E o Estado também perdeu mais de 500 milhões de euros em 2006, em dívidas fiscais prescritas, mais de metade delas em sede de IVA. RFM
segunda-feira, julho 02, 2007
contradições
E o Estado também perdeu mais de 500 milhões de euros em 2006, em dívidas fiscais prescritas, mais de metade delas em sede de IVA. RFM
os sistemas de informação na saúde
Contactada pelo PÚBLICO, a secretária de Estado adjunta da Saúde, Carmen Pignatelli, diz que desde que recebeu o relatório o tempo de espera para estes doentes já decaiu. "Alertámos os hospitais e neste momento o tempo médio de espera é de 1,4 meses", defende a secretária de Estado. Em apenas alguns meses? "Os hospitais já estão a alterar comportamentos e serão alvo de auditorias aos procedimentos." Público
A saber:
Relatório solicitado pelo MS ao SIGIC (desconhece-se quando), é entregue em Março de 2007 e reporta-se a dados referentes a Outubro de 2006 (atraso de 6 meses) …
A ser verdade que o tempo de espera médio para a resolução cirúrgica de patologias do foro oncológico tão rapidamente se tenha reduzido de 3,5 para 1,4 meses, é de louvar o esforço das equipas de profissionais que para isso contribuem.
Assim sendo, pela base assim cai a credibilidade dos relatores, ao proporem no seu relatório que as intervenções cirúrgicas oncológicas “em vez de se realizarem em 76 hospitais, passem a ser feitas em apenas 20”.
Estaremos perante uma “mania” (na continuidade das Maternidades, dos Serviços de Urgência e dos Centros Hospitalares) ou uma intenção deliberada de ”propor, só por propor” para deste modo ir abrindo caminho (pretensamente fundamentado e porque duma opinião de “peritos” se trata) a mais encerramentos ou impedimentos, sem que alternativas sólidas sejam acauteladas, considerando só a economia de custos e o (não provado) acréscimo de qualidade técnica dos serviços a prestar, esquecendo-se de que a um tratamento oncológico, como tratamento multidisciplinar considerado, atenção particular deve ser dada, neste caso também, à distância geográfica, mesmo que para isso custos associados possam estar envolvidos.
Por certo que estes factores são passíveis de serem avaliados pelos actuais registos informáticos do SIGIC.
Estranho é que as onerosas actuais ferramentas informáticas do SIGIC e a suas numerosas equipas de profissionais nele envolvidas, local e centralmente, demorem 6 meses a fornecer ao MS dados referentes a pouco mais de 4000 doentes inscritos em Outubro de 2006 e a tal conclusão e proposta de actuação (se é que mais algumas houve) tenham chegado.
Recorda-se que na tentativa de resolver este problema da celeridade da informação, o MS terá já investido 2,5 milhões de Euros só para dar continuidade ao investimento nas ferramentas informáticas que foram adquiridas em 2004 e 2005 no âmbito do SIGIC.
Alguém está a lucrar com este investimento.
Para já, o Ministério da Saúde e os doentes não estão certamente.
sábado, junho 30, 2007
jobs for the boys na saúde
foto de James Hicks"Horácio Barra ocupa, há menos de um mês, o lugar de Consultor Jurídico do Hospital de Barcelos.
sexta-feira, junho 29, 2007
para memória futura
Foto retirada de "Saude da Beira Interior"As declarações:
O DEMISSOR CONHECIDO
Dr. Correia de Campos
O NOMEADO SEM QUERER
Dr. Ricardo Armada
O AUTOR DESCONHECIDO
Dr. Salgado Almeida
O DEMITIDO A SABER
Drª. Celeste Conceição
XIUUUUU.....
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Como é possível?
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pressa de justificar o quê?

Isto porque no Portal do Governo é apresentada uma nota do Gabinete do Ministro da Saúde sobre o “Crescimento da Consulta Externa e Cirurgia em cinco especialidades nos Hospitais do SNS-2004-2006”, fazendo o encaminhamento para um documento em formato PDF com 57 páginas e 310 KB.
Aberto este documento aparece apenas uma única página com duas tabelas referentes ao estudo realizado sobre Consultas e Intervenções Cirúrgicas dos referidos Hospitais.
Na esperança de melhor informado ser, fui até ao Portal da Saúde e aqui encontro a mesma nota do Gabinete do Ministro com as mesmas tabelas anexadas que completam 3 páginas (e não 57) no mesmo formato de documento (PDF) . Nota - Crescimento da Consulta Externa e Cirurgia em 5 especialidades nos Hospitais do SNS - 2004-2006 - Adobe Acrobat – 34 Kb
Esquecendo estes lapsos, que qualquer um tem, algo confuso deve estar o Gabinete do Ministro da Saúde, já que o que esta nota pretende contradizer é a existência duma diminuta produtividade das “especialidades referidas na comunicação social como sendo alvo de crescente privatização”.
Assim sendo:
“Entre 2004 e 2006, as consultas hospitalares, para o total do SNS, cresceram 9,8%, com as 1ªs consultas a crescerem 8,8% nesse período”.
Mas… como a nota também o refere, parece que nas especialidades alvo da “cobiça dos privados” e do “abandono por parte do SNS”, estes mesmos indicadores apresentam valores inferiores aos da média geral do SNS e como tal assim parecem comprovar o que a acusada “comunicação social” tem referenciado.
Já na avaliação da evolução do crescimento das intervenções cirúrgicas, aqui, sim nada abona a favor das notícias publicadas, já que nas quatro especialidades alvo de cobiça se “verifica um aumento da produção do SNS no período, e superior ao da média do SNS (excepto para o caso particular da obstetrícia): Oftalmologia com 13,7% nos 2 anos em análise, Ginecologia/obstetrícia com 6,7%, Estomatologia com 24,3% (mas um número total de IC muito reduzido) e Ortopedia com um crescimento de 11,9%.”
Bom seria que nos fossem fornecidos dados referentes à produção normal e à produção acrescida realizada no âmbito do SIGIC e saber qual foi, destas duas produções, a que mais contribui ou contribuiu para esta evolução modestamente positiva de crescimento do número de intervenções cirúrgicas.
É que à mulher de César não basta ser….
quinta-feira, junho 28, 2007
medicamentos fora de prazo, não... os outros, sim

Correia de Campos - TSF
Claro que sim..
O que não entendo, isso sim, é que este mesmo Ministro da Saúde, aponte como solução a “oferta aos pobres” dos medicamentos que ainda dentro do prazo se encontrem.
Preocupado que está com o desperdício no SNS e consciente de que tal como ele “toda a gente sabe que há desperdício de medicamentos”, esperar-se-ia se uma outra tomada de posição pública de um Ministro de um Governo que se afirma pretender governar.
Ao invés de arranjar pequenos remédios para grandes males, esperar-se-ia a aplicação de grandes remédios para grandes males.
E estes “grandes remédios” não serão por certo “dar aos pobres” o que outros não consomem ou são obrigados a não consumir, mas sim diminuir a possibilidade de que a “gaveta da mesa de cabeceira ou da cozinha” de medicamentos excedentes ou fora de prazo fique cheia.
Mais lógico me parecia que Correia de Campos dissesse que estaria a pensar:
Aplicar o disposto no Artigo 47º do
Artigo 47.º
Alternativamente, introduzir no mercado “embalagens contendo as unidades ajustadas às necessidades terapêuticas mais comuns, obrigando a Indústria Farmacêutica a produzi-las, as Farmácias a dispensá-las e os médicos a prescrevê-las”.
Criar e obrigar a aplicar um Formulário Nacional de Medicamentos do Ambulatório do Serviço Nacional de Saúde, contemplando receituário "agudo" e "crónico".
E porque não também, já agora, como diz o Efervescente, “agora que os Relatórios secretos estão na moda, alguém sabe o que é que aconteceu ao trabalho do Infarmed sobre desperdício de medicamentos?”
"cão de parar" bem português

Aconteceu!
“Ameaçado” pelos seus próprios camaradas de partido e por toda a oposição, Correia de Campos sente-se aparentemente obrigado a publicar o relatório que há uns dias atrás dizia não o fazer, por não ser o momento oportuno.
Estratégias diferentes reveladoras de divergências, ou uma estratégia única e bem definida, simuladora de indefinição e de incoerência, para atingir um objectivo único?
O de preparar, parar, recuar, para depois atacar, qual “cão de parar” do tipo perdigueiro português.
quarta-feira, junho 27, 2007
sem ideias...

A assessora de Comunicação do IPO considera que os 15 cêntimos exigidos pelo estacionamento é bastante inferior ao valor pago pelo Instituto Português de Oncologia do Norte aos bombeiros, pelos serviços de emergência prestados (pudera…).
Solução da Assessora de Comunicação do IPO:
Sempre seria preferível, já que perdoar um “pecado” (que os bombeiros foram forçados a praticar) não faz parte do Regulamento de Estacionamento do IPO do Porto.
Como o Regulamento é para cumprir e aquela solução pelos Bombeiros não foi pensada, que interessam as despesas inerentes a uma facturação de 15 cêntimos que a Contabilidade do IPO se vê obrigada a processar, se eles (Bombeiros) os 15 cêntimos terão que pagar?
Pessoas sem ideias, que só delapidam o erário público…
terça-feira, junho 26, 2007
bom negócio

(…)A autarquia afiança que os doentes não suportarão encargos financeiros ao recorrerem a esta clínica, apesar de ser privada, na medida em que terá acordos com o Serviço Nacional de Saúde." Diário Digital.
depois de encerrada a Maternidade e eliminada a actividade cirúrgica de Urgência durante a noite no Hospital de Mirandela;
Alguma coisa deve estar tremendamente confusa na cabeça dos socialistas e do engenheiro José Sócrates. Eles não perceberam que não são nenhuma comissão liquidatária dos dinheiros e património públicos em nome dos ‘superiores interesses da economia’
(…) Os nossos socialistas ‘modernos’ têm dois fascínios fatais: as obras públicas e os interesses privados. A simbiose que daqui resulta é a pior possível. O Estado, empenhado em mostrar grande obra a qualquer preço, contrata com os grandes interesses privados tudo e mais alguma coisa: as estradas, as telecomunicações, o ensino, a saúde, a defesa. E dá de si tudo o que tem para dar: terrenos e dinheiros públicos, património e paisagem, empreitadas e fornecimentos, concessões e direitos de toda a espécie. A confusão de funções, de papéis e de interesses entre o público e o privado que daqui resulta é total e perturbante." Expresso.
apetece-me dizer:
Se um diz mata, o outro diz esfola….
segunda-feira, junho 25, 2007
a altura ideal
Mas para quê discuti-lo publicamente agora, se o controlo orçamental do SNS está assegurado não justificando assim neste mandato (segundo palavras de Correia de Campos) quaisquer alterações ao sistema de isenções das taxas moderadoras, assim como está excluida a criação de qualquer novo imposto?
Excelentes amigos tem o Ministro da Saúde no seu partido e no Parlamento que bem souberam esperar pela altura ideal para mostrarem a “indignação” e a sensação de “traição” que representa o facto de os jornalistas terem conhecimento do Relatório, sem que a eles Correia de Campos tenha dado conhecimento prévio.
E vão eles agora discutir o Relatório e esperar que uma vez mais seja reafirmado que tudo está muito bem no SNS e que nenhuma daquelas duas “barbaridades” são para aplicar.
As outras... vamos então lá discuti-las.
Quanto mais não seja, como diz João Semedo, para que saibamos que destino vai dar o Ministro da Saúde a todas as recomendações que no Relatório são mencionadas.
João Semedo - RR
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domingo, junho 24, 2007
o SIM vai de férias?
Mas não se fica Carlos Arroz por este argumento de tipo “perrice”.
Apesar de considerar ser necessário disciplinar as Carreiras Médicas “pela diversidade de instituições laborais, com características diferentes, que hoje existem” acha melhor que os parceiros médicos não dêem muito ”nas vistas” e não se proponham andar com a “carroça à frente dos bois” já que a mudança que se perspectiva nunca será para melhor. Até pode suceder que Carmen Pignatelli se esqueça das Carreiras Médicas e fique tudo como está, que está bem melhor assim do que se perspectiva...
Se tal não suceder, segundo Carlos Arroz, “devemos aguardar serenamente pela iniciativa governamental, uma vez que é ao Governo que compete legislar” e também sereno, até ao fim do ano, parece ir o SIM ficar, já que como “não participa nas eleições da Ordem dos Médicos e não quer favorecer nenhum dos candidatos” acha melhor meter férias e assim durante meio ano descansar.
Estranhas palavras dum dirigente sindical quando com a SRN da Ordem dos Médicos e o Sindicato dos Médicos do Norte tem havido entendimentos e encontros bem recentes.
Uma consistente ajuda para a desejada “acalmia social” no período que se aproxima da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.
sábado, junho 23, 2007
coerência
Mas quando adultos, e enquanto a China abandona a tradição, nas civilizações ditas civilizadas, as mulheres ainda continuam a auto torturar-se com o uso de sapatos considerados "normais", estreitos, de bicos pontiagudos e de saltos bem altos já que a elevação do calcanhar também faz o pé parecer mais curto e assim serem entendidos como "mais femininos".Métodos diferentes para objectivos idênticos ou falta de coerência?
"geografias" para visitar
O álbum "Geografias" assinala o regresso de Júlio Pereira ao bandolim, um instrumento que acompanha o músico desde a infância e que neste disco se conjuga de forma inédita com a guitarra portuguesa.
sexta-feira, junho 22, 2007
boa ideia

Não consta que o Dr.Orlando Silva (Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas) tivesse feito parte da comissão de peritos redactores do relatório sobre a sustentabilidade do SNS, mas deve tê-lo lido e arranjado através da sua leitura, uma boa solução...
"A introdução de taxas moderadoras devidamente actualizadas deveria subsidiar em muito esta contratação de médicos dentistas e uma parte da consulta poderia ser paga directamente pelos utentes. Actualmente temos um leque de pessoas, cerca de 85 por cento isentas do pagamento de taxa moderadora o que nos parece aberrante, porque não podemos ter mais de metade da população portuguesa isenta do pagamento de taxas moderadoras".
quarta-feira, junho 20, 2007
prioridades na saúde

(…) o director da Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo admitiu que aquele Centro de Saúde, situado no centro da cidade, "não dispõe" de desfibrilhador por se encontrar próximo do hospital da cidade. "Como o hospital está a dois quilómetros, a prioridade é chamar o INEM".DN
De facto, nem todas as situações de paragem cardio-respiratória, exigem um desfibrilhador, mas algumas dele necessitam.
Esta situação necessitou.
Estava esta doente num Centro de Saúde com médicos e enfermeiros disponíveis e bem perto também, todo o staff do Centro Hospitalar do Alto Minho.
Desfibrilhador Automático Externo, Powerheart AED G3 Automatic - preço unitário de 2.200,00€ + IVA (a título de exemplo, passo a publicidade)
Qual será a prioridade das prioridades?
terça-feira, junho 19, 2007
a sustentabilidade do SNS

E o Efervescente deu uma ajuda ao divulgar o que o jornalista Carlos Enes descobriu.
E para os distraídos, os incrédulos ou para consulta do documento que de secreto já nada tinha, aqui está.
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"Apesar do documento estar disponível ao público, contactado pela Renascença, o Ministério da Saúde insiste que só o coloca em discussão pública quando considerar oportuno e recorda que nenhuma das recomendações avança até 2009." RFM
segunda-feira, junho 18, 2007
paciência
Paciência - Lenine
Primeira Conclusão: a Saúde dos Portugueses tem melhorado generalizadamente, certamente por razões diversas, parte delas ligadas ao contexto socio-económico – cultural e uma parte devido à acção dos serviços públicos de saúde, o SNS. O SNS continua a cumprir o seu papel.
Segunda Conclusão: os Portugueses continuaram a ter cada vez melhor acesso aos cuidados de saúde, quando a análise se faz de forma global o que não exclui dificuldades localizadas, em regiões de menor densidade de médicos de família por habitante como são as zonas do litoral e sobretudo a periferia das grande cidades e margem sul do Tejo.
Terceira Conclusão: as reformas da qualidade (maternidades e urgências) estão a produzir os efeitos esperados: melhores e mais seguros serviços ao dispor dos cidadãos, com melhorias do atendimento diurno e transporte rápido nas situações agudas nocturnas.
Quarta Conclusão: ao contrário do clamor levantado pela esquerda conservadora contra as taxas moderadoras, elas têm cumprido a sua missão moderadora, tantas e tão generosas são as isenções previstas, as quais se manterão inalteradas. E quanto ao preço dos medicamentos, o silêncio da oposição da esquerda conservadora é bem a demonstração da sensível redução de encargos para o cidadão, directa ou indirectamente através de melhores contas do SNS que evitam desastrosos endividamentos futuros.
Quinta Conclusão: o Governo está a cumprir, como se esperava, o seu Programa de Saúde.
Intervenção do Ministro da Saúde, Correia de Campos, na Interpelação ao Governo, Assembleia da República - 14.06.2007.
Paciência - Mafalda Veiga e João Pedro Pais
"Paciência"
Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não pára não... a vida é tão rara)
A vida é tão rara.
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domingo, junho 17, 2007
a prepotência do poder dos privados na saúde
"O caso do nosso colega Francisco Carneiro é notável.
Embora com desconhecimento das razões objectivas que estiveram por detrás desta demissão, considero este testemunho, de apoio a um colega, a um profissional da saúde, importante ser divulgado não só como “aviso” mas acima de tudo como demonstrativo da solidariedade que deve existir com quem luta contra a prepotência, o protagonismo individual, o compadrio e a procura do lucro fácil e que mesmo contra o poder (sabe-se como) instituído não vacila perante a ameaça porque sabe que a força da razão é mais forte que a razão da força.
E porque não me custa a aceitar o que neste depoimento e no Post é referenciado, não resisti à sua divulgação aqui neste sítio, esperando que outros contributos possam alicerçar (ou não) esta minha/nossa crença.
sexta-feira, junho 15, 2007
as Vendas Novas do nosso país

Desconhecendo-se embora as razões que irá invocar (interesse público?) para alicerçar o seu recurso, uma coisa parece certa.
O Ministério da Saúde está a dar um passo atrás para de seguida dar mais dois à frente. Às “cegas e no escuro”…
Para que estes passos não sejam aparentemente dados “às cegas” e a exemplo do que anteriormente e com crescente frequência tem acontecido (como é de sua obrigação),
“Correia de Campos determina que a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde deve "averigúe todas as circunstâncias associadas ou associáveis" a mais esta morte. Público
Mas pelo que tudo parece indicar no “escuro” continua o Ministério da Saúde a querer continuar a aplicar a metodologia de encerrar serviços como este de Vendas Novas e de muitos outros por este país fora.
Mais uma vez, e bem a propósito, repito:
Assumamos, como cidadãos, as falsas informações, o uso indevido, os nossos egoísmos, os nossos erros.
Assumam também, as estruturas públicas responsáveis pela saúde, os erros resultantes de decisões precipitadas, fundamentadas em análises incorrectas (ou inexistentes) das características da sociedade, das várias regiões do país e das suas estruturas locais de saúde, persistindo na paranóica ideia de que a sociedade portuguesa e o nosso país são iguais a tantos outros em que o exemplo que se pretende seguir já deu provas de eficácia e segurança.
Ninguém contesta a importância dum serviço de apoio médico emergente em todo o país.
Ele deve continuar a ser uma prioridade do Ministério da Saúde.
Mas devem os seus responsáveis directos e indirectos assumir as suas responsabilidades em estudar e adaptá-lo ao local ou região, em formar profissionais e equipar os serviços, em informar e formar a população, e só depois, testado o sistema quanto à sua eficiência, à sua fiabilidade e segurança dos doentes a quem ele se dirige, corrigidos os excessos e os defeitos, o aplicar e substituir por ele, criteriosa e complementarmente, o que actualmente existe e que menos bons serviços estará a prestar à população. link
quinta-feira, junho 14, 2007
parar para pensar (II)







