sábado, setembro 01, 2007

Pedro Nunes versus Correia de Campos



«A OM defende que o que deveria ser feito era, para cumprir a legislação e a vontade dos portugueses, continuar a definir a IVG como algo negativo e que pode servir para resolver um acidente e não a mensagem de que é algo banal, fácil, acessível, que está ao pé da porta e resolve todos os problemas. Assim, os baixos níveis de anticoncepção serão ainda mais baixos» Pedro Nunes
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«Daqui até ao final do ano, algumas das coisas que se digam neste grupo profissional têm que ser sempre vistas à luz do facto de haver eleições para os dirigentes [da Ordem dos Médicos] no final do ano» Correia de Campos
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Não …

Nem a arrogância e o desrespeito de Pedro Nunes nem o desrespeito e a arrogância de Correia de Campos.
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quarta-feira, agosto 29, 2007

desabafos


Decorridos já 7 meses da constituição do Centro Hospitalar do Alto Ave (1 de Março de 2007) continua a Unidade de Fafe a ser considerada o parente pobre do Centro Hospitalar.

Preocupação imediata da sua Administração (durante o mês de Março de 2007) foi dirigida para um melhor (aparente) aproveitamento dos seus funcionários administrativos (do quadro e em regime de contrato), consubstanciado na sua mobilização voluntária/compulsiva, do Hospital de S.José de Fafe para o Hospital Senhora da Oliveira, agora entendidos como Unidades de Fafe e de Guimarães do Centro Hospitalar.

De louvar seria se esta rentabilização dos efectivos, decorrente da necessária centralização de alguns serviços administrativos outrora pertencentes a instituições autónomas, tivesse sido fundamentada em estudos prévios de avaliação das necessidades numa e noutra Unidade.

Tais estudos, a terem sido realizados, revelaram-se, com a sua aplicação, através da tentativa (nalgumas situações consumada) de fazer deslocar para Guimarães os mais competentes, os mais “bem queridos” de entre os profissionais da Unidade de Fafe colocando assim em perigo a qualidade dos serviços nesta Unidade.

A esta transferência associou-se o expurgo de equipamento informático e de apoio administrativo para a sede do Centro Hospitalar (Unidade de Guimarães) realizada de forma prepotente, autoritária e desrespeitosa, da responsabilidade de quadros intermédios de direcção nomeados (e ainda em funções de gestão corrente) pela Administração do então Hospital Senhora da Oliveira de Guimarães, equipamento este que se mostrava importante para suprir carências em outros serviços da Unidade de Fafe.

Este clima de “quero, posso e mando” pressentido pelos profissionais da Unidade de Fafe, em nada contribuía na altura, para uma boa integração das duas Unidades, tendo sido “acalmada” esta ânsia de “tudo levar para Guimarães” e este modo de assim proceder com um reparo dum elemento do Conselho de Administração alertado que foi pelos profissionais da Unidade dos acontecimentos ocorridos.

Passada esta fase administrativa inicial (de má memória) de estruturação do CHAA, esperava-se que a este clima de ausência de dialogo e de clarificação de procedimentos se seguisse um diálogo aberto e concertado alicerçado na disponibilidade demonstrada em Maio pelos responsáveis das áreas clínicas da Unidade de Fafe, com a apresentação dos seus planos de acção individuais e colectivos, propondo um aumento da produtividade e medidas organizacionais conducentes a um aumento da qualidade assistencial aos doentes da área de influência da Unidade.

Em consonância com o desejo do CA, superaram, no primeiro semestre de 2007 a produtividade (já elevada) do mesmo período do ano anterior.
Criaram novas valências assistenciais na Unidade (dor crónica, cuidados paliativos, controlo de coagulação).
Pugnaram pela melhoria da qualidade assistencial documentada pela redução das readmissões, taxa de infecção hospitalar, ausência de lista de espera para cirurgia, demora média e número de doentes tratados por médico/enfermeiro.
Propuseram medidas de fácil aplicabilidade que conduzissem, sem aumento de custos, a uma melhor interligação entre os Cuidados Primários e Hospitalares.
Mobilizaram-se e apresentaram colectivamente propostas de alteração ao projecto de Regulamento Interno do Centro Hospitalar colocado à discussão de todos os profissionais.

Mostraram em suma, os profissionais da Unidade de Fafe do CHAA, nestes 7 meses, a sua vontade de continuar com o mesmo profissionalismo, a mesma dedicação e o mesmo interesse que sempre demonstraram enquanto profissionais do extinto Hospital de S.José de Fafe.

E hoje, decorridos 7 meses, o que se constata?

Ainda permanecem em gestão corrente todos os cargos de direcção dos serviços das instituições que deram origem ao CHAA.
Um desinteresse/alheamento notório do CA (ou parte dele) pelo que a Unidade de Fafe tem produzido ou se propõe produzir.
Uma abordagem completamente diferente em termos resolutivos dos problemas da Unidade de Guimarães quando comparada com os da Unidade de Fafe.
Uma diferença marcada pela negativa dos critérios de contratação de profissionais médicos em áreas deles carenciadas no que à Unidade de Fafe diz respeito, quando comparada com o que está a ser realizado na sua homologa de Guimarães.
Um desrespeito pelas mais elementares regras laborais no que ao processamento de vencimentos diz respeito.
Um desinvestimento na melhoria das instalações e de equipamento na Unidade de Fafe.
Um fugir (recusa) ao dialogo quando assuntos importantes como os Planos de Acção dos Serviços Clínicos, o Regulamento Interno do Centro Hospitalar ou “processo de contratualização e orçamentação para o ano de 2008” (solicitado pelo Conselho Directivo da ARS do Norte já neste mês de Agosto) eram merecedores, na opinião do Adjunto do Director Clínico para a Unidade de Fafe, de reuniões prévias com os membros do CA responsáveis para com eles analisar o que aos serviços clínicos da Unidade de Fafe diz respeito.

E a par disto (e não menos importante), uma vez mais a prepotência de um quadro de direcção intermédia da Unidade de Guimarães novamente se manifesta com a sua deslocação hoje à Unidade de Fafe, demonstrando com a sua atitude a persistência no desrespeito e na falta de educação para com os profissionais da Unidade que se encontravam no desempenho das suas actividades.

Não é assim que se criam sinergismos nem se estimula a motivação dos profissionais.

Eu começo a ficar cansado, mas não desisti ainda (também é difícil).
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sexta-feira, agosto 24, 2007

a Unidadezinha de Saúde Familiar do Shopping

Depois dos Mello, Espírito Santo e Seguradoras os empresários e médicos José Vila Nova (Grupo Hospital da Trofa), Teófilo Leite (Casa de Saúde de Guimarães), Albano Mendonça (Hospital Internacional do Algarve) e Germano de Sousa (ex bastonário da OM), coordenados pelo ex-deputado do PSD Nuno Delerue, associam-se no Grupo Sanusquali para assim poderem melhor medir forças com aqueles grandes Grupos com a intenção de poderem ocupar os lugares onde o SNS se mostra deficitário.
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Enquanto um diz “MATA”
“O coordenador da Missão para a Reforma dos Cuidados Primários (MRCP), Luís Pisco, afirma que estas USF (privadas) têm como objectivo colmatar a falta de médicos de família nos locais em que estes são em número insuficiente para as necessidades. Estima-se que existam ainda 500 mil portugueses sem médico de família, em particular em Lisboa, Porto, Braga e Setúbal. E será nestas regiões que avançarão as USF não públicas. A sua criação segue os moldes das actuais USF - partem das candidaturas dos interessados.” DN
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O outro diz “ESFOLA”
“Fazer análises clínicas, uma radiografia, ir a uma consulta de oftalmologia ou clínica geral no mesmo dia e no mesmo espaço onde pode ir ao restaurante, ao banco, à lavandaria ou ao ginásio poderá ser possível num dos 25 "centros comerciais da saúde" que um grupo privado quer criar em Portugal nos próximos anos. Pelo menos um por distrito.” Público

Rapariguinha do Shopping - Rui Veloso

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a gestão do Centro Hospitalar do Alto Ave


Conhecendo eu bem de perto as dificuldades que o Centro Hospitalar do Alto Ave tem demonstrado em dar resposta às solicitações da extensa área populacional que atende, particularmente nas especialidades de Anestesiologia, Oftalmologia, Medicina Interna, Ortopedia, Oncologia Médica, Imunohemoterapia, Medicina Física e Reabilitação, Urologia e Pneumologia, estranho que o Despacho nº 15 895-A/2007 publicado em 23 de Julho deste ano não contemple este Centro Hospitalar com uma única vaga destas especialidade médicas, comummente denominadas de “carenciadas”, entre as mais de 170 atribuídas a nível nacional.


Não se deve ter “esquecido” a administração do CHAA de fazer sentir, junto da ARS do Norte estas suas dificuldades e candidatar-se, com estes remendos, a minorará-las…


Mas como com o recente
Decreto-Lei n.º 276-A/2007 grandes dificuldades são colocadas à contratação de pessoal “para satisfação de necessidades urgentes de pessoal que possam comprometer a regular prestação de cuidados de saúde”, recruta o CA do CHAA para o efeito, Anestesiologistas pagos a 75€/hora…

E nem a propósito:

"O Ministério da Saúde está preocupado com os gastos dos hospitais-empresa, que no fim do primeiro semestre têm já um prejuízo de 160 milhões de euros.

Ao que o Diário Económico apurou, na reunião de ontem com os administradores dos hospitais, o secretário de Estado, Francisco Ramos, foi duro com os hospitais com desvios no Orçamento e deixou recomendações para o próximo semestre. Francisco Ramos quer que os gastos dos hospitais com pessoal sejam controlados" DE

domingo, agosto 19, 2007

assim "serve" a PT Comunicações




A fuga às rotinas que exijo de mim durante as férias e o acréscimo de energia exigível para a cíclica “readaptação” ao trabalho ainda me fazem manter algo afastado deste sítio e da Internet também.

Mas não serão só estes os motivos responsáveis por tal afastamento.

É que também se tornou desesperante esperar tanto tempo para aceder a um site, abrir uma página da internet ou fazer um download através do equipamento informático da minha residência.

Isto há mais de um mês vem sucedendo, já que a qualidade da Banda Larga que serve a zona onde resido mais parece a de um antigo aerograma.
E malgrado as minhas múltiplas insistências junto da PT e da SAPO ADSL, ainda continuo mal servido e obrigado (por impossibilidades técnicas criadas pela própria PT) a ter que abandonar este tipo de acesso que já detinha há anos.

Condena-me assim esta empresa agora privada (com a sua posição dominante) e sem qualquer culpa minha, a ter que realizar um outro contrato com um servidor que não utilize a sua própria rede fixa.

E como rede fixa só há uma (a da PT Comunicações) só me restam os servidores da rede de telemóveis ou a rede satélite bidireccional (esta, fora dos meus planos) já que a rede por cabo está ainda (até quando) indisponível na zona onde resido.

Mas aqui deixo o aviso:
O servidor de internet TMN também não!
Porque o serviço que me prestou quando a eles recorri (como alternativa possível) também foi péssimo.

Vou assim optar pela Vodafone, pela Optimus, pela Zapp ou qualquer outra…

Pela do Grupo PT é que não!!!

Faz assim todo o sentido que a Autoridade da Concorrência tenha multado a PT Comunicações em 38 milhões de euros por abuso de posição dominante já que esta empresa e também as suas subsidiárias SAPO ADSL e TMN não só servem mal (mas muito mal) os seus clientes como também não permitem que outros possam melhor servir.

É assim a qualidade dos serviços prestados por algumas empresas privadas, que outrora eram públicas e que tão maus serviços diziam estar a oferecer aos seus clientes...
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domingo, agosto 12, 2007

depoimento


Depoimento
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Deponho no processo do meu crime.
Sou testemunha
E réu
E vítima
E juiz

Juro que havia um muro,
E na face do muro uma palavra a giz
MERDA! – lembro-me bem.
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– Crianças...
Disse alguém que ia a passar.

Mas voltei novamente a soletrar
O vocábulo indecente.
E de repente,
Como quem adivinha,
Numa tristeza já de penitente
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Vi que a letra era minha...
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sexta-feira, agosto 10, 2007

manta de retalhos


"O Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo (Beja) vai recorrer a uma empresa privada para contratar médicos externos para assegurar os cuidados clínicos à população, a partir de segunda-feira e até final do mês." RTP

E assim, por este país fora, dos Hospitais aos Centros de Saúde, se vai cuidando da saúde dos portugueses.

Com remendos, sem programação, sem política a médio e longo prazo, com aprovação de diplomas como o DL 276-A/2007, que perpetuam e agravam ainda mais os problemas que há muito já se perspectivavam.

É esta a solução encontrada como que "in extremis":

A já conhecida "salvadora" privatização da prestação de serviços (agora até em "serviços part-time") com gastos que contradizem a tão necessária contenção dos mesmos.

Depois logo se verá ao que esta mercantilização da medicina vai conduzir em termos de custos e de qualidade dos serviços prestados.

Infelizmente alguns sinais vão já aparecendo...


segunda-feira, agosto 06, 2007

liberalização das farmácias



Retirei do Diário Diário as Beiras Online este artigo de opinião de Mário Frota (Presidente da APDC - Associação Portuguesa de Direito do Consumo) sobre a liberalização da propriedade da Farmácia de Oficina e Comunitária.


A liberalização da farmácia de oficina ou comunitária
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O Parlamento concedeu pela Lei n.º 20/2007, de 12 de Junho, autorização ao Governo para legislar em matéria de propriedade da farmácia de oficina.A Lei n.º 2125, de 20 de Março de 1965, cometera na sua BASE III a propriedade em regime de exclusividade ao farmacêutico – e só ao farmacêutico ou a uma sociedade de farmacêuticos, se e enquanto os sócios forem farmacêuticos. E só se é farmacêutico se, após a licenciatura e o estágio profissional, a admissão à Ordem dos Farmacêuticos ocorrer.

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A farmácia de oficina tem uma função social manifesta.
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A propriedade, de harmonia com o modelo da Europa Continental, é na generalidade do farmacêutico. Que é seu director-técnico. Dessa forma, evita-se a cisão propriedade/direcção técnica, já que aos apetites do proprietário devem sobrepor-se, em tese de princípio, as coordenadas deontológicas que delimitam o exercício profissional.
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Paplowsky, professor emérito, Papa do Direito Farmacêutico francês, afirmava que a "época de ouro do charlatanismo" coincidiu sempre que a propriedade esteve nas mãos de comerciantes. A experiência, em Portugal, mostra à saciedade que nos conflitos de interesse entre o lucro e a deontologia, o lucro leva sempre a sua avante porque é o capital que manda, é a ética e a deontologia que cedem.
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Portugal – ou uma certa casta de políticos – parece não haver ainda percebido isto, razão por que se vai legislar agora de forma errónea.
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O que os alemães fizeram, em obediência à liberdade económica, à liberdade de iniciativa e a uma salutar competitividade, foi abrir as farmácias (que têm condicionantes geográficas de antanho) à concorrência (desde que a propriedade não saia das mãos dos farmacêuticos).O que permitiria instalar uma farmácia junto de qualquer outra, e que a concorrência fizesse o resto...
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"Quem tem unhas que toque viola!". Mas nas mãos do farmacêutico, sempre e só no quadro de um rigoroso e controlável exercício profissional.
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"Em equipa que ganha não se mexe"!
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Se as farmácias funcionam bem, que não haja perturbações que se introduzam nos equilíbrios.
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Já o Tribunal Constitucional (ou o seu predecessor) havia considerado constitucional a Lei de 20 de Março de 1965.
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O "ataque" à propriedade perpetrado logo no discurso de posse do chefe do governo tem o sabor não se sabe bem de quê!
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Que a política sirva só nobres objectivos que a salus publica é algo de sério em que importa atentar permanentemente!


Corroboro plenamente com esta opinião de Mário Frota.
Não só no sector das Farmácias esta problemática do lucro sem olhar à deontologia e à ética está a ser fomentada.
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quinta-feira, agosto 02, 2007

porque há momentos inesquecíveis...




a mesma cor
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a mesma origem.
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o mesmo sentir...


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Quando me perco

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Luis Represas
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terça-feira, julho 31, 2007

a flexisegurança na saúde


“As especiais características do Serviço Nacional de Saúde em matéria de recursos humanos têm determinado, ao longo dos tempos, a necessidade de se adoptarem mecanismos próprios de contratação suficientemente ágeis para evitar rupturas no funcionamento dos serviços que directamente prestam cuidados de saúde.”


Assim sendo… o melhor procedimento está indicado no Decreto-Lei n.º 276-A/2007 hoje publicado, como mais uma alteração ao Estatuto do Serviço Nacional de Saúde.

“Para satisfação de necessidades urgentes de pessoal que possam comprometer a regular prestação de cuidados de saúde, os serviços e estabelecimentos que integram o Serviço Nacional de Saúde podem, a título excepcional, celebrar contratos de trabalho a termo resolutivo certo, até ao prazo máximo de um ano, obedecendo a um processo de selecção simplificado precedido de publicitação da oferta de trabalho pelos meios mais adequados e de decisão reduzida a escrito e fundamentada em critérios objectivos de selecção”



RR - Guadalupe Simões
"Isto é o prelúdio daquilo que vai acontecer na Administração Pública quando entrar em vigor, no dia 1 de Janeiro, a lei que foi agora negociada e que está na Assembleia da República dos contratos de trabalho para funções públicas, em que o objectivo do Governo é, e disse-o nas reuniões, que as pessoas mudam de emprego tantas vezes, pelo menos, até adquirirem estabilidade de emprego."
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"As sereias (como as de Copenhague) eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com seu canto todos que o ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar onde encontravam a morte."
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a experimentação animal


Porque segundo as estimativas, cerca de vinte mil animais, na sua maioria coelhos, são utilizados anualmente na Europa para testar a toxicidade das substâncias químicas.
Porque os animais também têm os seus direitos

É de saudar esta notícia:

Nova etapa na eliminação de testes em animais

"Um novo teste aperfeiçoado pelo centro de bio-engenharia Episkin de L’Oréal, sedeado em Lyon, França, acaba de ser homologado pelo ECVAM (Centro Europeu para a Validação dos Métodos Alternativos).

Este teste é realizado em amostras de pele humana reconstruída em colagénio e permite “substituir completamente os testes” em animais, segundo o ECVAM. Esta inovação é resultado de mais de vinte anos de pesquisas sobre a reconstrução da pele humana." (fonte Lusa/Univadis)

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domingo, julho 29, 2007

arrogância no Centro Hospitalar do Alto Ave?

Interrompo hoje este afastamento temporário porque bem à distância e acidentalmente, vi na Internet esta referência ao Hospital de Fafe divulgada por um dos jornais da cidade.


No resumo desta notícia é dito que a “subalternização” do Hospital preocupa vereadores da oposição e os utentes do Hospital já que a integração deste Hospital no Centro Hospitalar do Alto Ave estará a ser realizada “com alguma arrogância” por parte do seu Conselho de Administração.


Poucas dúvidas me restavam há um mês, mas a ser verdade o que no Jornal Correio de Fafe é dito, esta arrogância ter-se-á agora manifestado também através da proibição de um médico da Unidade de Fafe poder prestar declarações sobre o assunto aos jornalistas.
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Mesmo fora do Hospital!
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Agora nem na esquina da rua, num café ou em casa?

Como?




quinta-feira, julho 26, 2007

chiuuu...


Num regresso à dita civilização do século XXI, em plena era de desenvolvimento tecnológico com bandas largas à velocidade de 128 Kbps (qual máquina a vapor dos inícios do XVIII cuja agora rusticidade e originalidade para o turismo é considerado um bem), não resisti, com a desesperante lentidão actual da minha ligação à Internet, a aqui transcrever o que um médico - Dr. Mário Silva Moura - escreveu e que o Médico de Família publicou.

"Nos anos 40, na Universidade, enquanto dirigente académico, fui incomodado pela polícia política do regime vigente por querer ”construir“ algo do interesse para os estudantes, em Coimbra.
Vivi a ansiedade e o medo, porque não dizê-lo, da possível prisão do meu pai, empregado dos CTT, por colaborar durante a guerra com uma rede de informações para os aliados, antinazis.
Em Setúbal, antes do 25 de Abril, fui director de um jornal durante dez anos e vivi as agruras da censura política, todas as semanas.
Levei meses para conseguir um passaporte, devido a problemas vindos da tal polícia política; esperei meses a fio para ser nomeado para um cargo dirigente dos Serviços Médico/Sociais das Caixas de Previdência, porque não chegava ”o sim“ da tal polícia; fui várias vezes acusado, sem o saber, por opiniões manifestadas em reuniões e palestras – aí as acusações eram feitas por gente ”importante“ das elites da cidade (como vim a saber mais tarde pela Comissão de desmantelamento da PIDE).
Lembro com saudade o Zeca Afonso a pedir dinheiro para a defesa dos presos políticos, pedidos que tinham de ser feitos enquanto se passeava, porque os cafés… tinham ouvidos.
Recordo como uns ”senhores de negro“ tiravam as matrículas dos carros das pessoas que se reuniam numa escola de ”apostolado religioso“.
Recordo (e não queria recordar!) como tive de interromper, por ordem da tal polícia, reuniões de esclarecimento sobre perigos laborais, numa fábrica onde era médico do trabalho...
Confesso que não queria recordar, como durante os meses próximos das eleições em que participou Humberto Delgado, eu esperava, quando a campainha de casa tocava, ver surgir, em vez de uma chamada para um doente, a Polícia de Defesa do Estado.
Não queria recordar tudo isto, mas pequenos acontecimentos, que desde há umas semanas a esta parte tem sido dados à estampa nos jornais, anunciando demissões, processos disciplinares, aberturas de correspondências, quase sempre com origem em delações, ”arrancaram“ dos recônditos da minha memória tais acontecimentos.
Sinto no ar a iminência das censuras, dos ouvidos indiscretos, das prepotências de chefes de ”meia tigela“, de silêncios e até de apoios dos chefes ”de topo“. E certamente fruto da minha idade e vivências doutros tempos, confesso que tenho andado alvoroçado e... desgostoso com quem nos governa. Por ”embarcarem“ nestas denúncias que deviam, ao invés de dar lugar a processos, dar antes azo a castigos e correcções dos (como lhes hei-de eu chamar se não ”bufos“?) denunciantes.
Será que não vêem que com essas atitudes levantam velhos medos e só prejudicam a sua credibilidade democrática? "

Depois de saber que no caso do Professor Charrua "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável", fiquei mais sossegado e assim sendo não vou por agora fazer comentários jocosos ou dizer mal do meu superior hierárquico, mas sim só da Portugal Telecom (PT) que, como detentora absoluta da rede fixa de telecomunicações, ela sim parece andar a brincar com o Primeiro Ministro, com todos os Ministros do seu Governo e comigo também.



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Ou será a esta “Banda Larga” que o Primeiro Ministro se refere e com a qual Correia de Campos vai ter que lidar para implantar as tão necessárias Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) nos Hospitais e demais serviços de saúde?


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sexta-feira, julho 20, 2007

"o país está a melhorar"



Como agora o país parece estar “em alta”, será uma boa altura para eu "baixar de férias" bem menos preocupado…
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"O País está a melhorar, igualmente, nos cuidados de saúde, seja nos cuidados primários, seja na rede de cuidados continuados aos idosos e dependentes, seja na política do medicamento e das farmácias, onde tanta coisa começou a mudar para melhor em tão pouco tempo.
Com a entrada em funcionamento de 70 novas Unidades de Saúde Familiar, 100 mil portugueses que ainda não tinham médico de família passaram a tê-lo.
Com a nova rede de urgências, o número de pessoas que residem a mais de uma hora de um ponto de urgência baixará de 450 para 60 mil.
O Serviço Nacional de Saúde fez mais consultas e mais cirurgias, a lista de inscritos para cirurgia reduziu-se em 6,6% e o tempo de espera para cirurgia baixou de 8,6 para 5 meses.
O horário das farmácias foi alargado, já há mais de 400 pontos de venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias e a quota de genéricos subiu este ano para 17,6%, o valor mais alto de sempre." José Sócrates - Assembleia da República, 20-07-2007


Registo esta avaliação da melhoria dos cuidados de saúde oferecidos aos portugueses.
Mas o mesmo não poderei eu dizer no que ao acesso à Internet diz respeito, já que alguém, sem eu ter pedido, baixou a velocidade da minha ligação ADSL (a chamada "banda larga") para 128.0 Kbps.
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Isto é bem verdade...
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Governo quer Internet mais rápida e para mais portugueses em 2005

O Governo quer que no próximo ano o acesso à Internet, especialmente à banda larga, seja massificado, revelam as Grandes Opções do Plano (GOP).
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quinta-feira, julho 19, 2007

a OCDE e a saúde em Portugal


Muito se tem falado da necessidade de rentabilizar os serviços de saúde e os seus profissionais, de controlar os desperdícios e de reduzir as despesas públicas com a saúde por forma a nos aproximarmos dos valores médios europeus, no que às despesas neste sector diz respeito:

“os dados indicam que, entre 1990 e 2005, em Portugal as despesas com a saúde quase duplicaram, passando de 5,9 para 10.2 por cento do PIB. Na OCDE, em média, o crescimento foi bem menor, de 6.9 (em 1990) para 9 por cento do PIB (em 2005)”

E para atingir este objectivo de aproximação, concentram-se serviços e encerram-se outros; alteram-se formas de gestão hospitalar de SA e SPA para EPE e lançam-se e perspectivam-se outras (PPP), que noutras paragens já estão a ser abandonadas; a pedido, realizam-se estudos com o objectivo de serem “descobertas maneiras” que conduzam a uma pretensa sustentabilidade do SNS e preconiza-se o princípio do “gastador/pagador” obrigando o doente contribuir directa e obrigatóriamente nas despesas com a saúde através da criação ou agravamento das tão faladas taxas moderadoras, para não falar das recentes alterações à política dos medicamentos que onera ainda mais quem deles necessita.
Isto tudo apesar da OCDE considerar:

“que estas mais elevadas percentagens de despesas com a saúde se devem ao facto do PIB português não ter crescido ao mesmo ritmo do dos outros países como o comprovam os valores absolutos de despesas em saúde per capita, que no ano de 2005, colocavam Portugal nos últimos lugares da tabela (2033 dólares), bem abaixo da média da OCDE (2759 dólares).“

E enquanto os mesmos que ocultam da opinião pública este baixo valor absoluto de investimento público na saúde, para justificar as medidas aplicadas ou a aplicar, da mesma forma ao defenderem a necessidade de concentrar serviços e profissionais médicos, não por falta de médicos como a OCDE também refere:

“Segundo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) ontem divulgado, em 2005 havia 3,4 médicos por cada mil habitantes em Portugal, o que nos colocava ao nível de países como a França e a Alemanha e acima da média da organização (3 clínicos por mil habitantes).”

mas pela “defesa da prática duma medicina de qualidade”, ocultam ou nem sequer se preocupam com uma outra ressalva que a OCDE no seu relatório faz, quando afirma:

“que os dados portugueses se referem ao total de clínicos inscritos na respectiva ordem profissional, não referindo os que se encontram efectivamente em actividade, ao contrário do que acontece com outros países.”

Não estando o poder político interessado em apurar (duma forma "online" como o deveria sempre fazer) o que este relatório da OCDE afirma, terá então a Ordem dos Médicos que esclarecer o que o candidato a Bastonário, Carlos Silva Santos também confirma:

"A Ordem não sabe quem somos.
É o único sector profissional que conta os videntes, ou seja, os que não definiram e não notificaram que tinham morrido contam — é essa a contagem dos médicos que ainda temos na Ordem".

É esta,por certo, a contagem de médicos em Portugal a que a OCDE se refere.
Então a Ordem dos Médicos que a faça duma forma correcta porque a tal deverá ser obrigada, quanto mais não seja para que os números não sejam manipulados segundo as conveniências e as más políticas, porque assim consideradas "inevitáveis", sejam desta forma justificadas.


a saúde não é um luxo, mas...


Hospitais e clínicas poderão ter sistema de avaliação por estrelas como os hotéis
Os serviços de saúde poderão vir a ser avaliados e classificados através de um sistema de estrelas semelhante ao que se usa para os hotéis.

Sim.

Mas que o número de Estrelas atribuído não venha a justificar um acréscimo de preço, que os doentes das instituições públicas e convencionadas do SNS, forçadamente tenham que pagar pelos serviços nelas prestados.
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quarta-feira, julho 18, 2007

para que serve a evidência científica senão para ser aplicada?




Pode ler-se no TempoMedicina:
"Um inquérito recentemente divulgado mostra que apesar de os doentes hospitalizados estarem em alto risco de tromboembolismo venoso (TEV), só uma minoria recebe tratamento preventivo, e não é por falta de agentes profilácticos efectivos.

O ENDORSE (Epidemiologic International Day for the Evaluation of Patients at Risk for Venous Thromboembolism in the Acute Hospital Care Setting) avaliou 68 183 doentes (45% cirúrgicos com 18 anos ou mais e 55% não-cirúrgicos com 40 anos ou mais) internados em 358 hospitais de 33 países, entre os quais Portugal, de cinco continentes, e mostrou que mais de metade dos doentes hospitalizados (52%) estão em risco de TEV e só metade recebe profilaxia, não obstante as conhecidas consequências do TEV.
Revelou que dos doentes operados, 64% estavam em risco de TEV e apenas 59% recebiam profilaxia; e dos restantes doentes, 42% estavam em risco de TEV e só 40% recebiam profilaxia.
Isto não obstante 10% das mortes ocorridas no hospital serem devidas a embolia pulmonar, e de 1% de todos os doentes internados morrerem de embolia pulmonar."

Enquanto o estudo MEDENOX realizado já alguns anos pela equipa do Prof. Myer Michel Samama, do Hospital Universitário Hôtel Dieu, em Paris, demonstrava já o benefício da tromboprofilaxia com enoxaparina 40 mg/dia, durante seis a 14 dias (em doentes não-cirúrgicos) um outro estudo agora recentemente realizado em 5105 doentes agudos não-cirúrgicos com mobilidade reduzida vem demonstrar acrescidos benefícios se essa terapêutica profilática se prolongar por 4 a 5 semanas.

Se na União Europeia, que tem 454 milhões de habitantes, se estima que ocorram anualmente cerca de 500 000 mortes por TEV, mais do dobro das mortes causadas por SIDA, cancro da mama, cancro da próstata e acidentes rodoviários…

... então não é por demais lembrar estes números já que sendo "a tromboprofilaxia segura e efectiva para prevenir o TEV em doentes de risco", a sua não utilização por rotina na prática clínica diária só poderá ser atribuída à falta de conhecimento, por parte de muitos profissionais dos serviços clínicos e farmacêuticos, da verdadeira prevalência de doentes em risco de TEV internados nos Hospitais, como considera o Prof. Samuel Goldhaber, da Universidade de Harvard, EUA.
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Porque em Portugal também não se foge a esta "falta de preocupação", aqui fica este alerta já que os custos com o tratamento dos tromboembolismos venosos (com taxa de mortalidade de 1%) bem como das suas consequências que a médio e longo prazo condicionam (nos casos não-fatais), embora não contabilizados por este estudo, não serão difíceis de prever serem bem superiores aos custos da administração diária de uma injecção sub-cutânea, de 40mg de enoxiparina (PVP 4,45€), durante 4 semanas.
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(para já não falar dos elevados custos sociais que da mesma forma acarretam...)
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terça-feira, julho 17, 2007

os telemóveis e a telemedicina



Porque as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 40% dos óbitos em Portugal e condicionam importantes graus de incapacidade resultantes de duas das suas principais consequências – o enfarte do miocárdio e o acidente vascular cerebral, a par das companhas que se dirigem para a necessidade de alteração de estilos e modos de vida actuais, têm os serviços de saúde adaptado as suas estruturas por forma a que o atendimento dos doentes com estas doenças seja rapidamente realizado e o tratamento correcta e precocemente iniciado.

Na era dos modernos sistemas de transferência de dados porque não aproveitar as possibilidades dos pequenos telemóveis para desempenharem também estas funções no âmbito da TeleMedicina e do diagnóstico, orientação e atendimento precoces, como na Índia alguém já pensou e já desenvolveu?
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“Investigadores da Universidade Sathyabama, na Índia, desenvolveram um dispositivo que monitoriza os sinais eléctricos do coração, através da tecnologia bluetooth, e envia uma mensagem escrita (SMS) para o hospital mais próximo, caso o paciente esteja prestes a ter um ataque cardíaco.

Este protótipo vem assim dar mobilidade a quem precisa de ser vigiado. O dispositivo realiza e regista periodicamente um electrocardiograma (ECG) e envia a informação para o telemóvel do paciente. Este telemóvel, especialmente preparado para o efeito, analisa os sinais do ECG. Se forem detectados sinais de iminente falha cardíaca, o telemóvel avisa o paciente e envia uma cópia do ECG, via SMS, para o hospital ou centro de saúde mais próximo.
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Os investigadores estão agora a desenvolver a componente de GPS no protótipo, para que o paciente seja facilmente localizado, pretendendo ainda acrescentar a possibilidade de envio de MMS e não só de SMS.” Sónia Santos Dias
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segunda-feira, julho 16, 2007

amigos


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Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta.
(Ralph Waldo Emerson, pensador norte-americano)

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histórias do INEM

Saúde: apenas metade das urgências polivalentes tem heliporto Diário Digital

Um ultraleve com a asa partida e muita sorte à mistura
16.07.2007, Mariana Oliveira - Jornal "Público"
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"O telemóvel dá o alerta.
A médica atende e repete em voz alta: "Uma aeronave caída no Aeródromo de Vilar da Luz, em Folgosa, na Maia".
A equipa, que matava o tempo entre a televisão e o computador, salta da tranquilidade. São 14h05. Em jeito de corrida, os dois pilotos e o mecânico dirigem-se para o helicóptero de emergência, uns metros à frente. Ana Leão, a médica, e Vítor Gomes, o enfermeiro, seguem-nos.
No caminho, um deles resume: "Não sabemos o número de vítimas, nem o seu estado".

As hélices arrancam na incerteza. O ruído eleva-se e a relva envolvente ondula. Batem as 14h10 e a aeronave já está no ar. O barulho dificulta, mas não impede as comunicações.
A médica recebe a informação de que há uma vítima "aparentemente ligeira e está um médico no local".

A chegada é registada às 14h13. A aterragem permite uma panorâmica sobre o cenário. Um ultraleve azul jaz num dos corredores do aeródromo, com a frente acidentada e uma asa partida. No chão, um homem deitado e várias pessoas a segurar um manto que o resguarda da fúria do sol.

As hélices ainda não pararam e a equipa já está cá fora. Correm com mochilas nas costas e um monitor na mão. Chegam rapidamente ao doente.
Os olhos bem abertos e o discurso fluido do francês de 64 anos aliviam a tensão. Mas não abrandam o ritmo de trabalho. A comunicação nem sempre é fácil. Inglês, francês e português cruzam-se a uma velocidade frenética.
O médico francês, que prestou a primeira assistência, faz o ponto de situação. Ana Leão tenta entender e determina: "Vamos imobilizar o doente até se fazer raios X à coluna". Pede um plano duro e coloca um colar cervical na vítima.

Um, dois, três, levanta.
Um, dois, três, baixa.
As ordens são cumpridas por todos. "Todos" são parte dos tripulantes das duas ambulâncias que estão no local e vários bombeiros, que chegaram num camião de combate a incêndios. Isto, a somar a quem por ali andava e ao grupo de amigos da vítima, que faziam juntos uma volta a Portugal por ar.
O francês queixa-se de dores lombares. Mas só disso. A médica lança perguntas para despistar outras lesões. "Vamos dar-lhe um analgésico", decide Ana Leão. O enfermeiro prepara a seringa.
A vítima continua consciente e de olhos bem abertos. Um dos técnicos vai espalhando ventosas pelo peito do piloto.
"Vermelho, amarelo, preto e verde", aponta a médica enquanto indica a localização dos fios. O monitor já pode ser ligado. O ritmo cardíaco não assusta. Está tudo a postes para o transporte. O comandante Rosa assume a direcção dos trabalhos. É preciso colocar o doente na maca do helicóptero e encaixá-la no interior do aparelho. O enfermeiro trata do monitor, enquanto os outros enchem o colchão especial em que o doente vai deitado. No fim há que apertar os cintos de segurança.

Merci, merci, merci, repetem os amigos da vítima enquanto a equipa fecha a porta da aeronave.

Ao levantar, muitas objectivas apontadas para registar a saída.
Destino? O ponto de partida: o Hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos.

A viagem dura uns minutos.

À chegada, somos recebidos por dois funcionários da unidade e a equipa não se cansa de repetir a sorte da vítima. Uns metros separam o heliporto da urgência. Na porta, um médico aguarda-nos.
Ana Leão passa, pela primeira vez, a informação. E esperamos. A burocracia demora mais de quinze minutos, quase o triplo da viagem.

Dirigimo-nos para a sala de trauma. "O doente está hemodinamicamente estável e apresenta dor lombar", repete mais uma vez Ana Leão.
Desapertam-se os cintos, troca-se o plano duro e muda-se de maca.

Só falta a despedida, rematada por um "muito obrigado" português, carregado de sotaque francês."
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Relato bem contado do bom trabalho que se faz.
Pena a burocracia...
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