia e Cirurgia, e por outro, pela elevada afluência diária de doentes que actualmente se verifica (cerca de 140 atendimentos), malgrado os esforços entretanto desenvolvidos pela ARS do Norte para a sua redução, através de indicações dadas ao CA do CHAA para se proceder ao encaminhamento administrativo de doentes triados como “azuis”, para os CS e USF, e aos Directores dos CS de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto no sentido de referenciarem os doentes destes concelhos, directamente para o SU da Unidade de Guimarães), com a clara intenção de assim conseguirem o esvaziamento deste Serviço de Urgência, quiçá até, conseguido esse objectivo, assim dar razão à proposta da CTAPRU, do desnecessário que seria de em Fafe “existir” qualquer tipo de Serviço de Urgência.
E agora o que se passa?
Arrisca-se a ARS do Norte a ter que contrariar as palavras de José Sócrates proferidas aquando da tomada de posse da nova Ministra da Saúde: “Não encerraremos mais urgências antes de existirem alternativas.”
É que, se com um quadro médico de Medicina Interna extremamente reduzido (4), já grandes dificuldades existiam para assegurar a presença de um Internista durante 24 horas ao longo da semana (colmatando estas dificuldades com a contratação de médicos tarefeiros, externos ao Centro Hospitalar, alguns deles sem a competência técnico-profissional exigida), a partir do dia 1 de Fevereiro deste ano, com a dispensa de realização de Serviço de Urgência de dois Internistas do quadro (por razões de idade), a situação tornou-se agora insustentável ao ponto de a única solução parecer vir a ser a do encerramento do SU com as tês especialidades (Medicina, Ortopedia e Cirurgia) a nele prestarem serviço, e a sua transformação num SUB.
Não terá sido por falta de avisos atempados por parte dos Directores de Serviço da Unidade de Fafe, que o CA do CHAA e a ARS do Norte foram apanhados de surpresa, já que através de vários documentos e de reuniões havidas, desde Março de 2007, os avisavam para esta eventualidade.
E o que fez (e ainda faz), o Conselho de Administração do CHAA?
Nada…
Não fecha as portas a novas contratações, não!
Demarca-se o CA do CHAA da responsabilidade de assegurar a continuidade da prestação de cuidados de Urgência na “sua Unidade” da cidade de Fafe (que a ele competia, como Unidade do CH), fazendo com que a ARS do Norte, a partir de Outubro de 2007, tomasse nas suas mãos a resolução do problema do SU de Fafe, sem que até à data, nada de diferente esta tivesse proposto que não fosse o alheamento e a falta de atenção para com uma população de cerca de 120.000 habitantes que são encaminhados, desde 1990, para o SU de Fafe.
Surpresa terá sido para ARS do Norte a exoneração, nesta altura, do Ministro Correia de Campos, que a título de crítica da sua actuação motivaram as palavras do senhor Primeiro Ministro, de que não iriam ser encerrados mais Serviços de Urgência, sem que alternativas não tenham sido previamente asseguradas.
Mas quando este SU de Fafe corre o sério risco de a partir do dia 6 de Fevereiro encerrar por falta de Internistas, não só as alternativas aos 140 doentes que diariamente são observados no SU foram asseguradas, como também assegurado não está o apoio permanente e diário, desta especialidade médica imprescindível, aos mais de 100 doentes internados nos serviços de Medicina, Cirurgia e Ortopedia da Unidade de Fafe do CHAA.
E muito têm feito os profissionais médicos da Unidade para que isto não viesse a suceder…
E hoje, 31 de Janeiro, os profissionais da Unidade de Fafe, os doentes e a população que dela tem tido assistência, ainda aguardam, do CHAA e da ARS do Norte, o que esta política, deste governo dito socialista, estão a preparar para lhes “oferecer”.
Retrato triste dum SNS que a tantos orgulhou, mas que com a esperança de mudança, a muitos como eu, ainda continuará (estou certo) a orgulhar!
quarta-feira, janeiro 30, 2008
a força que nunca seca
Chico César e Maria Bethânia
De José Sócrates, já muito sei.
"Ninguém vai voltar atrás em nada. O que nós queremos é ter um novo método, mas cumprir os mesmos objectivos"
"Não encerraremos mais urgências antes de existirem alternativas."
De Ana Jorge, ainda vou saber.
"Vamos trabalhar em conjunto para dar mais segurança aos cidadãos e reforçar o Serviço Nacional de Saúde."
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terça-feira, janeiro 29, 2008
quase 34 anos depois...

Isto passou-se no dia 25 de Abril de 1974 pelas 8:30h.
E agora estamos no dia 29 de Janeiro de 2009.
Estranha associação esta, de lembranças minhas…
segunda-feira, janeiro 28, 2008
apelo às Câmaras de Fafe, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros
Se a Câmara de S.Pedro do Sul, de maioria PSD, decidiu agraciar Correia de Campos com tal distinção, por ter aceite a proposta da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) em contemplar esta cidade com um SUB, é altura de outras edilidades fazerem o mesmo, particularmente as que não tendo sido contempladas pela mesma CTAPRU, em Janeiro de 2007, com tais Serviços de Urgência , têm já assegurada a sua instalação, nestes casos sim, fruto de “elevada postura institucional” do Sr. Ministro Correia de Campos.
Sendo assim, apelo à região Norte, particularmente às Câmaras de Fafe, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros, para que tal "postura institucional", da mesma forma seja reconhecida condignamente.
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domingo, janeiro 27, 2008
Galiza aqui tão perto
Vive gente em Ourense. Ourense tem um Hospital com uma Unidade de Cuidados Intensivos e mais merdas.
Chaves não tem, Bragança e Mirandela não têm, Macedo de Cavaleiros e Moncorvo não têm, Régua e Lamego não possuem. Tem isso, apenas, essas merdas, Vila Real.
A Província de Trás-os-Montes e Alto Douro tem 2 distritos, Vila Real e Bragança. Trás-os-Montes e Alto Douro tem, portanto, cerca de 400.000 habitantes, mais ou menos. A Província de Ourense tem à volta de 345.000 habitantes. Pode comparar-se assim? Penso que assim se pode.
A província de Trás-os-Montes e Alto Douro tem uma área de 11.000 Km2, enquanto a de Ourense tem, por alto, 7.300 Km2. Pode comparar-se: as pobrezas comparam-se em todas as dimensões.
Em Trás-os-Montes e Alto Douro é como se sabe. Posso fazer um desenho um dia destes, mas por hoje passo. Vamos à Província de Ourense, à Galiza interior. Vamos?
Desses Centros de Saúde, 15 têm Serviços de Urgências permanentes. Falo de Ourense, de Verín, mas também de Viana de Bolo, Xinzo de Limia, O Carballiño, O Barco de Valdeorras, Bande, Ribadavia, são 15. Ribadavia tem 5500 habitantes, por exemplo.
Os Centros de Saúde que não têm urgência "drenam" (detesto esta palavra, mas, como disse, não me pagam para escrever - quanto mais para escrever bem), num critério que não é outro senão o da proximidade, para o Centro de Saúde - com urgência - mais próximo.
Os Centros de Saúde com Urgência permanente têm, em mais de 60% dos casos, além de clínicos gerais (habilitados a fazer suporte básico de vida, que é fundamental pelos motivos que se prendem com aquela parte de o coração bater e de a gente respirar), pediatras, e enfermeiras de Obstretrícia. Em 25% deles há dentistas - cá, nem nos hospitais. Há Fisioterapia, em cerca de 10% dos Centros.
Tem o Centro Hospitalar de Ourense, com tudo, mas tudo mesmo (mesmo as merdas que não há em Vila Real, sim, a Cirurgia Vascular, a Neurocirurgia, a Radioterapia, os Cuidados Intensivos Pediátricos, a Unidade de Transplantes, a Endocrinologia, a Reumatologia, a Geriatria, a Oncologia Médica e Cirúrgica, a Angiografia, a RMN, a TC helicoidal, o caralho. Tem mesmo tudo, galegos dum raio). E tem 505 médicos e 811 camas.
Vai até aqui: 80 camas, 42 médicos, Medicina Interna, Cirurgia, Anestesiologia, Reanimação, Dermatologia, Unidade de Dor, Fisioterapia, Otorrino, Oftalmologia, Urologia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Psiquiatria... por aí fora. A Régua, a cidade, tem 11.000 habitantes. E não tem quase nada.
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Repito: pode haver coisas boas nos lugares e haver, na mesma, estradas que nos transportem entre lugares.
Nota de rodapé: já agora, entre o Tronco (Chaves) e Vila Real, são 99 Km. Ou seja, 1h13m, segundo o Via Michelin. Mulheres que estais de "interessâncias", apertai bem a vulva no caminho.
sábado, janeiro 26, 2008
verdades do INEM
A ANTEPH, em comunicado enviado à Agência Lusa, pediu ao Governo que suspenda de "imediato" as actuais medidas e referiu que, situações como as que têm ocorrido no distrito de Vila Real, demonstram a "clara falta de apoios que o INEM e a Autoridade Nacional de Protecção Civil têm dado às corporações de bombeiros, uma vez que são do conhecimento de todos e nada foi feito para serem corrigidas".
Para a ANTEPH, a actual situação que se vive na emergência pré-hospitalar deve-se à "política de desintegração do socorro, utilizada pelo INEM, através da megalomania de ter uma rede de ambulâncias próprias, desapoiando as estruturas já existentes".
A ANTEPH concluiu que "não houve a preocupação de reforço dos meios nas áreas onde este eram deficitários, uma vez que foram colocadas em zonas onde o socorro na maioria dos casos já estava garantido pelas corporações de bombeiros, que já possuíam equipas profissionais durante 24 horas por dia, exemplo disso diz que é o caso de Anadia e Odemira.
A ANTEPH diz ainda não compreender "como já não se avançou para centrais integradas ao nível distrital, uma vez que estão mais próximas das populações e com maior capacidade de gestão de meios. Se existissem, os casos de Alijó e Favaios não tinham ocorrido".
A ANTEPH considera ser de lamentar que uma chamada de socorro, "que é confidencial, e que devia estar protegida, tenha vindo para os órgão de comunicação social" e diz que se tratou de uma "medida clara de desvalorizar o serviço efectuado pelos corpos de bombeiros, passando uma realidade que não é nacional e que cria insegurança onde não existe".
A ANTEPH responsabiliza o INEM por criar uma "falta sensação de segurança nas populações resultado da implementação de ambulâncias que são tripuladas por profissionais sem qualquer experiência em pré-hospitalar e com uma formação insuficiente para ocorrer as diversas situações" RTP
sexta-feira, janeiro 25, 2008
o autoritarismo implacável de ... (II)

o autoritarismo implacável de Correia de Campos
(…) Mas notícias, as mais diversas relacionadas com a saúde dos portugueses, que entretanto começaram a surgir nos jornais, na televisão e na rádio, vieram incomodar o cidadão (Mesquita Montes), que sempre viveu dedicado a este sector.
-- Ao anunciar também o encerramento do Serviço de Ortopedia do Hospital de Lamego, por mim criado em 1968;
-- Ao assinar o documento que estabelece o Centro Hospitalar do Porto, extinguindo o Hospital de Maria Pia como entidade autónoma. Foi a este hospital que dediquei 30 anos da minha actividade, como ortopedista infantil.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
omoletas sem ovos

É a preocupante realidade dum país no qual se teima, à pressa, aplicar conceitos e métodos teórica e cientificamente correctos, sem o conhecimento da sua realidade e sem a preocupação de assumir a verdade do provérbio popular de que “não se fazem omoletas sem ovos”…
E neste caso, os ovos são não só os CODU, os helicópteros, as VMER, as SIV, as ambulâncias dos Bombeiros, os profissionais do INEM e dos Bombeiros, as acessibilidades rodoviárias e de uma Rede de SU definida por círculos traçados no mapa, mas também uma população instruída em como informar e receber a informação, em como se comportar perante a doença ou o acidente, em como, com responsabilidade, saber utilizar bem os serviços públicos que lhe são oferecidos.
E isto demora tempo, quase uma geração, no pressuposto de que desde pequenos todos sejamos “ensinados” e motivados a respeitar os princípios da solidariedade e da responsabilidade individual e colectiva.
Há mesmo razão para se dizer:
quarta-feira, janeiro 23, 2008
unidose

Mas não restará mais que exigir a essas direcções técnicas o cumprimento rigoroso das normas de segurança e de higiene (haja vontade superior da sua definição) por forma a garantir ao consumidor a qualidade máxima que, no caso particular do medicamento (mais ainda do que em qualquer outro produto), lhe deve ser exigida.
E a ASAE, recentemente criada, que faça o resto que lhe compete…
terça-feira, janeiro 22, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
encerramento de serviços de saúde

“O ministro da Saúde, Correia de Campos, afirmou hoje que as piores situações de saúde no país localizam-se no litoral e à volta das grandes cidades e anunciou a construção dos novos hospital de Faro e de Sintra.”
domingo, janeiro 20, 2008
para memória futura

Confesso não ter ficado admirado com a sua reeleição nem tão pouco com o teor das respostas que, ao longo da entrevista, foi dando às perguntas do jornalista do Expresso.
Gostei de o ler, sim…
Porque gosta-se sempre de ouvir dizer a um qualquer presidente eleito duma Ordem profissional, ser sua intenção:
i. pugnar pela unidade da classe médica, ultrapassando a já não recente clivagem regionalista fomentada e aprofundada por Miguel Leão durante a recente campanha eleitoral.
ii. saber ouvir e entender as vozes contributivas com novas ideias respeitantes à política de saúde ou à organização e dignificação da classe médica bem como as que mais ou menos frontalmente se mostram discordantes com a sua opinião pessoal que não poderá ser entendida como a opinião maioritária dos médicos, quando esta é desconhecida.
iii. alargar a discussão e análise dos problemas que à classe médica dizem respeito e vigiar internamente pela aplicação das orientações definidas pela própria classe.
iv. exigir ser a OM “consultora” dos órgãos do poder político (sob o ponto de vista técnico/profissional e independente da côr político-partidária) e ao mesmo tempo ser o transmissor “denunciante” perante o Estado e um firme opositor de forma construtiva às políticas de Saúde pelos Governos definidas, quando interpretadas como inconsequentes ou desfasadas da realidade do país.
Mas na política (da saúde), como em tudo na vida, a teoria tem de ser confirmada pela prática.
E a prática dos últimos três anos, falou por ela.
sábado, janeiro 19, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
dificuldades na comunicação

quinta-feira, janeiro 17, 2008
demagogia...

quarta-feira, janeiro 16, 2008
diário íntimo de Correia de Campos

«Há pessoas muito estúpidas.
terça-feira, janeiro 15, 2008
a alternativa é possível...
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Movimento da Candidatura
Alternativa para a Ordem dos Médicos
Prof. Doutor Carlos da Silva Santos
a Bastonário da OM
Comunicado de Imprensa
Declaração
Esta campanha da segunda volta é a melhor prova
de que é mesmo necessária uma Alternativa
No momento em que está a aproximar-se do fim a campanha da segunda volta para a eleição do Bastonário da Ordem dos Médicos, cumpre ao Movimento da Alternativa para a OM afirmar publicamente o seguinte:
1. O nosso Movimento não se revê na forma como a campanha tem decorrido nem no modo de estar dos seus protagonistas
2. Os dois candidatos em presença estão a desacreditar a OM perante os jovens médicos que mais alheados se sentem hoje.
3. O estendal público de ataques pessoais, vazio de conteúdo sério e longe do nível do debate que devia ter sido continuado, desacredita os Médicos perante os cidadãos e a classe.
4. Esta situação é a melhor prova de que o Movimento da Alternativa para a Ordem dos Médicos é necessário aos Médicos e à sociedade portuguesa, pelo que é um imperativo que ele continue e se alargue.
5. Assim vai acontecer: o Movimento decide pela sua própria continuidade e aprofundamento, qualquer que seja o resultado das eleições e o que se lhes seguir.
Objectivos imediatos do Movimento
da Alternativa para a OM (MAOM)
Os passos imediatos que o MAOM vai dar passam pelos seguintes objectivos:
1. Reclamar e concretizar o direito de oposição e de pluralidade dentro da Ordem.
2. Promover debates e participar nos trabalhos de revisão do Estatuto.
3. Exigir o debate sobre o Código Deontológico e participar nos trabalhos de revisão.
4. Continuar a defender a renovação em progresso do SNS discutindo e divulgando propostas para o seu aprofundamento e sustentabilidade.
5. Organizar espaços de encontro e de reflexão regulares para mobilizar os médicos em torno dos problemas mais gravosos para a classe nomeadamente das carreiras médicas
6. Criar de imediato um núcleo de trabalho específico para mobilização e esclarecimento dos jovens médicos sobre a sua realidade profissional, a curto e médio prazo.
No dia 18 de Janeiro próximo, pelas 20.30, em Coimbra, em local a anunciar, o Movimento vai realizar um encontro convívio nacional de balanço da campanha e dos seus resultados.
11 de Janeiro de 2008
E para quem quiser estar presente, o Jantar / Reunião Nacional do Movimento Alternativa para a O.M., realiza-se pelas 20:30h do dia 18/01/2008 em Coimbra, no restaurante "Rui dos Leitões".
Contactos até, quarta-feira, 16/01/2008.
Carlos Silva Santos – 964440677
Marlicia Solas - 966056417
Eu vou tentar lá estar.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
Pedro Nunes/Miguel Leão (III)

Estamos a dois dias de saber quem será o novo presidente da Ordem dos Médicos para o próximo triénio.
Acompanha-nos expectativa, porventura alguma emoção?
Mas uma destas páginas reteve a minha atenção.
A que me foi enviada pela candidatura de Pedro Nunes com o título:
“Carta de João Semedo endereçada a Miguel Leão”
Não sei que motivação teve João Semedo, para redigir agora, nas vésperas da votação para a 2ªvolta da eleição para bastonário da OM, uma carta dirigida a Miguel Leão, particularmente quando nela refere que “por decisão própria resolvi não me empenhar nem apoiar nenhuma candidatura na 1ª volta”.
De acordo estou com João Semedo quando critica a atitude perfeitamente sectária, abusiva e de maus modos, demonstrada pelo Conselho Regional do Norte, quando, na tentativa de apoiar o candidato Miguel Leão o faz “como se a OM fosse um qualquer clube de futebol cuja SAD fosse a votos. O que o CRN fez é tão só e apenas terrorismo verbal, ao pior estilo dos autos de fé dos tribunais da Inquisição”.
Mas não chega a João Semedo, com a responsabilidade que lhe é reconhecida como deputado e principalmente como médico publicamente conhecido, dizer que, por esses motivos, “o melhor para a OM é a derrota de Miguel Leão”, declarando assim o seu apoio à candidatura de Pedro Nunes.
Exigir-se-ia que nesta carta, que “aberta” parece ser, João Semedo quebrasse o “silêncio” por forma a não gerar “equívocos” e mostrar uma “posição clara” (como ele diz) sobre ambos os candidatos, não se limitando a dizer não valer a pena, agora, estar a enumerar as várias razões que ditaram a sua opção em não apoiar nenhum deles durante a 1ª volta.
Deveria expor, isso sim, de forma “clara” e “inequívoca” a todos os colegas a quem esta carta chegou, também, o que de bem fez, no seu mandato anterior e se propõe fazer o candidato Pedro Nunes, pela classe médica e pelo SNS, que ele, João Semedo, defende, e que o obriga a publicamente agora nele depositar o seu voto de confiança e aconselhar os indecisos, da mesma forma em Pedro Nunes votar.

