Mostrar mensagens com a etiqueta Política de Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política de Saúde. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, outubro 08, 2007

as contas na saúde


“As previsões dizem-nos que as actuais 1 400 vagas anuais para cursos de Medicina em Portugal não são suficientes a curto e médio prazo"

(…)"o país não pode deixar fugir os seus melhores intelectos, os estudantes que frequentam o curso de Medicina em Espanha, muitos aqui ao lado na Galiza, ou algumas centenas na República Checa". Correia de Campos


Demonstra tardiamente o Estado vontade de mais investir (e bem) na educação pré e pós graduada em Medicina preocupado agora que está com “falta de médicos” e com a fuga de “intelectos” do país.

Preocupado deveria também estar com a fuga de profissionais médicos diferenciados dos Hospitais Públicos quando estes são confrontados com três hipóteses de vencimentos ilíquidos, constantes de outros tantos contratos individuais de trabalho “tipo" "à escolha", como os que o Centro Hospitalar do Alto Ave, E.P.E., seguindo as orientações da tutela, propõe actualmente aos médicos diferenciados para nele trabalhar.


35 horas semanais - 1.726,00 € (12 horas semanais em SU) - 11,38 €/hora
40 horas semanais - 2.071,99 € (12 horas semanais em SU) -
11,95 €/hora
40 horas semanais - 2.398,14 € (24 horas semanais em SU) - 13,83 €/hora


Isto quando o mesmo Centro Hospitalar paga a Empresa Privada, fornecedora de profissionais médicos indiferenciados para assegurar a triagem no Serviço de Urgência, o valor de 30 €/hora equivalente a vencimentos mensais de 4.450,00 € ou 5.200,00 € (35 ou 40 horas/semanais).


Estranhas contas…

.

.

.

terça-feira, outubro 17, 2006

ainda sobre o aborto...

Na sua intervenção na conferência organizada pelos eurodeputados socialistas, que será encerrada pelo secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, Correia de Campos lembrou que a despenalização do aborto através de referendo está incluída no programa do Governo. A diferença entre quem defende o "sim" e o "não", argumentou, é que os últimos estão "dispostos a conviver tranquilamente com o aborto clandestino", enquanto os primeiros querem que o aborto passe "para a espera da legalidade, da assistência e da segurança médica".O ministro da Saúde sustentou, por outro lado, que a lei actual cria uma "gritante desigualdade" entre as mulheres com recursos, que vão realizar abortos ao estrangeiro, e as mulheres sem recursos, que ficam sujeitas ao "vão de escada".
Fonte: Público 16/10/06

Pena é que o Sr.CC assim como se preocupa, e bem, com "as mulheres sem recursos" não se preocupe também com os homens e mulheres sem recursos que vão ter que pagar taxas de punição pela infelicidade de ficarem doentes, de serem submetidos a uma operação ou de terem que se deslocar, pelos próprios meios, a kilometros de distância para serem atendidos num Serviço de Urgência...
Que lágrimas de corcodilo Sr.Ministro!!!

É que as mulheres e homens com recursos bem como os homens e mulheres sem recursos devem ter idênticas oportunidades para terem saúde... ou melhor, as mulheres e homens com poucos recursos devem ter identicas oportunidades às das mulheres e homens com recursos !!!
Parece um trocadilho sim, mas eu acho que o nivelamento deve ser feito "por cima" e não "por baixo"...