
sexta-feira, janeiro 18, 2008
dificuldades na comunicação

quinta-feira, janeiro 17, 2008
demagogia...

quarta-feira, janeiro 16, 2008
diário íntimo de Correia de Campos

«Há pessoas muito estúpidas.
terça-feira, janeiro 15, 2008
a alternativa é possível...
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Movimento da Candidatura
Alternativa para a Ordem dos Médicos
Prof. Doutor Carlos da Silva Santos
a Bastonário da OM
Comunicado de Imprensa
Declaração
Esta campanha da segunda volta é a melhor prova
de que é mesmo necessária uma Alternativa
No momento em que está a aproximar-se do fim a campanha da segunda volta para a eleição do Bastonário da Ordem dos Médicos, cumpre ao Movimento da Alternativa para a OM afirmar publicamente o seguinte:
1. O nosso Movimento não se revê na forma como a campanha tem decorrido nem no modo de estar dos seus protagonistas
2. Os dois candidatos em presença estão a desacreditar a OM perante os jovens médicos que mais alheados se sentem hoje.
3. O estendal público de ataques pessoais, vazio de conteúdo sério e longe do nível do debate que devia ter sido continuado, desacredita os Médicos perante os cidadãos e a classe.
4. Esta situação é a melhor prova de que o Movimento da Alternativa para a Ordem dos Médicos é necessário aos Médicos e à sociedade portuguesa, pelo que é um imperativo que ele continue e se alargue.
5. Assim vai acontecer: o Movimento decide pela sua própria continuidade e aprofundamento, qualquer que seja o resultado das eleições e o que se lhes seguir.
Objectivos imediatos do Movimento
da Alternativa para a OM (MAOM)
Os passos imediatos que o MAOM vai dar passam pelos seguintes objectivos:
1. Reclamar e concretizar o direito de oposição e de pluralidade dentro da Ordem.
2. Promover debates e participar nos trabalhos de revisão do Estatuto.
3. Exigir o debate sobre o Código Deontológico e participar nos trabalhos de revisão.
4. Continuar a defender a renovação em progresso do SNS discutindo e divulgando propostas para o seu aprofundamento e sustentabilidade.
5. Organizar espaços de encontro e de reflexão regulares para mobilizar os médicos em torno dos problemas mais gravosos para a classe nomeadamente das carreiras médicas
6. Criar de imediato um núcleo de trabalho específico para mobilização e esclarecimento dos jovens médicos sobre a sua realidade profissional, a curto e médio prazo.
No dia 18 de Janeiro próximo, pelas 20.30, em Coimbra, em local a anunciar, o Movimento vai realizar um encontro convívio nacional de balanço da campanha e dos seus resultados.
11 de Janeiro de 2008
E para quem quiser estar presente, o Jantar / Reunião Nacional do Movimento Alternativa para a O.M., realiza-se pelas 20:30h do dia 18/01/2008 em Coimbra, no restaurante "Rui dos Leitões".
Contactos até, quarta-feira, 16/01/2008.
Carlos Silva Santos – 964440677
Marlicia Solas - 966056417
Eu vou tentar lá estar.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
Pedro Nunes/Miguel Leão (III)

Estamos a dois dias de saber quem será o novo presidente da Ordem dos Médicos para o próximo triénio.
Acompanha-nos expectativa, porventura alguma emoção?
Mas uma destas páginas reteve a minha atenção.
A que me foi enviada pela candidatura de Pedro Nunes com o título:
“Carta de João Semedo endereçada a Miguel Leão”
Não sei que motivação teve João Semedo, para redigir agora, nas vésperas da votação para a 2ªvolta da eleição para bastonário da OM, uma carta dirigida a Miguel Leão, particularmente quando nela refere que “por decisão própria resolvi não me empenhar nem apoiar nenhuma candidatura na 1ª volta”.
De acordo estou com João Semedo quando critica a atitude perfeitamente sectária, abusiva e de maus modos, demonstrada pelo Conselho Regional do Norte, quando, na tentativa de apoiar o candidato Miguel Leão o faz “como se a OM fosse um qualquer clube de futebol cuja SAD fosse a votos. O que o CRN fez é tão só e apenas terrorismo verbal, ao pior estilo dos autos de fé dos tribunais da Inquisição”.
Mas não chega a João Semedo, com a responsabilidade que lhe é reconhecida como deputado e principalmente como médico publicamente conhecido, dizer que, por esses motivos, “o melhor para a OM é a derrota de Miguel Leão”, declarando assim o seu apoio à candidatura de Pedro Nunes.
Exigir-se-ia que nesta carta, que “aberta” parece ser, João Semedo quebrasse o “silêncio” por forma a não gerar “equívocos” e mostrar uma “posição clara” (como ele diz) sobre ambos os candidatos, não se limitando a dizer não valer a pena, agora, estar a enumerar as várias razões que ditaram a sua opção em não apoiar nenhum deles durante a 1ª volta.
Deveria expor, isso sim, de forma “clara” e “inequívoca” a todos os colegas a quem esta carta chegou, também, o que de bem fez, no seu mandato anterior e se propõe fazer o candidato Pedro Nunes, pela classe médica e pelo SNS, que ele, João Semedo, defende, e que o obriga a publicamente agora nele depositar o seu voto de confiança e aconselhar os indecisos, da mesma forma em Pedro Nunes votar.
sábado, janeiro 12, 2008
pensar "só" no perigo de vida

José Manuel Almeida em entrevista publicada no JP de 12-01.2007
Efectivamente, a verdade é dita nesta resposta:
Realço: “a rede de urgências foi pensada para os que estão em perigo de vida”.
Esta resposta de JMA já por demais repetida, realça uma vez mais a verdade dos fundamentos que presidiram à elaboração desta rede de urgências. A necessidade dos “doentes que estão em perigo de vida”, serem socorridos em tempo útil nos SUB, nos SUMC e nos SUP após uma correcta referenciação pelo CODU e um atempado atendimento de proximidade com VMERs ou SIVs.
E os outros?
... os que com uma luxação do ombro, com uma suspeita de fractura do punho ou com um derrame articular de grande volume; com uma simples dor abdominal ou com uma ferida extensa na coxa; com uma aparente e inofensiva dor torácica ou com uma temporária alteração do ritmo cardíaco, uma tosse com expectoração hemoptoica ou uma ascite de grande volume?
… os que não estando em perigo de vida sofrem e necessitam, não tanto como os outros, é certo, de um atempado diagnóstico e tratamento das suas doenças agudas, a serem realizados por profissionais com a diferenciação necessária que não de MGF, apontados que estão estes, para actuarem no âmbito dos CSP em consultas abertas.
Isto porque nestes serviços irão estar profissionais médicos indiferenciados (com a não prometida mas esperada formação em suporte avançado de vida), que sem preparação para tratar as patologias agudas destes doentes, se verão na obrigação de os encaminhar, depois de devidamente estabilizados e documentados em termos analíticos, radiológicos ou electrocardiográficos, para os 27 SUMCs e 14 SUPs distribuídos pelo país.
... e aí depois, engrossarão a lista dos verdes, amarelos e laranjas à espera de serem tratados.
É que o tempo do "saudoso" Dr.João Semana já lá vai.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Pedro Nunes ou Miguel Leão? (II)
O Dr. Jaime Teixeira Mendes (candidato nas eleições de 2007 a presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos; chefe de serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Santa Maria - Lisboa), neste artigo publicado pelo TM, dá a resposta, também por mim já há muito assumida, de em quem não votar: ...
Os médicos habituaram-se, durante anos, a ter como bastonários colegas no topo da carreira, muitas vezes já jubilados e sempre possuidores de substrato científico de nível nacional ou mesmo internacional.
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- O actual presidente retira-se amuado com os resultados, num ataque súbito de isenção aguda e nomeia um interino, que gosta e apoia-o;
- A mudança de regras entre a primeira e segunda voltas, decididas pelo presidente (auto)suspenso;
- A intervenção na corrida eleitoral dos órgãos eleitos da OM , sem nenhum sentido ético - basta ler os últimos boletins (até no discurso de despedida por aposentação do director de serviços da SRS da OM, numa retrospectiva de 42 anos ao serviço da Ordem, distingue como factos relevantes, entre o período da censura, Ordem com funções sindicais e greve dos médicos em 1979, pasme-se, a eleição da dr.ª Isabel Caixeiro... Não há pachorra!!!);
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O movimento «alternativo» vai continuar e impor-se como a solução da ruptura com a actual situação na Ordem.
TM ONLINE de 2008.01.100802PUB6F0307JMA02B.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
duas perguntas só

Ou ir-se-ão rapidamente transformar em Serviços de Atendimento Permanente (SAP), um pouco mais "sofisticados” dos que até à data, os extintos, os condenados ou os ainda existentes têm sido?
segunda-feira, janeiro 07, 2008
para onde vai a saúde?

O Centro Hospitalar de Torres Vedras está a recrutar pediatras através de empresas como forma de assegurar o serviço de urgência pediátrica o qual, por falta de médicos, já esteve para encerrar na última semana do ano.
A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa, criticou hoje o ministro da Saúde «por ter um discurso a favor da qualidade e segurança dos cuidados prestados e não disponibilizar os meios» necessários aos hospitais.
Segundo informações avançadas por Teresa Bugalho, chefe da equipa de urgências, por dia chegam a ser atendidas 600 pessoas nas urgências. "Fazemos o melhor que podemos. Tanto em espaço como em número de médicos, não conseguimos fazer mais".
VOU VER!!!
domingo, janeiro 06, 2008
pacto de regime PS/PSD na saúde
- O ministro da Saúde diz que está a salvar o Serviço Nacional de Saúde. A Ordem e os médicos dizem que as reformas estão a arrasar o Serviço Nacional de Saúde. Quem tem razão? Quem fala verdade?LFM: Não defendo a privatização de tudo, defendo é que haja um equilíbrio entre o sector público e o privado nas áreas sociais. O que quero é acabar com a ideia de que o prestador privado não pode fornecer um serviço público.
Mas voltando às críticas ao ministro da Saúde, entendo que se tem de racionalizar o sector, mas deve haver alguma prudência. Não questiono todos os serviços que fecham, questiono aqueles que me parece terem sido fechados de forma precipitada. Não pode haver lógica de política de terra queimada. Mais: em certas circunstâncias podia justificar-se alguma discriminação positiva, pois há zonas do país que estão a ficar desertificadas e despovoadas. Manter aí um determinado serviço público pode ajudar a manter uma povoação no limiar que lhe permite resistir à desertificação e abandono.
- Voltando à saúde. Como é que aplicava nesse sector a "receita" que expôs para a educação?
LFM: Posso dar um exemplo: o da projectada construção de um novo hospital na Póvoa do Varzim, onde já existe um excelente hospital privado. Por que é que não se contratualiza com esse hospital a prestação de serviço público? Talvez por um preconceito ideológico sobre o que é o papel do Estado na prestação de serviços públicos. JP-Destaque
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sábado, janeiro 05, 2008
Pedro Nunes ou Miguel Leão?

Não votar em A
quinta-feira, janeiro 03, 2008
para sorrir...
quarta-feira, janeiro 02, 2008
"os impunes"

"Não sou eu que tenho que assegurar o cumprimento da lei do tabaco, são os portugueses e não tenho dúvidas nenhumas de que, à semelhança do que acontece noutros países, os portugueses vão ter uma posição de grande civismo e de grande qualidade na aplicação dessa lei." Correia de Campos
segunda-feira, dezembro 31, 2007
a primeira das doze passas do Ministério da Saúde
Bem antes da meia noite...Portaria n.º 1637/2007
de 31 de Dezembro
O n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de
1 de Agosto, determina que o valor das taxas moderadoras
é aprovado por portaria do Ministro da Saúde, sendo revisto
e actualizado anualmente tendo em conta, nomeadamente,
o índice de inflação.
De acordo com o estatuído, as taxas moderadoras aprovadas
pela Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março, são actualizadas
em 2,1 % valor previsto da taxa de inflação média
anual, medida pelo índice de preços no consumidor, em 2007.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 1.º do
Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto:
1.º As taxas moderadoras constantes da tabela anexa à
Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março, são actualizadas
em 2,1 %.
sábado, dezembro 29, 2007
encerramentos de serviços de saúde/maior qualidade?

Entretanto, para minimizar estas preocupações dos Bombeiros, terá o Sr. Ministro da Saúde avisado:
"Insistam junto das populações para que liguem para o 112 e não para os bombeiros. Aí serão accionados os cuidados mais adaptados”.JN
Com este aviso reconhece o nosso Ministro o previsível aumento da utilização de ambulâncias da responsabilidade do INEM e em última instância as das corporações de Bombeiros, pelo INEM accionadas.
Assim se perspectiva a necessidade de nos irmos familiarizaando, a pouco e pouco, de Norte a Sul do país, com a existência de muitas ambulâncias a calcorrearem estradas acima e abaixo com as suas sirenes e luzes de emergência sinalizando-nos que algo na saúde ou na doença, dos portugueses, está a mudar.
Isto porque, no entender de Correia de Campos, “a população não quer fazer poucos quilómetros para ser mal atendida”, no pressuposto de que com os encerramentos um melhor atendimento está garantido noutros locais, a muitos quilómetros de distância…
E porque não fala no desconforto sentido por um doente com um longo transporte de ambulância? Nos também já longos tempos de espera para atendimento e tratamento observados nesses novos/antigos locais? Na actual qualidade das instalações e equipamentos em termos de conforto e segurança? Na qualidade das equipes de profissionais em regime de “outsourcing” nelas a trabalhar? Na motivação dos profissionais perante o acréscimo significativo de doentes sem o exigido reforço de meios humanos? Na preocupante desumanização progressiva dos cuidados? Na inexistência ainda das alternativas previstas, com profissionais preparados e equipamentos exigidos?
Ter-se-á apercebido, ontem, de tudo isto o grupo de deputados do PS do distrito de Braga que decidiu tomar o pulso à Saúde durante 24 horas nos concelhos da área de influência do Centro Hospitalar do Alto Ave, quando pelas 23 horas, terminou este périplo com a visita à Unidade de Guimarães e ao seu Serviço de Urgência Médico Cirúrgico.
Terão tido, estes políticos, dificuldades em entender o optimismo permanentemente manifestado pelo seu Ministro da Saúde, se lhes foi dada a oportunidade de presenciarem a qualidade da assistência médica aos doentes no SU daquela Unidade, se receberam informações do elevado número de doentes atendidos no ainda Serviço de Urgência da Unidade de Fafe (que se pretende transformar em SUB), sobre as volumosas listas de espera para Cirurgia e para primeiras Consultas Externas Hospitalares, sobre a falta de profissionais médicos em ambas as Unidades do CHAA, sobre o clima de desmotivação e de diminuição da produtividade que reina entre os profissionais de ambas as Unidades do Centro.
Talvez não se tenham apercebido disto porque nada disto também lhes tenha sido dito.
Mas nada melhor do que ouvir dizer pela voz de António José Seguro, deputado PS pelo círculo de Braga:
"Vamos ver se as coisas podem vir a funcionar melhor. Sabemos os esforços que estão a ser feitos para ser construído um novo hospital em Fafe".
Desejo igualmente formulado pelo Presidente PS da autarquia que até, há já um ano, diz ter o terreno “guardado” para tal construção.
Com estas parcas palavras, de desejos e promessas, alguns fafenses insatisfeitos poder-se-ão calar, enquanto o que de mal vai na saúde da região, na organização, integração e gestão do jovem mas muito enfermo CHAA, com o progressivo esvaziamento de serviços da Unidade de Fafe e o seu também progressivo abandono, em termos de investimento, em profissionais médicos, isso, para o caso pouco interessa, a julgar pelas palavras do Presidente do seu Conselho de Administração que reforça ainda mais a ideia, quando diz que a integração do Hospital de Fafe no Centro Hospitalar "veio viabilizar as instalações por mais algum tempo, porque elas estão em ruptura e já não correspondem à medicina de qualidade que o Ministério pretende".
E o resto?
sexta-feira, dezembro 28, 2007
para o bem das populações

...ajudar-nos há a todos melhor compreender (se dúvidas algumas ainda existiam) se se disser o que consta do Programa de Estabilidade e Crescimento 2007/2011, enviado pelo Governo à Comissão Europeia na revisão feita este mês, como é dito pelo CM:
"Entram nos cofres do Estado entre 25 a 30 milhões de euros com o fecho dos 56 SAP, uma quantia avançada pelo próprio ministro Correia de Campos quando em Maio se pronunciou sobre os custos estimados dessas unidades de saúde em funcionamento, dando esse valor como exemplo do desperdício de verbas.
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Para o “bem das populações”, sim!
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Miguel Leão/Pedro Nunes e Gentil Martins

É que recebi (com data de 24 de Dezembro - pasme-se) na minha caixa de correio electrónico, com remetente de "miguelleaoapresidentedaordem", uma Carta Aberta link atribuída a António Gentil Martins, na qual este manifesta a retirada do seu apoio à candidatura de Pedro Nunes e o transfere para o outro candidato, Miguel Leão.
Independentemente das razões que fundamentaram esta tomada de posição por parte do Dr.Gentil Martins e sem querer aqui comentar a decisão de Pedro Nunes de se afastar do cargo para que foi eleito há 3 anos (e muito menos também comentar os considerandos expressos por Gentil Martins que fundamentam uma segunda tomada de posição sobre o assunto), não fica bem à Candidatura de Miguel Leão ocultar o que o TM de 24 de Dezembro publicou e que até à data não vi ainda ter sido desmentido pelo Dr.Gentil Martins:
(…) No entanto, pouco tempo depois de essa carta ser tornada pública, Gentil Martins escreveu uma outra a contrariar a anterior posição, em que afirma que «de forma definitiva» vai apoiar a candidatura de Pedro Nunes. Ao «Tempo Medicina», o antigo bastonário esclareceu, em conversa telefónica ocorrida a 19 de Dezembro, que mudou de opinião «depois de ter falado pessoalmente» com Pedro Nunes e de este lhe ter explicado as «motivações para certas atitudes» (…) link
Não me parece ser deste modo que se "une" e se "defende" a classe médica, objectivos proclamados de campanha de ambas as candidaturas.
terça-feira, dezembro 25, 2007
a tradição, o mito ou a realidade na defesa de direitos elementares

Com cartola, traje de oficial de cavalaria e espada a tiracolo, o povo «baptizou-o» como Menino Jesus da Cartolinha
A tradição popular diz que sim. E hoje o "Menino Jesus da Cartolinha" impõe-se como um desses símbolos inapagáveis do imaginário transmontano. Um autêntico mito para os mirandeses.
Quanto à cartola, ou "cartolinha" no uso do povo, poucos hoje saberão que se trata, afinal, de um adereço artificial. O menino, que começou por ser conhecido como o "Menino do Chapeuzinho", o que usava na origem era nada mais que um simples chapéu de palha. Ainda hoje é possível ver na cabeça - assegurou-nos fonte credível - umas minúsculas perfurações que demonstram que outrora o menino usou cabeleira, entretanto arrancada para lhe assentar a cartola.
Na verdade, segundo a lenda - e que vale o que todas as lendas valem -, no tempo das guerras da Restauração, Miranda do Douro esteve dias e dias cercada pelas tropas espanholas, ao ponto de, sem mantimentos nem munições para resistir, nada mais restar do que render-se definitivamente ao domínio invasor. E eis senão quando um menino de chapéu de palha, desconhecido, irrompeu pelas ruas gritando contra os espanhóis e apelando à revolta dos populares. Tal foi o bastante para que o povo ganhasse o alento que lhe faltava. Num ápice todos saíram à rua - uns com enxadas, ancinhos e forquilhas, outros com paus, cutelos e machados - unindo-se às tropas fragilizadas da restauração. E assim conseguiram afugentar e vencer os invasores. No final, o povo procurou o tal menino, travesso, refilão, o do chapeuzinho de palha. Queria louvá-lo. Vitoriá-lo. Mas quê? Onde estava? Quem era ele? Ninguém sabia. Tinha, pura e simplesmente, desaparecido.
O povo acreditou então que havia sido o Menino Jesus que ali caíra, por milagre, para salvar a cidade. E logo mandou esculpir a imagem que passou a ser venerada na catedral. Entretanto, uma jovem que, na mesma batalha, havia perdido o noivo, um oficial das tropas portuguesas, resolveu oferecer o traje militar ao menino. E daí nasceu a tradição da dádiva de roupas. Muitos anos depois, porque alguém achou que o chapéu de palha não condizia com a nobreza do traje, e tão-pouco com o "estatuto" de um comandante, colocaram-lhe então a cartolinha. E que bem que lhe fica!
domingo, dezembro 23, 2007
Festas Felizes
So how can you laugh when your own mother’s hungryand how can you smile when the reasons for smiling are wrong?
Hey, Santa: pass us that bottle, will you?

