terça-feira, fevereiro 12, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
o CHAA e as "vagas carenciadas"
Sei também, porque a Unidade de Fafe deste Centro Hospitalar o sente também, que a abertura à contratação de profissionais médicos deficitários é feita tendo por base contratos com vencimentos substancialmente inferiores aos oferecidos pelos HH EPE vizinhos (Vale de Sousa, Barcelos e CH do Médio Ave) o que afasta decididamente qualquer candidato.
Sei que as listas de espera para primeiras consultas e cirurgias se avolumam e que a abertura de importantes “novas” valências, como as de “Dor pré-cordial”, AVC e de Cuidados Intermédios ficam em “standby”, porque os profissionais não chegam para as encomendas.
Sei que o processo de acreditação pela Joint Comission International, sucessiva e repetidamente, está a ser adiado na sua aprovação final também por falta de resposta a exigências no que à qualidade assistencial diz respeito (inexistência de visitas médicas aos fins de semana e feriados e de médicos residentes).
Sei que opta o CHAA por contratualizar serviços ao exterior no âmbito de MCDT, por falta de resposta atempada dos Serviços do seu Centro porque os profissionais médicos dizem não ter capacidade de resposta para o avolumar de pedidos.
E porque sei também que o CA do CHAA sabe de tudo isto, não posso entender qual a razão por que, das 100 vagas disponibilizadas para serem preenchidas (no âmbito daquilo a que se vulgarizou chamar de “vagas carenciadas” - ver aqui), não tenha sido o Centro Hospitalar do Alto Ave contemplado com nenhuma delas, em nenhuma das muitas especialidades de que este Centro tem carência comprovada.
Terá havido uma fundamentação correcta, por parte da ARS do Norte, ao propor à ACSS que contemplasse a sua região norte com este tipo de vagas para contratações de médicos (13 vagas “oferecidas” para a região Norte das 100 vagas Hospitalares nacionais disponibilizadas) ou terá havido esquecimento ou mesmo desinteresse, por parte do CA do CHAA, em solicitar de forma bem fundamentada a necessidade do seu Centro Hospitalar delas poder usufruir (só o seu vizinho Hospital de S.Marcos – futuro Hospital com SU Polivalente – arrecadou 7 das 13 vagas da região Norte)?
Bem gostaria eu de saber….
Mas isso, ainda eu não sei.
domingo, fevereiro 10, 2008
gato escondido?

“Alguns” que apoiaram esta candidatura e com o seu voto, contribuíram para a eleição dum Presidente da “nossa” Ordem, que oferece os “seus” médicos desta maneira, e ao mesmo tempo se propõe controlá-los, para revolucionariamente salvar este nosso SNS, que diz defender.
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sábado, fevereiro 09, 2008
os incentivos, os Hospitais Públicos e as Carreiras Médicas

sexta-feira, fevereiro 08, 2008
surpresas da "sustentabilidade" do Serviço Nacional de Saúde

E mais "surpresas" poderiam aparecer, com a actual…
Política de encerramento de Serviços.
Política de Parcerias Público Privadas
Política do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).
Política de privatização de Serviços Hospitalares.
Política de fornecimento de serviços ("outsourcing”).
Política do Medicamento e Farmácias.
Política de fornecimento de equipamentos e consumíveis.
Política de contratação de Quadros de Gestão Intermédia.
Política de gestão de pessoal.
Etc., etc., etc..
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
o que parece não é...


quarta-feira, fevereiro 06, 2008
o mundo às avessas

Há vícios que custam a perder...
Odete João
Habilitações académicas:
Mestrado em Sistemas e tecnologias da Informação pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Licenciada em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, concluído em 29 de Junho de 1981
terça-feira, fevereiro 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Serviço de Urgência em "part time" em Fafe?

Como uma boa avestruz que se preza, enterra a ARS do Norte e o CA do CHAA, uma vez mais, a cabeça na areia.
Ameaçados com as palavras de José Sócrates, escondem às populações de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto um problema, e criam um ainda maior problema para elas, quando há muito tempo lhe deviam ter dado solução.
O que a ARS do Norte acorda com o CA do CHAA, como solução para o SU de Fafe, é “manter a mesma filosofia anterior, com Médicos Hospitalares e Médicos de Clínica Geral” (…) “até que a ARS do Norte tome a decisão final que contemple a transformação do SU desta Unidade de Fafe num verdadeiro SUB, conforme está estabelecido” desde Março de 2007…
O princípio estaria correcto, não significasse isto, que já a partir do dia 6 de Fevereiro, em dois dos cinco dias úteis da semana e nalguns dias de fim-de-semana, o SU da Unidade de Fafe irá manter a sua actividade sem Médico de Medicina Interna durante as 24 horas e nalguns dias só com um cirurgião ou com um ortopedista e dois clínicos gerais, situação que deverá merecer da Ordem dos Médicos uma posição clara na defesa dos médicos e dos doentes, baseada no estipulado no art.º 6º do seu Estatuto: a) Defender a ética, a deontologia e a qualificação profissional médicas, a fim de assegurar e fazer respeitar o direito dos utentes a uma medicina qualificada.
Mas para que não sejam responsabilizados os mentores de tal “decisão”, se algo anormal porventura ocorrer, nomeia o CA um Médico Hospitalar dos mais graduados (cirurgião ou ortopedista) para exercer as funções de Chefe de Equipa até às 0 horas, já com a certeza de que a partir desta hora (terminado o período de trabalho do cirurgião e/ou do ortopedista), sozinhos irão ficar dois Médicos de Clínica Geral a assegurar o atendimento dos doentes, agora sim, num Serviço de Urgência correctamente definido como Básico (até às 9 horas do dia seguinte) a quem, não se sabe, irá competir a responsabilidade de o “gerir”.
Será esta, outra das “anormalidades” desta “decisão”, ao definir, com esta metodologia, uma nova modalidade de Serviço de Urgência, nunca vista em parte alguma…
Um Serviço de Urgência em “part time”!!!
É que às 9 horas do dia seguinte,lá estará a funcionar, novamente, o Serviço de Urgência (não Básico) “até que esta ARS do Norte tome a decisão final que contemple a transformação do SU desta Unidade num verdadeiro SUB, conforme está estabelecido” há já 10 longos meses.
domingo, fevereiro 03, 2008
downside up
... e upside down
Será assim que vamos ficar até 2009?
Wont you please talk to me?
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sábado, fevereiro 02, 2008
contradições do ainda "nosso" SNS

A notícia parece ser de facto (porque a tal não estamos habituados) respeitante a uma qualquer clínica privada recentemente inaugurada, dedicada à saúde/negócio materno-infantil.
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Mas não é, como (e bem) alguém já o disse.
Refere-se ao novo/renovado Serviço de Obstetrícia do Hospital de S.João do Porto, EPE, que assim também não esquece, entre as centenas de grávidas que assistiu, as 15 que no ano passado queriam ter um parto natural.
15 grávidas que tiveram oportunidade de ter uma preparação prévia durante a gravidez no sentido de “aprender primeiro a lidar com a dor e a vê-la como auxiliar na altura de ter o bebé” e que, se fosse hoje, poderiam usufruir de tais técnicas para amenizar a dor durante o trabalho de parto e assim terem o seu “parto natural”.
15 grávidas que tiveram um parto natural, na altura, infelizmente sem todas as condições para o ter, só porque tudo o que de bom esta "nova/ancestral" concepção de preparação para o parto ainda não estava nem está contemplada nos planos do nosso sistema de saúde.
15 grávidas que ironicamente poderão ser equiparadas às mais de 15 grávidas que por variadas razões, embora ansiando por ter os seus filhos em segurança, num clássico ambiente hospitalar, se viram e ainda podem vir a ser forçadas a ter, como ajuda para o seu parto, não uma hidromassagem, um ambiente calmo, umas lindas fotografias nas paredes e muitos médicos e enfermeiros dedicados e solícitos, mas uma “trepido-massagem”, um ruído de motor a gasóleo, umas pequenas janelas duma pequeníssima cabine de aço e uns preocupados, dedicados mas impotentes bombeiros de uma qualquer ambulância, duma qualquer corporação do país, para de forma bem diferente, acabarem por virem a ter também um parto dito “natural”.
E ainda há quem diga que isto, do Hospital de S.João do Porto, foi e é obra de alguém que se preocupou com a saúde dos portugueses…
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
"a política de saúde mantém-se"
quinta-feira, janeiro 31, 2008
o Serviço de Urgência de Fafe

Mas, assim como “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”, também (não digo “nunca”), “difícil” será de endireitar muitas das coisas que foram “entortadas” pela política do exonerado Ministro da Saúde e sua equipa…
Refiro-me em particular ao Serviço de Urgência da Unidade de Fafe do Centro Hospitalar do Alto Ave, condenado a ser encerrado pela Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) em Janeiro de 2007 e posteriormente proposto para ser reconvertido em SUB através de um protocolo assinado com a autarquia de Fafe, em Março de 2007.
Até a sua inauguração como SUB, esteve já prevista para o dia 25 de Abril de 2007…!!!
Mas não terá havido coragem política para tal fazer.
Por um lado, pelo excelente trabalho que os profissionais de todos os sectores, desde 1990, oferecem aos doentes que recorrem a este Serviço de Urgência nas especialidades de Medicina Interna, Ortopedia e Cirurgia, e por outro, pela elevada afluência diária de doentes que actualmente se verifica (cerca de 140 atendimentos), malgrado os esforços entretanto desenvolvidos pela ARS do Norte para a sua redução, através de indicações dadas ao CA do CHAA para se proceder ao encaminhamento administrativo de doentes triados como “azuis”, para os CS e USF, e aos Directores dos CS de Fafe, Cabeceiras e Celorico de Basto no sentido de referenciarem os doentes destes concelhos, directamente para o SU da Unidade de Guimarães), com a clara intenção de assim conseguirem o esvaziamento deste Serviço de Urgência, quiçá até, conseguido esse objectivo, assim dar razão à proposta da CTAPRU, do desnecessário que seria de em Fafe “existir” qualquer tipo de Serviço de Urgência.
E agora o que se passa?
Arrisca-se a ARS do Norte a ter que contrariar as palavras de José Sócrates proferidas aquando da tomada de posse da nova Ministra da Saúde: “Não encerraremos mais urgências antes de existirem alternativas.”
É que, se com um quadro médico de Medicina Interna extremamente reduzido (4), já grandes dificuldades existiam para assegurar a presença de um Internista durante 24 horas ao longo da semana (colmatando estas dificuldades com a contratação de médicos tarefeiros, externos ao Centro Hospitalar, alguns deles sem a competência técnico-profissional exigida), a partir do dia 1 de Fevereiro deste ano, com a dispensa de realização de Serviço de Urgência de dois Internistas do quadro (por razões de idade), a situação tornou-se agora insustentável ao ponto de a única solução parecer vir a ser a do encerramento do SU com as tês especialidades (Medicina, Ortopedia e Cirurgia) a nele prestarem serviço, e a sua transformação num SUB.
Não terá sido por falta de avisos atempados por parte dos Directores de Serviço da Unidade de Fafe, que o CA do CHAA e a ARS do Norte foram apanhados de surpresa, já que através de vários documentos e de reuniões havidas, desde Março de 2007, os avisavam para esta eventualidade.
E o que fez (e ainda faz), o Conselho de Administração do CHAA?
Nada…
Não fecha as portas a novas contratações, não!
Demarca-se o CA do CHAA da responsabilidade de assegurar a continuidade da prestação de cuidados de Urgência na “sua Unidade” da cidade de Fafe (que a ele competia, como Unidade do CH), fazendo com que a ARS do Norte, a partir de Outubro de 2007, tomasse nas suas mãos a resolução do problema do SU de Fafe, sem que até à data, nada de diferente esta tivesse proposto que não fosse o alheamento e a falta de atenção para com uma população de cerca de 120.000 habitantes que são encaminhados, desde 1990, para o SU de Fafe.
Surpresa terá sido para ARS do Norte a exoneração, nesta altura, do Ministro Correia de Campos, que a título de crítica da sua actuação motivaram as palavras do senhor Primeiro Ministro, de que não iriam ser encerrados mais Serviços de Urgência, sem que alternativas não tenham sido previamente asseguradas.
Mas quando este SU de Fafe corre o sério risco de a partir do dia 6 de Fevereiro encerrar por falta de Internistas, não só as alternativas aos 140 doentes que diariamente são observados no SU foram asseguradas, como também assegurado não está o apoio permanente e diário, desta especialidade médica imprescindível, aos mais de 100 doentes internados nos serviços de Medicina, Cirurgia e Ortopedia da Unidade de Fafe do CHAA.
E muito têm feito os profissionais médicos da Unidade para que isto não viesse a suceder…
E hoje, 31 de Janeiro, os profissionais da Unidade de Fafe, os doentes e a população que dela tem tido assistência, ainda aguardam, do CHAA e da ARS do Norte, o que esta política, deste governo dito socialista, estão a preparar para lhes “oferecer”.
Retrato triste dum SNS que a tantos orgulhou, mas que com a esperança de mudança, a muitos como eu, ainda continuará (estou certo) a orgulhar!
quarta-feira, janeiro 30, 2008
a força que nunca seca
Chico César e Maria Bethânia
De José Sócrates, já muito sei.
"Ninguém vai voltar atrás em nada. O que nós queremos é ter um novo método, mas cumprir os mesmos objectivos"
"Não encerraremos mais urgências antes de existirem alternativas."
De Ana Jorge, ainda vou saber.
"Vamos trabalhar em conjunto para dar mais segurança aos cidadãos e reforçar o Serviço Nacional de Saúde."
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terça-feira, janeiro 29, 2008
quase 34 anos depois...

Isto passou-se no dia 25 de Abril de 1974 pelas 8:30h.
E agora estamos no dia 29 de Janeiro de 2009.
Estranha associação esta, de lembranças minhas…
segunda-feira, janeiro 28, 2008
apelo às Câmaras de Fafe, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros
Se a Câmara de S.Pedro do Sul, de maioria PSD, decidiu agraciar Correia de Campos com tal distinção, por ter aceite a proposta da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) em contemplar esta cidade com um SUB, é altura de outras edilidades fazerem o mesmo, particularmente as que não tendo sido contempladas pela mesma CTAPRU, em Janeiro de 2007, com tais Serviços de Urgência , têm já assegurada a sua instalação, nestes casos sim, fruto de “elevada postura institucional” do Sr. Ministro Correia de Campos.
Sendo assim, apelo à região Norte, particularmente às Câmaras de Fafe, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros, para que tal "postura institucional", da mesma forma seja reconhecida condignamente.
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domingo, janeiro 27, 2008
Galiza aqui tão perto
Vive gente em Ourense. Ourense tem um Hospital com uma Unidade de Cuidados Intensivos e mais merdas.
Chaves não tem, Bragança e Mirandela não têm, Macedo de Cavaleiros e Moncorvo não têm, Régua e Lamego não possuem. Tem isso, apenas, essas merdas, Vila Real.
A Província de Trás-os-Montes e Alto Douro tem 2 distritos, Vila Real e Bragança. Trás-os-Montes e Alto Douro tem, portanto, cerca de 400.000 habitantes, mais ou menos. A Província de Ourense tem à volta de 345.000 habitantes. Pode comparar-se assim? Penso que assim se pode.
A província de Trás-os-Montes e Alto Douro tem uma área de 11.000 Km2, enquanto a de Ourense tem, por alto, 7.300 Km2. Pode comparar-se: as pobrezas comparam-se em todas as dimensões.
Em Trás-os-Montes e Alto Douro é como se sabe. Posso fazer um desenho um dia destes, mas por hoje passo. Vamos à Província de Ourense, à Galiza interior. Vamos?
Desses Centros de Saúde, 15 têm Serviços de Urgências permanentes. Falo de Ourense, de Verín, mas também de Viana de Bolo, Xinzo de Limia, O Carballiño, O Barco de Valdeorras, Bande, Ribadavia, são 15. Ribadavia tem 5500 habitantes, por exemplo.
Os Centros de Saúde que não têm urgência "drenam" (detesto esta palavra, mas, como disse, não me pagam para escrever - quanto mais para escrever bem), num critério que não é outro senão o da proximidade, para o Centro de Saúde - com urgência - mais próximo.
Os Centros de Saúde com Urgência permanente têm, em mais de 60% dos casos, além de clínicos gerais (habilitados a fazer suporte básico de vida, que é fundamental pelos motivos que se prendem com aquela parte de o coração bater e de a gente respirar), pediatras, e enfermeiras de Obstretrícia. Em 25% deles há dentistas - cá, nem nos hospitais. Há Fisioterapia, em cerca de 10% dos Centros.
Tem o Centro Hospitalar de Ourense, com tudo, mas tudo mesmo (mesmo as merdas que não há em Vila Real, sim, a Cirurgia Vascular, a Neurocirurgia, a Radioterapia, os Cuidados Intensivos Pediátricos, a Unidade de Transplantes, a Endocrinologia, a Reumatologia, a Geriatria, a Oncologia Médica e Cirúrgica, a Angiografia, a RMN, a TC helicoidal, o caralho. Tem mesmo tudo, galegos dum raio). E tem 505 médicos e 811 camas.
Vai até aqui: 80 camas, 42 médicos, Medicina Interna, Cirurgia, Anestesiologia, Reanimação, Dermatologia, Unidade de Dor, Fisioterapia, Otorrino, Oftalmologia, Urologia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Psiquiatria... por aí fora. A Régua, a cidade, tem 11.000 habitantes. E não tem quase nada.
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Repito: pode haver coisas boas nos lugares e haver, na mesma, estradas que nos transportem entre lugares.
Nota de rodapé: já agora, entre o Tronco (Chaves) e Vila Real, são 99 Km. Ou seja, 1h13m, segundo o Via Michelin. Mulheres que estais de "interessâncias", apertai bem a vulva no caminho.
sábado, janeiro 26, 2008
verdades do INEM
A ANTEPH, em comunicado enviado à Agência Lusa, pediu ao Governo que suspenda de "imediato" as actuais medidas e referiu que, situações como as que têm ocorrido no distrito de Vila Real, demonstram a "clara falta de apoios que o INEM e a Autoridade Nacional de Protecção Civil têm dado às corporações de bombeiros, uma vez que são do conhecimento de todos e nada foi feito para serem corrigidas".
Para a ANTEPH, a actual situação que se vive na emergência pré-hospitalar deve-se à "política de desintegração do socorro, utilizada pelo INEM, através da megalomania de ter uma rede de ambulâncias próprias, desapoiando as estruturas já existentes".
A ANTEPH concluiu que "não houve a preocupação de reforço dos meios nas áreas onde este eram deficitários, uma vez que foram colocadas em zonas onde o socorro na maioria dos casos já estava garantido pelas corporações de bombeiros, que já possuíam equipas profissionais durante 24 horas por dia, exemplo disso diz que é o caso de Anadia e Odemira.
A ANTEPH diz ainda não compreender "como já não se avançou para centrais integradas ao nível distrital, uma vez que estão mais próximas das populações e com maior capacidade de gestão de meios. Se existissem, os casos de Alijó e Favaios não tinham ocorrido".
A ANTEPH considera ser de lamentar que uma chamada de socorro, "que é confidencial, e que devia estar protegida, tenha vindo para os órgão de comunicação social" e diz que se tratou de uma "medida clara de desvalorizar o serviço efectuado pelos corpos de bombeiros, passando uma realidade que não é nacional e que cria insegurança onde não existe".
A ANTEPH responsabiliza o INEM por criar uma "falta sensação de segurança nas populações resultado da implementação de ambulâncias que são tripuladas por profissionais sem qualquer experiência em pré-hospitalar e com uma formação insuficiente para ocorrer as diversas situações" RTP
sexta-feira, janeiro 25, 2008
o autoritarismo implacável de ... (II)

o autoritarismo implacável de Correia de Campos
(…) Mas notícias, as mais diversas relacionadas com a saúde dos portugueses, que entretanto começaram a surgir nos jornais, na televisão e na rádio, vieram incomodar o cidadão (Mesquita Montes), que sempre viveu dedicado a este sector.
-- Ao anunciar também o encerramento do Serviço de Ortopedia do Hospital de Lamego, por mim criado em 1968;
-- Ao assinar o documento que estabelece o Centro Hospitalar do Porto, extinguindo o Hospital de Maria Pia como entidade autónoma. Foi a este hospital que dediquei 30 anos da minha actividade, como ortopedista infantil.

