domingo, maio 25, 2008

que SNS?


É isto que eles também querem?
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Há que defender “aqueles que têm muitos recursos e não usam esse mau serviço (o Serviço Nacional de Saúde), que pagam impostos para manter esse serviço e simultaneamente tornam a pagar o serviço porque vão aos serviços privados” Manuela Ferreira Leite



... para tal, “bastará desligar da máquina o moribundo SNS, desviando-lhe os recursos humanos e deixando-o entregue a uma dúzia de utopistas dispostos a tratar indigentes” João Paulo Guerra.
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sexta-feira, maio 23, 2008

regresso às origens?

ALTO COMISSARIADO PARA A SAÚDE


O fantasma ou o saudosismo de Correia de Campos?
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23 de Maio de 2008:

P: O País tem assistido, nos últimos tempos, ao encerramento de maternidades, requalificação das urgências... Têm os portugueses razão, quando dizem que a Saúde se está a afastar dos utentes?

R: Essas alterações têm como objectivo melhorar a qualidade dos serviços prestados, o que nem sempre significa proximidade de cuidados a nível hospitalar. O que deve estar próximo de toda a população são os cuidados de saúde primários.
Maria do Céu Machado
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quinta-feira, maio 22, 2008

inauguração com pompa e...


Notícia do Portal do CENTRO HOSPITALAR DO ALTO AVE ao qual se chega (decorrido mais de um ano após a sua constituição) através deste endereço: http://www.hguimaraes.min-saude.pt/


"Secretário de Estado da Saúde visita Unidade de Fafe

26 Maio próximo, pelas 10h00

O Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro, visitará a Unidade de Fafe do CHAA, no próximo dia 26 Maio pelas 10h00, para inaugurar as novas instalações de Imagiologia e do Laboratório de Análises Clínicas que reforçam o apoio ao Serviço de Urgência.
Ambos os Serviços foram alvo de obras que melhoraram significativamente a sua qualidade. Estas são duas unidades que apoiam de forma intensa o Serviço de Urgência daquela Unidade do Centro Hospitalar.
Como tal, prevê-se uma melhoria no tipo de atendimento aos doentes. Do projecto de remodelação constam obras e equipamentos que no total terão um investimento na ordem dos 800.000 Euros. O projecto estará totalmente implementado até meados de 2009."


O que o redactor desta notícia (do portal do CHAA e não do Hospital de Guimarães) deveria ter dito, por forma a que todos (assim como o recém-chegado Secretário de Estado da Saúde, Dr.Manuel Pizarro) sejam bem e completamente informados, é que o investimento que agora se vê concretizado e pronto para ser inaugurado com pompa e circunstância, resulta dum financiamento obtido pela candidatura ao Programa Operacional - Saúde XXI, apresentada, pelo então Hospital de S.José de Fafe, no ano de 2005, a qual foi reconhecida e aceite ainda muito antes da constituição do Centro Hospitalar.

Ao contrário do que é dado a entender (porque se oculta), esta “melhoria no tipo de atendimento aos doentes” (não só dos que ao SU recorrem mas também das centenas que anualmente são internados no Hospital) não foi alcançada com a integração do Hospital de S.José de Fafe no CHAA.

Foi-o, pela necessidade e pelo reconhecimento do trabalho que estava a ser desenvolvido pelos profissionais do Hospital de S.José de Fafe, ao longo de quase 20 anos ao serviço das populações de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto.

Foi-o pela dedicação e empenho que muitos tiveram pelo Hospital que viram nascer.

Foi-o pelo sentir, que os órgãos directivos e consultivos do Hospital de Fafe tinham, da necessidade duma contínua melhoria da actividade assistencial alicerçada no fomento duma valorização profissional indutora de motivação e dedicação à instituição.

Foi-o porque o Hospital de S.José de Fafe, MERECEU!!

Continue o CHAA a merecer tudo o que desde 1989 a pequena mas produtiva agora Unidade de Fafe, deu e tem ainda muito para dar.

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quarta-feira, maio 21, 2008

teoria e prática



A teoria:

"É importante que possamos desenvolver os serviços do Serviço Nacional de Saúde para que eles possam reter os seus profissionais"
"Não temos nada contra o privado, temos é que desenvolver o público para que ele possa ser forte e competir com o privado"
Ana Jorge
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A prática:

"As críticas não me surpreenderam, tenho sensibilidade para elas e procuro encontrar respostas, mas a verdade é que não se pode responder de um dia para o outro." Ana Jorge

3 meses e meio (em quase meia legislatura) ainda, de facto, não se pode considerar muito tempo…

Continuemos à espera...
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segunda-feira, maio 19, 2008

verde


Verde
Depois de ter pago a correspondente taxa moderadora, foi assim que o PM foi triado no Serviço de Urgência Polivalente do Hospital de Santo António.
Não terá sido aconselhado a recorrer ao seu Médico de Família, porque se encontrava muito distante da USF onde está inscrito, mas terá esperado cerca de 6 horas para ser atendido por um médico indiferenciado que perante um síndrome gripal o medicou com um antibiótico (?).
Terá chegado, mesmo assim, bem a horas de participar num encontro partidário em Braga. em perfeita forma física, não fosse o antibiótico que lhe foi prescrito.
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sábado, maio 17, 2008

os aplausos de Pedro Nunes





“Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema (oftalmologia), sem necessidade de recurso a países terceiros, desde que os serviços portugueses sejam devidamente financiados e organizados". Pedro Nunes

Se “Portugal tem capacidade instalada para resolver o problema” e se os serviços do SNS existem e são financiados para produzirem, porque não aponta Pedro Nunes o dedo para a necessidade da organização desses mesmos serviços públicos (SNS) por forma a produzirem, em tempo laboral normal, um “mínimo exigível” comparável com o que é produzido, pelos mesmos profissionais médicos, quando em serviços de saúde privados?

Porque fala Pedro Nunes no “financiamento devido” dos serviços portugueses e aplaude este programa que financia remuneratoriamente só alguns, quando muitos outros profissionais, não só médicos oftalmologistas mas também outros colegas também médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos e até gestores, que de forma mais ou menos directa, mais ou menos indirecta, dão o seu contributo para que o doente, neste caso denominado de “cirúrgico”, seja tratado?

Porque aplaude Pedro Nunes, uma medida que penaliza os profissionais que cumprem no SNS o “mínimo exigido” e que protege e premeia quem, no mesmo SNS, “nada faz”, ou antes, tudo faz para perpetuar as listas de espera?

Porque Pedro Nunes bem sabe (e eu também) e publicamente o afirma, que medidas como esta (ditas de excepção, mas que tendem a perpetuar-se – ver PPA, PERLE, PECLEC e Produção Adicional-SIGIC), não vão resolver o problema.
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Pois claro.
O pugnar pelo reforço do SNS e pela dignificação das Carreiras Médicas, fica para outro Bastonário.
Para Pedro Nunes não!
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sexta-feira, maio 16, 2008

contradições




… e a ARS do Norte pensa no encerramento/fusão de serviços cirúrgicos que não são detentores de lista de espera… (Cirurgia e Ortopedia da Unidade de Fafe do CHAA) link link
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segunda-feira, maio 12, 2008

12 de maio de 1820

Florence Nightingale, 1820 - 1910

"Compreendeu qual poderia ser o objectivo da sua vida. Ela acompanhava a mãe nas visitas aos aldeões doentes que serviam nas grandes propriedades da família. A penúria dos remédios, a falta de recursos para o tratamento e a impossibilidade de hospitais e meios de assistência aos pobres impressionava-a.
(...)

Ela considerava a estatística essencial para entender qualquer problema social e procurou introduzir o estudo da estatística na educação superior.Florence Nightìngale utilizava a análise dos dados e os gráficos como uma porta para o bom entendimento; fazia resumos numéricos e calculava taxas de mortalidade detalhadas.
Para ela, os dados não eram impessoais e abstractos, porque mostravam-lhe, e ajudavam-na a mostrar aos outros, como salvar vidas."link


a simbiose que se exige!

Hipócrates, 460 - 377 ac
"O que resta das suas obras testemunha a rejeição da superstição e das práticas mágicas da "saúde" primitiva, direcionando os conhecimentos em saúde no caminho científico. Hipócrates fundamentou a sua prática (e a sua forma de compreender o organismo humano, incluindo a personalidade) na teoria dos quatro humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) que, consoante as quantidades relativas presentes no corpo, levariam a estados de equilíbrio (eucrasia) ou de doença e dor (discrasia)." Wikipédia



sexta-feira, maio 09, 2008

a eficiência da democracia portuguesa


A Assembleia da República analisou ontem – 8 de Maio de 2008 – uma petição ali entregue em Janeiro de 2007, assinada por milhares de cidadãos fafenses, através da qual manifestaram a sua discordância com o proposto encerramento do Serviço de Urgência do Hospital de Fafe.

Claro que deste agendamento nada pôde ser retirado, já que 15 meses decorridos, com eles a oportunidade se passou e
porque efectivamente, também nada mudou:
O encerramento do Serviço de Urgência não veio a acontecer, nem tão pouco a proposta alternativa dum SUB se veio a concretizar.

Tudo como dantes continua.
Como dantes, não… Pior!!!

Pior, porque as ameaças que agora pairam sob a forma de intenções por parte da ARS do Norte, em desvirtuar o que foi e ainda é o Hospital de S.José de Fafe (hoje Unidade do Centro Hospitalar do Alto Ave), a consumarem-se, irão conduzir a uma perca bem mais penosa para as populações de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, do que a decorrente da "aparente esquecida" e “isolada vontade” de encerrar o Serviço de Urgência, por parte da mesma ARS do Norte.

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para o fim de semana

Alguém me aconselhou isto:

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quinta-feira, maio 08, 2008

a explicação...


Afinal os privilegiados não eram aqueles lá para o lado da Luz, nem o Ministro das Finanças tem a ver, o que quer que seja, com o assunto… link


"O que a senhora ministra [da Saúde] quis dizer é que seria escandaloso que também os serviços públicos não aderissem a essa convenção com a ADSE" José Sócrates
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quarta-feira, maio 07, 2008

as asas de Ana Jorge


Critério do número de partos não pode ser único para encerrar.link

Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde link

A ministra da Saúde anunciou, esta quarta-feira, que Constantino Sakellarides irá presidir ao conselho consultivo da missão dos cuidados primários. link

Ana Jorge surpreendeu a comissão de saúde ao admitir a sua discordância do ministro das Finanças que autorizou a ADSE a comprar serviços de saúde a um hospital privado (Hospital da Luz), em detrimento dos hospitais públicos. «Discordo», referiu a ministra. «É uma questão que devem colocar ao senhor ministro das Finanças que tomou essa decisão» link

Concordo, desde que às opiniões formuladas ou às medidas propostas pela Ministra da Saúde não apareçam “outros ministros” que lhes cortem as “asas” de que elas precisam para “voar”...
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terça-feira, maio 06, 2008

delapidação do SNS


Gostava de ter escrito isto... .

"o que se tem vindo a passar nalguns hospitais-empresa é que, em vez de manterem os bons profissionais, os mais experientes e sabedores, estimulando-os a fazer mais e melhor trabalho, parece antes fazerem um esforço (voluntário ou por inépcia) para os afastar, para os empurrar para fora do hospital, para a actividade privada, seja por reforma antecipada ou licença sem vencimento, seja simplesmente por desmotivação e desinteresse em relação a uma administração hospitalar que se mostra incapaz. Quando médicos muito diferenciados, líderes de opinião, que durante várias dezenas de anos trabalharam com afinco na instituição e contribuíram para a sua qualidade clínica, se vão embora dela muito antes do tempo, algo está mal. E será de inquirir o conselho de administração sobre o que se passou, e saber o quanto é ele próprio responsável por essas saídas - eis um factor de avaliação da sua actividade."
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... porque o que o Dr. Carlos Costa Almeida neste artigo descreve (a exemplo do que se passa numa grande maioria dos nossos Hospitais, agora quase todos EPE), é o retrato do que se passa no Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA).
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E no CHAA, já não só o sector médico, com estas políticas está a ser penalizado.
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Também com elas, os melhores entre os melhores enfermeiros vão respondendo a ofertas exteriores ao SNS com as quais, a motivação e a valorização profissional e económica aparentemente se mostram mais atrativas.
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Até quando?

Até que a Saúde deixe de ser considerado um "bem social" e passe preferencialmente a ser considerada um negócio verdadeiramente empresarial, que na procura dum lucro fácil irá submeter os "prestadores" (assalariados) e os "clientes" (doentes assim considerados) às leis do mercado, da oferta e da procura.
Nesta altura, a maioria destes, em particular os doentes, estarão a perder, enquanto que alguns (poucos) estarão, à custa deles, a enriquecer...
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domingo, maio 04, 2008

doença dos decisores políticos




Síndrome de Hubris e David Owen

“Hubris é uma expressão usada pelos gregos que define desinteresse pelos outros, excesso de confiança e orgulho desmedido.”
link

Já me tinha apercebido da existência destes “sintomas” em alguns dos nossos políticos.
… e como o Dr. David Owen aconselha, “há que manter uma vigilância constante” já que, segundo este neurologista britânico, estamos perante uma doença que ainda não tem cura.

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sábado, maio 03, 2008

carreiras médicas


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Se «pouco importa que o médico seja especialista ou chefe de serviço» link, então, porque não comprar Hospitais em supermercados? link

sexta-feira, maio 02, 2008

parabéns Rui !


Ao colega da Escola Primária, do Liceu e da Faculdade e ao Neurocirurgião link
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QUE NÃO DESISTE
QUE INSISTE
E QUE RESISTE...
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PARABÉNS!!!

quinta-feira, maio 01, 2008

1º de Maio

Chicago, 1 de Maio de 1886


Portugal, 25 de Abril de2008

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terça-feira, abril 29, 2008

mudança na saúde em Fafe?


De quem terá partido este “diferente” conceito, constante no Despacho n.º 11960/2008 do Gabinete da Senhora Ministra da Saúde, que aponta para uma exigência de um “planeamento de novas infra-estruturas de saúde onde as populações mais delas necessitam, capazes de prestar cuidados de saúde modernos, flexíveis e de modo adequado às carências existentes”?

Porque dum despacho ministerial se trata, parte da actual equipa do Ministério da Saúde, aparentando alicerçar com ele, uma orientação estratégica diferente da seguida pela equipa do anterior Ministro da Saúde, quando refere querer dar atenção às zonas do país mais carenciadas de cuidados Hospitalares.

Mas logo de seguida, o mesmo “redactor”, por certo o mesmo “pensador”, afirma que simultaneamente, deverá ser realizado um “estudo” para serem tomadas “decisões sobre a racionalização da rede já existente, nalguns casos com oferta excessiva ou prestando cuidados de forma desajustada às exigências modernas da gestão clínica, e da inovação médica e organizacional”.

Isto faz-me lembrar qualquer coisa…

E porque este Despacho à região Norte se refere e eu reconheço os actuais membros do CA da ARS do Norte como os mesmos que seguiram escrupulosamente as orientações políticas do anterior Ministro da Saúde e que tanta desestabilização criou ao nível das instituições hospitalares e dos cuidados de saúde primários, difícil será prognosticar qualquer mudança de estratégia…

Mas pelo menos uma mudança parece já estar a ser equacionada por esta ARS do Norte com a velada concordância de alguns membros do CA do Centro Hospitalar do Alto Ave e de interesses instalados de chefias da Unidade de Guimarães. A de transformar este ainda imberbe Centro Hospitalar, num Centro só com uma Unidade – a de Guimarães, relegando a Unidade de Fafe para um plano secundário e porque não até, paulatinamente, condená-la ao encerramento.

É que nem com a promessa (eleitoralista ou para calar vozes discordantes) de um projecto para a construção dum novo Hospital em Fafe, que tanto parece ter empenhado o Presidente da Autarquia, consegue esta ARS do Norte esconder os seus já velhos e persistentes desígnios, de alguns há muito conhecidos.

Em breve teremos mais notícias…

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