quarta-feira, janeiro 23, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008



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A actual política de saúde, em especial o encerramento de serviços e o corte de despesas necessárias ao seu bom funcionamento, tem degradado o Serviço Nacional de Saúde: o acesso é mais difícil e a qualidade da assistência está ameaçada.

O SNS é a razão do progresso verificado nas últimas décadas na saúde dos portugueses.
Ao serviço de todos, tem sido um factor de igualdade e coesão social.

Os impostos dos portugueses garantem o orçamento do SNS e permitem que a sua assistência seja gratuita.

Não é legítimo nem justificado exigir mais pagamentos.

Os signatários, reclamam da Assembleia da República o debate e as decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito.

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Eu já assinei

Assina aqui
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segunda-feira, janeiro 21, 2008

encerramento de serviços de saúde




Agora percebo porque Correia de Campos, tantos serviços anda a encerrar pelo interior do país…


“O ministro da Saúde, Correia de Campos, afirmou hoje que as piores situações de saúde no país localizam-se no litoral e à volta das grandes cidades e anunciou a construção dos novos hospital de Faro e de Sintra.”
DD
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domingo, janeiro 20, 2008

para memória futura





Li com atenção a entrevista dada por Pedro Nunes, logo após a sua reeleição como Bastonário da Ordem dos Médicos, publicada pelo jornal Expresso.

Confesso não ter ficado admirado com a sua reeleição nem tão pouco com o teor das respostas que, ao longo da entrevista, foi dando às perguntas do jornalista do Expresso.


Gostei de o ler, sim…
Porque gosta-se sempre de ouvir dizer a um qualquer presidente eleito duma Ordem profissional, ser sua intenção:

i. pugnar pela unidade da classe médica, ultrapassando a já não recente clivagem regionalista fomentada e aprofundada por Miguel Leão durante a recente campanha eleitoral.
ii. saber ouvir e entender as vozes contributivas com novas ideias respeitantes à política de saúde ou à organização e dignificação da classe médica bem como as que mais ou menos frontalmente se mostram discordantes com a sua opinião pessoal que não poderá ser entendida como a opinião maioritária dos médicos, quando esta é desconhecida.
iii. alargar a discussão e análise dos problemas que à classe médica dizem respeito e vigiar internamente pela aplicação das orientações definidas pela própria classe.
iv. exigir ser a OM “consultora” dos órgãos do poder político (sob o ponto de vista técnico/profissional e independente da côr político-partidária) e ao mesmo tempo ser o transmissor “denunciante” perante o Estado e um firme opositor de forma construtiva às políticas de Saúde pelos Governos definidas, quando interpretadas como inconsequentes ou desfasadas da realidade do país.

Mas na política (da saúde), como em tudo na vida, a teoria tem de ser confirmada pela prática.

E a prática dos últimos três anos, falou por ela.

Que a história saiba julgar a memória destas palavras:

Expresso:
Até 2010, carreiras médicas. Há mais objectivos a conquistar?

Pedro Nunes:
Eu não vejo a vida numa lógica de conquistas. Penso que é imprescindível, e as carreiras médicas integram-se nisso, a luta pela defesa do Serviço Nacional Saúde. Há um adquirido social em Portugal que é o de todos os portugueses poderem fazer a sua vida sem estarem preocupados com o que lhes acontece se ficarem doentes. É isto que permite que os portugueses não tenham que pôr dinheiro debaixo do colchão para se um dia tiverem uma doença. É um direito social que não pode ser posto em causa. É uma obrigação da OM em que eu não transigirei em caso algum." Pedro Nunes
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sábado, janeiro 19, 2008

sexta-feira, janeiro 18, 2008

dificuldades na comunicação


"ó sr jornalista, se as suas avózinhas ainda não tivessem morrido, estavam vivas" Correia de Campos - RTP1
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quinta-feira, janeiro 17, 2008

demagogia...


Vale a pena alertar, sim....
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"Eu faço um alerta bem visível a todos os promotores privados. Não podem estar convencidos de que, só porque são privados, vão abrir unidades que não tenham os mínimos requisitos de qualidade e segurança que nós oferecemos hoje no sector público" Correia de Campos
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Mas quais são estes requisitos mínimos de qualidade e segurança?
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Explique-se melhor, senhor Ministro da Saúde!
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... e claramente, diga o que disse, particularmente quanto ao número de partos exigíveis por ano, para que uma Maternidade pública (como a do Hospital de Chaves, recentemente encerrada) tenha razão para ter actividade com qualidade e segurança...
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Mas por favor...
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Sr. Ministro, deixe lá que os privados portugueses possam assistir as parturientes no seu país, bem mais perto das suas terras, dos seus familiares, com uma melhor qualidade, estou certo, mas bem mais onerosa, que a que lhe é oferecida com a deslocação pela A24 a muitos quilómetros de distância de Vila Real ou de uma qualquer clínica privada galega. qualquer outra clínica privada em terras

... mas depois não diga que:

"Pertenço a um partido socialista, que tem inscrito no seu código genético o SNS".
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quarta-feira, janeiro 16, 2008

diário íntimo de Correia de Campos



Excertos do diário íntimo de Correia de Campos
José Vítor Malheiros no PÚBLICO:


«Há pessoas muito estúpidas.

Há pessoas tão estúpidas que nem sequer percebem que, quando se fecha o serviço de urgência do hospital da sua terra, isso é para o seu bem.

Há pessoas tão estúpidas que nem sequer percebem que muitos dos serviços de urgência que se fecham nem sequer são verdadeiros serviços de urgência e que o facto de estar lá um médico que os ouve, os examina, os atende e os trata é secundário quando se compara isso com a racionalidade da rede de urgência nacional e pode até ser mais prejudicial do que benéfico.

Mais: há pessoas tão estúpidas que são capazes de confundir "emergência médica" com "urgência médica" ou mesmo com um simples caso agudo. Apesar de isto até já ter sido explicado na televisão!

Mas não é tudo: há pessoas que são tão, tão estúpidas que levam a sua estupidez ao ponto de levar uma criança a uma urgência hospitalar durante a noite e lá passar cinco horas com a criança embrulhada numa manta nos joelhos só porque têm medo de que se trate de uma coisa grave que exija uma rápida intervenção médica, quando qualquer médico percebe que não é nada grave e que tudo o que é necessário é baixar a febre e fazer inalações de vapor. É gentalha como esta que entope o sistema.

E há mais: há pessoas tão supinamente estúpidas que nem percebem a diferença entre Serviços de Urgência Básica, Serviços de Urgência Polivalente e Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica (como se eu já não tivesse explicado o que significam estes conceitos) e que dizem que tudo o que querem é poder ter acesso rápido a cuidados médicos em caso de necessidade. Uma tristeza.

Há pessoas tão estúpidas que acham que quando lhes dizemos que a intervenção precoce é fundamental em casos de AVC ou ataque cardíaco ou coisa semelhante acham que isso quer dizer que devem ter acesso a cuidados médicos ali ao pé de casa e não percebem que uma hora ou duas a mais ou menos (ou três ou quatro) no fundo não tem importância nenhuma.

Há pessoas tão estúpidas (e tão egoístas) que não percebem que na política de saúde se trata antes de mais de estatísticas e que a importância do seu caso pessoal empalidece ao pé de mil outros.
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Mas isto ainda não é tudo: há pessoas que são tão estúpidas que nem percebem que não tem a mínima importância terem de se deslocar umas dezenas de quilómetros até ao SUB ou SUP ou SUMC, conforme o caso, porque podem apanhar um táxi ou uma ambulância ou mesmo um helicóptero. Algumas destas pessoas são tão indiferentes às prioridades da organização da rede de urgência que levam o seu egoísmo ao ponto de se queixarem da despesa e do incómodo que essas deslocações lhes causam. O que são 200 ou 300 euros quando é a saúde que está em causa?
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Outras pessoas levam a estupidez ao ponto de se queixarem de passar horas à espera nas urgências, sem perceber que isso significa que devem estar num hospital central com todas as valências, o que só por si lhes devia agradar.

Outras pessoas são tão estúpidas que se queixam de que houve serviços que foram fechados antes de terem sido abertos os serviços alternativos. Há até quem se queixe por haver 650.000 pessoas sem médico de família.

E até há pessoas tão estúpidas (algumas delas altamente colocadas) que acham que os portugueses têm razões para se perguntarem para onde vai o país em matéria de cuidados de saúde e que consideram que a reforma não foi suficientemente explicada.

Há outras pessoas que são tão estúpidas (incluindo pessoas que fazem parte de comissões técnicas que até deviam perceber destas coisas) que acham que as intervenções na rede de urgências começaram a ser feitas antes de se ter pensado no quadro global e que se está a pôr o carro à frente dos bois e a tomar decisões avulsas conforme as pressões locais.

Há tantas pessoas tão estúpidas que acho que a única solução é mesmo dissolver o povo. Ia reduzir o acesso às urgências.»


(retirado do Boticário)

terça-feira, janeiro 15, 2008

a alternativa é possível...



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Movimento da Candidatura
Alternativa para a Ordem dos Médicos
Prof. Doutor Carlos da Silva Santos

a Bastonário da OM

Comunicado de Imprensa

Declaração

Esta campanha da segunda volta é a melhor prova
de que é mesmo necessária uma Alternativa


No momento em que está a aproximar-se do fim a campanha da segunda volta para a eleição do Bastonário da Ordem dos Médicos, cumpre ao Movimento da Alternativa para a OM afirmar publicamente o seguinte:
1. O nosso Movimento não se revê na forma como a campanha tem decorrido nem no modo de estar dos seus protagonistas
2. Os dois candidatos em presença estão a desacreditar a OM perante os jovens médicos que mais alheados se sentem hoje.
3. O estendal público de ataques pessoais, vazio de conteúdo sério e longe do nível do debate que devia ter sido continuado, desacredita os Médicos perante os cidadãos e a classe.
4. Esta situação é a melhor prova de que o Movimento da Alternativa para a Ordem dos Médicos é necessário aos Médicos e à sociedade portuguesa, pelo que é um imperativo que ele continue e se alargue.
5. Assim vai acontecer: o Movimento decide pela sua própria continuidade e aprofundamento, qualquer que seja o resultado das eleições e o que se lhes seguir.

Objectivos imediatos do Movimento
da Alternativa para a OM (MAOM)

Os passos imediatos que o MAOM vai dar passam pelos seguintes objectivos:
1. Reclamar e concretizar o direito de oposição e de pluralidade dentro da Ordem.
2. Promover debates e participar nos trabalhos de revisão do Estatuto.
3. Exigir o debate sobre o Código Deontológico e participar nos trabalhos de revisão.
4. Continuar a defender a renovação em progresso do SNS discutindo e divulgando propostas para o seu aprofundamento e sustentabilidade.
5. Organizar espaços de encontro e de reflexão regulares para mobilizar os médicos em torno dos problemas mais gravosos para a classe nomeadamente das carreiras médicas
6. Criar de imediato um núcleo de trabalho específico para mobilização e esclarecimento dos jovens médicos sobre a sua realidade profissional, a curto e médio prazo.

No dia 18 de Janeiro próximo, pelas 20.30, em Coimbra, em local a anunciar, o Movimento vai realizar um encontro convívio nacional de balanço da campanha e dos seus resultados.

11 de Janeiro de 2008




E para quem quiser estar presente, o Jantar / Reunião Nacional do Movimento Alternativa para a O.M., realiza-se pelas 20:30h do dia 18/01/2008 em Coimbra, no restaurante "Rui dos Leitões".


Contactos até, quarta-feira, 16/01/2008.
Carlos Silva Santos – 964440677

Marlicia Solas - 966056417



Eu vou tentar lá estar.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Pedro Nunes/Miguel Leão (III)



Eu já enviei o meu voto por correio e penso ter demonstrado, da maneira como o fiz, a minha consternação, que aqui, neste texto publicado no TM online, tão bem é retratada…


"Consternação "
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Estamos a dois dias de saber quem será o novo presidente da Ordem dos Médicos para o próximo triénio.
Acompanha-nos expectativa, porventura alguma emoção?
Infelizmente, aproximamo-nos consternados da contagem dos votos, que desejamos sejam em elevado número, porque é importante saudar a possibilidade de escolher, escolhendo — embora o essencial esteja decidido.
De facto, as recentes alterações ao formato das eleições na OM deixam para a segunda volta «apenas» a escolha do bastonário da instituição; na primeira, foi eleito o governo da Ordem, que tem 10 membros. Falta, pois, encontrar o décimo, o presidente do CNE, um entre os demais, embora primus inter pares, porque representa todos os médicos.
Segue-se que agora optaremos por personalidades, maneiras de ser, carácteres, já que o programa de governação está aprovado desde o passado dia 12.
Nestas circunstâncias, restava aos protagonistas apresentarem-se como cidadãos de pensamento elaborado e discurso polido, ou caírem na tentação da pequena, porque baixa, política; infelizmente, a forma como tem decorrido a campanha mostra que cederam à facilidade do ataque pessoal, não raro indecoroso, e lesivo da imagem que a Ordem dos Médicos deve preservar na opinião pública, que não é seguramente a da querela gratuita ou a de uma instituição onde o engalfinhamento sobreleva o debate elevado.
Desejamos que aquilo que agora nos entristece termine logo após a contagem dos votos e não se prolongue por impugnações e outros expedientes que só agravarão a deslustrada ideia, fomentada entre os portugueses atentos, de uma Ordem profissional decerto maioritariamente constituída por pessoas dignas, a quem compete assegurar a qualidade de um dos mais importantes direitos, o direito à saúde.
Que os resultados do escrutínio sejam aceites democraticamente é o que se exige aos candidatos. Nenhum deles se dignificou nesta contenda que deveria ser um período de esclarecimento, e que deixou entre os que os não conhecem a ideia, errada, de que são indivíduos com pouco a oferecer e de questionável formação.
«TM»

TM 1.º CADERNO de 2008.01.140812741C22108JPO02A

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A minha consternação permanece, mesmo a dois dias das eleições, quando recebo na minha caixa de correio vários envelopes, de ambas candidaturas e de órgãos oficiais da OM, com cerca de 20 folhas de textos, cujos conteúdos, lidas as palavras iniciais dos seus muitos parágrafos, me fizeram quase que de imediato colocá-las directamente (desculpem) no cesto dos papéis.


Mas uma destas páginas reteve a minha atenção.


A que me foi enviada pela candidatura de Pedro Nunes com o título:


“Carta de João Semedo endereçada a Miguel Leão”


Não sei que motivação teve João Semedo, para redigir agora, nas vésperas da votação para a 2ªvolta da eleição para bastonário da OM, uma carta dirigida a Miguel Leão, particularmente quando nela refere que “por decisão própria resolvi não me empenhar nem apoiar nenhuma candidatura na 1ª volta”.


De acordo estou com João Semedo quando critica a atitude perfeitamente sectária, abusiva e de maus modos, demonstrada pelo Conselho Regional do Norte, quando, na tentativa de apoiar o candidato Miguel Leão o faz “como se a OM fosse um qualquer clube de futebol cuja SAD fosse a votos. O que o CRN fez é tão só e apenas terrorismo verbal, ao pior estilo dos autos de fé dos tribunais da Inquisição”.


Mas não chega a João Semedo, com a responsabilidade que lhe é reconhecida como deputado e principalmente como médico publicamente conhecido, dizer que, por esses motivos, “o melhor para a OM é a derrota de Miguel Leão”, declarando assim o seu apoio à candidatura de Pedro Nunes.


Exigir-se-ia que nesta carta, que “aberta” parece ser, João Semedo quebrasse o “silêncio” por forma a não gerar “equívocos” e mostrar uma “posição clara” (como ele diz) sobre ambos os candidatos, não se limitando a dizer não valer a pena, agora, estar a enumerar as várias razões que ditaram a sua opção em não apoiar nenhum deles durante a 1ª volta.


Deveria expor, isso sim, de forma “clara” e “inequívoca” a todos os colegas a quem esta carta chegou, também, o que de bem fez, no seu mandato anterior e se propõe fazer o candidato Pedro Nunes, pela classe médica e pelo SNS, que ele, João Semedo, defende, e que o obriga a publicamente agora nele depositar o seu voto de confiança e aconselhar os indecisos, da mesma forma em Pedro Nunes votar.

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sábado, janeiro 12, 2008

pensar "só" no perigo de vida


JP - A vossa proposta não contemplou o problema das situações agudas...
J. M. A. - Tivemos o cuidado de aferir o conceito que resolve isto: o da consulta aberta. Acordámos isto com a Unidade de Missão dos Cuidados de Saúde Primários. Do ponto de vista do cidadão, urgência é ter que ir ao médico depressa. Mas a rede de urgências foi pensada para os que estão em perigo de vida.
José Manuel Almeida em entrevista publicada no JP de 12-01.2007

Efectivamente, a verdade é dita nesta resposta:
Realço: “a rede de urgências foi pensada para os que estão em perigo de vida”.

Esta resposta de JMA já por demais repetida, realça uma vez mais a verdade dos fundamentos que presidiram à elaboração desta rede de urgências. A necessidade dos “doentes que estão em perigo de vida”, serem socorridos em tempo útil nos SUB, nos SUMC e nos SUP após uma correcta referenciação pelo CODU e um atempado atendimento de proximidade com VMERs ou SIVs.

E os outros?

... os que com uma luxação do ombro, com uma suspeita de fractura do punho ou com um derrame articular de grande volume; com uma simples dor abdominal ou com uma ferida extensa na coxa; com uma aparente e inofensiva dor torácica ou com uma temporária alteração do ritmo cardíaco, uma tosse com expectoração hemoptoica ou uma ascite de grande volume?
… os que não estando em perigo de vida sofrem e necessitam, não tanto como os outros, é certo, de um atempado diagnóstico e tratamento das suas doenças agudas, a serem realizados por profissionais com a diferenciação necessária que não de MGF, apontados que estão estes, para actuarem no âmbito dos CSP em consultas abertas.


Para estes doentes, deverão os membros da CTAPRU e o Ministro da Saúde, retirar os perto de 40 SUBs, espalhados de norte a sul, como locais de atendimento.
Isto porque nestes serviços irão estar profissionais médicos indiferenciados (com a não prometida mas esperada formação em suporte avançado de vida), que sem preparação para tratar as patologias agudas destes doentes, se verão na obrigação de os encaminhar, depois de devidamente estabilizados e documentados em termos analíticos, radiológicos ou electrocardiográficos, para os 27 SUMCs e 14 SUPs distribuídos pelo país.


... e aí depois, engrossarão a lista dos verdes, amarelos e laranjas à espera de serem tratados.

É que o tempo do "saudoso" Dr.João Semana já lá vai.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Pedro Nunes ou Miguel Leão? (II)

O Dr. Jaime Teixeira Mendes (candidato nas eleições de 2007 a presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos; chefe de serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Santa Maria - Lisboa), neste artigo publicado pelo TM, dá a resposta, também por mim já há muito assumida, de em quem não votar:

"O movimento «Alternativa para a Ordem dos Médicos» distancia-se dos dois candidatos à presidência da Ordem e repudia a forma de baixo nível como tem decorrido a campanha."
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Eleições à porta...
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Os médicos habituaram-se, durante anos, a ter como bastonários colegas no topo da carreira, muitas vezes já jubilados e sempre possuidores de substrato científico de nível nacional ou mesmo internacional.

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Infelizmente, nos últimos 10 a 15 anos, este cargo tem sido exercido por médicos/funcionários do «campus medicus» da Gago Coutinho (já lá vão três vivendas), sem provas dadas no campo profissional e muito menos académico.Vários artigos escritos e intervenções em debates públicos (infelizmente muito pouco divulgados) do candidato prof. doutor Silva Santos e de outros membros da lista «Alternativa para a Ordem dos Médicos» já alertavam os colegas para o fraco nível da produção de documentos dos candidatos e apoiantes de Pedro Nunes e Miguel Leão.
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O nível do debate entre os dois candidatos a presidente da Ordem dos Médicos, drs. Pedro Nunes e Miguel Leão, chegou mais baixo do que aquele que se previa, agudizando-se agora na segunda volta das eleições. Acusações de eleições fraudulentas, de mentirosos, etc. chegam-nos por parte dos dois candidatos, parecendo mais a eleição para presidente de um clube de futebol - com todo o respeito para com os dirigentes clubistas -, do que para a nossa associação profissional.
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Espantam-me os nomes que apoiam qualquer dos candidatos, que tenho em conta de pessoas que estão muito acima deste nível de discussão, e penso que não foram certamente devidamente elucidadas quando anuíram com o seu apoio, esquecendo o velho ditado: «Diz-me com quem andas...»
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Nada disto teria importância se não estivesse em curso a destruição do Serviço Nacional de Saúde e das carreiras médicas, perante a inoperância da Ordem.
- Fraude com os votos de 42 colegas espanhóis;
- O actual presidente retira-se amuado com os resultados, num ataque súbito de isenção aguda e nomeia um interino, que gosta e apoia-o;
- A mudança de regras entre a primeira e segunda voltas, decididas pelo presidente (auto)suspenso;
- A intervenção na corrida eleitoral dos órgãos eleitos da OM , sem nenhum sentido ético - basta ler os últimos boletins (até no discurso de despedida por aposentação do director de serviços da SRS da OM, numa retrospectiva de 42 anos ao serviço da Ordem, distingue como factos relevantes, entre o período da censura, Ordem com funções sindicais e greve dos médicos em 1979, pasme-se, a eleição da dr.ª Isabel Caixeiro... Não há pachorra!!!);
- O baixo nível de confronto entre os candidatos.
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Triste exemplo para os jovens médicos e todo o País que assiste atónito.
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A abstenção vai de certeza aumentar e cada vez haverá menor participação dos médicos na vida da Ordem, e isto por culpa dos seus actuais corpos gerentes.
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Que é que interessa à maioria dos médicos se o dr. Miguel Leão não vai ao seu serviço há três anos ou se o dr. Pedro Nunes anda a passear à custa das nossas cotizações em permanente campanha eleitoral?
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Interessava, sim, sabermos quais são as propostas para enfrentarmos unidos e com dignidade o momento actual.Uma das propostas da candidatura «Alternativa para a Ordem dos Médicos» residia na dignificação da profissão, tão maltratada e que atitudes como estas a colocam ainda mais em baixo.
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Como disse num artigo recente em que anunciava as razões da minha candidatura a presidente do Conselho Regional do Sul, entre a atitude da maioria dos médicos de cruzarem os braços e taparem a cara de vergonha perante este espectáculo, prefiro ir ao combate e dizer que estes senhores não nos representam e que unidos conseguiremos afastar da direcção da Ordem os médico-funcionários que tomaram conta dela.
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O movimento «Alternativa para a Ordem dos Médicos» distancia-se dos dois candidatos à presidência da Ordem e repudia a forma de baixo nível como tem decorrido a campanha.

O movimento «alternativo» vai continuar e impor-se como a solução da ruptura com a actual situação na Ordem.
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Jaime Teixeira Mendes
Candidato nas eleições de 2007 a presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos; chefe de serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Santa Maria (Lisboa).
TM ONLINE de 2008.01.100802PUB6F0307JMA02B.
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quarta-feira, janeiro 09, 2008

duas perguntas só


Depois dos demasiados “Contra” e dos poucos “Prós” manifestados na 2ªfeira passada na RTP1, aqui poder-se-á fazer um balanço do que num ano foi feito e ainda falta fazer em termos de encerramentos e de requalificações de SUB, SUMC e SUP. .
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Tudo parece já ter sido dito e esgrimido a favor e contra, mas só mais duas perguntas:
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Irão os SUB previstos, equipados com técnicas de laboratório e de radiologia, assegurados que vão ter o seu funcionamento nas 24 horas, por 2 médicos não diferenciados, 2 tecnicos, 2 enfermeiros, um ou dois auxiliares e um administrativo, contribuir para a melhoria dos cuidados de urgência?
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Ou ir-se-ão rapidamente transformar em Serviços de Atendimento Permanente (SAP), um pouco mais "sofisticados” dos que até à data, os extintos, os condenados ou os ainda existentes têm sido?

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segunda-feira, janeiro 07, 2008

para onde vai a saúde?



PARA ONDE VAI A SAÚDE?

hoje na RTP1


O Centro Hospitalar de Torres Vedras está a recrutar pediatras através de empresas como forma de assegurar o serviço de urgência pediátrica o qual, por falta de médicos, já esteve para encerrar na última semana do ano.


A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa, criticou hoje o ministro da Saúde «por ter um discurso a favor da qualidade e segurança dos cuidados prestados e não disponibilizar os meios» necessários aos hospitais.


Um parto aconteceu ontem no Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos, unidade cujo bloco de partos foi encerrado há cerca de um ano e meio pelo Ministério da Saúde.

Segundo informações avançadas por Teresa Bugalho, chefe da equipa de urgências, por dia chegam a ser atendidas 600 pessoas nas urgências. "Fazemos o melhor que podemos. Tanto em espaço como em número de médicos, não conseguimos fazer mais".

VOU VER!!!





domingo, janeiro 06, 2008

pacto de regime PS/PSD na saúde

- O ministro da Saúde diz que está a salvar o Serviço Nacional de Saúde. A Ordem e os médicos dizem que as reformas estão a arrasar o Serviço Nacional de Saúde. Quem tem razão? Quem fala verdade?
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JMS: Não seria de esperar que, de qualquer Governo, viesse uma afirmação no sentido de destruir o serviço Nacional de Saúde. Aquilo que o Governo diz di-lo por razões políticas e quase por obrigação política. Não pode dizer que está a fazer as coisas erradas. Tem de dizer que está a fazer as coisas certas. Quem está no terreno, quem conhece os problemas da Saúde, quem se preocupa e analisa as coisas para além da demagogia política, não tem quaisquer dúvidas que o Serviço Nacional de Saúde está a ser progressivamente destruído. E mais. Eu considero até que existe neste momento um perigoso pacto de regime na área da Saúde.
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- Pacto de regime entre PS e PSD? Secreto?
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JMS: Repare. Se nós assistimos ao facto dos grandes grupos económicos estarem a investir milhares de milhões de euros na área da Saúde e esperam naturalmente ter o mesmo nível de retribuição que em qualquer outro sector da economia há uma coisa que têm de ter a certeza. Na área da Saúde não vai haver ciclos políticos. Ou seja, não vai aparecer no futuro nenhum Governo que altere esta política.CM
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Haverá dúvidas?

- Costuma dar exemplos da área da educação. Acha que é tão fácil fazê-lo na área da saúde?

LFM: Não defendo a privatização de tudo, defendo é que haja um equilíbrio entre o sector público e o privado nas áreas sociais. O que quero é acabar com a ideia de que o prestador privado não pode fornecer um serviço público.
Mas voltando às críticas ao ministro da Saúde, entendo que se tem de racionalizar o sector, mas deve haver alguma prudência. Não questiono todos os serviços que fecham, questiono aqueles que me parece terem sido fechados de forma precipitada. Não pode haver lógica de política de terra queimada. Mais: em certas circunstâncias podia justificar-se alguma discriminação positiva, pois há zonas do país que estão a ficar desertificadas e despovoadas. Manter aí um determinado serviço público pode ajudar a manter uma povoação no limiar que lhe permite resistir à desertificação e abandono.

- Voltando à saúde. Como é que aplicava nesse sector a "receita" que expôs para a educação?

LFM: Posso dar um exemplo: o da projectada construção de um novo hospital na Póvoa do Varzim, onde já existe um excelente hospital privado. Por que é que não se contratualiza com esse hospital a prestação de serviço público? Talvez por um preconceito ideológico sobre o que é o papel do Estado na prestação de serviços públicos. JP-Destaque

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sábado, janeiro 05, 2008

Pedro Nunes ou Miguel Leão?


Com o conhecimento do passado e a constação do presente link, confesso ter muitas dúvidas do que fazer:
Não votar em A

ou …
Não votar em B


quarta-feira, janeiro 02, 2008

"os impunes"


“00.31 do dia 1 de Janeiro e os cinzeiros do Salão Preto e Prata do Casino Estoril continuaram nas mesas. E as pessoas continuaram a fumar. E na mesa onde estavam os responsáveis da Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) - inspector e sub-inspector - acenderam-se cigarros, cigarrilhas e charutos ao longo da noite. O dirigente da ASAE, António Nunes, entende que não violou a lei porque esta não inclui os casinos e salas de jogo. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) diz que sim e pergunta: É preciso o diploma voltar à Assembleia da República devido à interpretação?”DN

"Não sou eu que tenho que assegurar o cumprimento da lei do tabaco, são os portugueses e não tenho dúvidas nenhumas de que, à semelhança do que acontece noutros países, os portugueses vão ter uma posição de grande civismo e de grande qualidade na aplicação dessa lei." Correia de Campos

Seremos todos Portugueses?

segunda-feira, dezembro 31, 2007

by asmey145

UM BOM ANO 2008

(...)

a primeira das doze passas do Ministério da Saúde

Bem antes da meia noite...

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Portaria n.º 1637/2007
de 31 de Dezembro
O n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de
1 de Agosto, determina que o valor das taxas moderadoras
é aprovado por portaria do Ministro da Saúde, sendo revisto
e actualizado anualmente tendo em conta, nomeadamente,
o índice de inflação.
De acordo com o estatuído, as taxas moderadoras aprovadas
pela Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março, são actualizadas
em 2,1 % valor previsto da taxa de inflação média
anual, medida pelo índice de preços no consumidor, em 2007.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 1.º do
Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto:
Manda o Governo, pelo Ministro da Saúde, o seguinte:
1.º As taxas moderadoras constantes da tabela anexa à
Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março,
são actualizadas
em 2,1 %
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